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Malcom McLaren – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: BLITZ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Não tem como falar da The Face sem falar de outra revista de estilo que era publicada nos anos 80, a revista Blitz.

A Blitz foi uma revista inglesa mensal que cobria moda, cultura, música, teatro, design, fotografia e mais, tendo sido publicada entre 1980 e 1991.

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De mesmo nome do famoso club que deu início ao movimento new romantic, a revista era jovem, contemporânea, falava diretamente a este público.

Ela era uma opção entre a The Face e a I-D e conquistou toda uma geração que viveu esta época e que buscava inspiração e ficar por dentro do que estava acontecendo na capital do estilo naquela época: Londres.

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Uma das matérias da revista sobre surrealismo.

A ideia da revista surgiu dos estudantes universitários de Oxford, Carey Labovitch e Simon Tesler, que perceberam a falta de opção no mercado de uma revista que abordasse os assuntos que lhe interessavam.

Labovitch era apenas uma garota de dezenove anos que procurava assuntos interessantes nas revistas da época, mas só encontrava bobagens adolescentes ou publicações como o jornal New Musical Express, focado apenas na música.

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Apesar das similaridades com a The Face (que também surgia naquele momento), a Blitz tinha personalidade própria, também inovando nos assuntos e na maneira de falar de cada um deles.

Um dos colaboradores da Blitz era Iain R. Webb, que era o editor de moda , responsável pelos criativos editoriais que a revista exibia, sendo que suas inspirações viam de toda a parte, incluindo filmes e programas de TV ou assuntos daquele momento.

Iain R. Webb nas páginas da revista ao lado da estilista Jean Muir.

Iain R. Webb nas páginas da revista ao lado da estilista Jean Muir.

A Blitz já teve capas que incluíam:  Matt Dillon, Madonna, Grace Jones, Malcom McLaren, Jack Nicholson, Rupert Everett, John Malkovich, Wham!,  Siouxsie Sioux, Peter Murphy, Robert de Niro, Martin Scorcese, Willem Dafoe, Christopher Walken, Steve Martin, Pet Shop Boys, Billy Idol, entre outros.

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Entre os fotógrafos que colaboravam com a Blitz estavam Herb Ritts, Mathew Rolston, Nick Knight, Russell Young, Mark Lewis, David Levine, Eric Watson, David LaChapelle e mais.

Madonna na capa da Blitz, clicada por Herb Ritts.

Madonna na capa da Blitz, clicada por Herb Ritts.

 

Um dos números mais icônicos da revista foi o de Julho de 1986, em que Iain convidou 21 estilistas britânicos e internacionais para criarem modelos em cima de uma jaqueta jeans clássica.

Assim nomes como Vivienne Westwood, Katherine Hamnett (estlista famosa por suas camisetas com mensagens políticas), Bodymap, Leigh Bowery (o lendário performer/estilista que arrasava com seus modelos), Hermés, Jasper Conran, Enrico Coveri, John Galliano, Joseph, Stephen Jones (mais conhecido por seus chapéus), Rifat Ozbek, Zandra Rhodes, Paul Smith, Richmond/Cornejo, Stephen Linard, entre outros.

Sketch da jaqueta de Stephen Linard.

Sketch da jaqueta de Stephen Linard.

Uma das jaquetas jeans na revista.

Uma das jaquetas jeans na revista.

Além disso, a revista produziu um super evento no Albery Theatre, em Londres, com desfile das jaquetas, apresentado por Daniel Day Lewis (o ator que foi capa daquele exemplar, anos antes de ser o ator vencedor de dois Oscars), desfilado por nomes como Boy George, Bowery e mais.

Daniel Day Lewis, então um jovem ator estreante, na capa da revista em Julho de 1986.

Daniel Day Lewis, então um jovem ator estreante, na capa da revista em Julho de 1986.

 

Abaixo alguns highlights do evento:

Após o evento as jaquetas chegaram a ser exibidas no Victoria & Albert Museum.

O desigh gráfico da Blitz foi feito por Jeremy Leslie, que também foi diretor de arte da Time Out londrina e diretor criativo da John Leslie Publishing (editora de várias revistas inglesas) e hoje ele tem o seu blog e estúdio magCulture.

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Detalhe de um editorial da Blitz.

A revista contava com vários colaboradores que incluíam jornalistas e escritores como Paul Morley (jornalista de música do NME, que também trabalhou com o Frankie Goes to Hollywood, bem como ajudou Grace Jones a escrever sua recente biografia), Susannah Frankel (hoje editora da Another Magazine), Simon Garfield (hoje renomado autor de mais de quinze livros), Paul Mathur (que já escreveu para Melody Maker, Spin), Jon Wilde (hoje no The Guardian), Kim Bowen (que escrevia sobre moda para a Blitz), Anna Piaggi (a influente fashion stylist da Vogue Italia), Princess Julia (a DJ que também atacava de produtora), entre outros.

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A Blitz era uma revista de vanguarda, muito antes das outras pensarem em fazer alguma coisa, ela já havia feito, como por exemplo colocar bebês em editoriais; visuais exóticos, utilização de modelos inesperados como mendigos, ou utilizar modelos trans ou outros gêneros que ninguém ousava na época.

Teve até um editorial que era somente com sombras ao invés de roupas.

Outro exemplar importante foi o que colocou Boy George na capa, em entrevista exclusiva, logo após o escândalo em que se envolveu com drogas, isto em 1986, e foi lá que ele falou abertamente sobre isto pela primeira vez.

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A Blitz era moderna, inovadora, era um prazer folhear as cuidadas páginas da revista, sempre recheada de assuntos bacanas e que não eram fáceis de achar em outras publicações.

Era um pouco mais intelectualizada que a The Face, que era mais pop, com mais matérias sobre livros, sobre política, atualidade.

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Jean Paul Gaultier declarou que ia correndo nas bancas atrás de um exemplar da revista, atrás de imagens irreverentes, glamourosas, chique e icônicas.

Em 2013, foi lançado o livro ‘As seen in Blitz”, editado por Iain R. Webb (hoje também professor na Saint Martins), tendo trabalhado na revista no período de 1982 a 1987, e era profundo conhecedor do look da Blitz, escolhendo cem dos melhores editoriais publicados naqueles anos.

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Capa do livro sobre a revista Blitz.

O livro mostra várias imagens de editoriais marcantes, históricos, que lançaram moda, careiras, que inspiraram pessoas interessadas na moda dos anos 80.

Foto de um editorial da Blitz, sendo que um dos modelos era Mark Moore (do S' Express).

Foto de um editorial da Blitz, sendo que um dos modelos era Mark Moore (do S’ Express).

A capa não poderia ser outra que não a então modelo Scarlett Cannon, um dos rostos mais marcantes dos anos 80, ela era hostess do club Cha Cha e uma das figuras mais emblemáticas da noite e da moda inglesa.

Scarlett (com um amigo) segurando o livro do qual é capa, no lançamento do mesmo.

Scarlett (na foto com outro ícone dos 80′s, o modelo/promoter/ músico Christos Tolera) segurando o livro do qual é capa, no lançamento do mesmo.

No lançamento do livro houve um pop-show no ICA Theatre, em Londres, com painéis, exibição de filmes e muito mais.

Além disso, o livro traz fotos não publicadas, entrevistas com modelos, fotógrafos e pessoas envolvidas com estes editoriais.

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Com a chegada dos anos 90, de uma grande recessão na Inglaterra, a Blitz acabou perdendo vários de seus anunciantes e mesmo tendo ofertas para sua compra, acabou não cedendo e assim encerrou suas atividades em 1991.

A Blitz era um lugar criado por jovens que não possuiam emprego, que desejavam que sua voz fosse ouvida e não tinham onde se expressar; antes dos empreendedores de hoje em dia, eles fizeram da revista a sua plataforma, mostrando à Inglaterra e ao mundo o que aquela juventude gostaria de ver e de ser retratada numa revista.

 

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TODAY’S SOUND: BOY GEORGE’s 1970s: SAVE ME FROM SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, falaremos de documentários e filmes cujo tema principal é a música, sejam biografias de artistas, documentários sobre bandas, suas influências e mais.

Iniciamos hoje pelo recente documentário apresentado pela BBC 2 inglesa sobre Boy George e suas influências nos anos 70, intitulado ‘Boy George’s 1970s: Save me from Suburbia”.

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O doc é simplesmente uma delícia de ver, com Boy George nos conduzindo pela Londres que ele viveu em sua adolescência, desde sua vida nos subúrbios até começar a se antenar para o que estava acontecendo na metrópole na década de 70.

Ele começa se rasgando de elogios para David Bowie, o artista da época que mais o influenciou, pelo qual ele queria largar tudo e segui-lo onde quer que fosse.

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Boy George nos mostra discos de Bowie que escutava na sua vitrola, o apartamento onde morou, as influências das músicas que o irmão mais velho escutava.

Outra coisa legal é que sua mãe participa do doc e ela nos fala como era ele adolescente, quando estava descobrindo sua sexualidade e Bowie era influência no seu jeito de agir e se vestir; não era mais um crime gostar de outros meninos, sua opção sexual era sua, uma escolha na qual ninguém deveria se intrometer.

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Ele cita a icônica apresentação de Bowie no Top of the Pops interpretando “Starman”, em 1972, um marco em George e seus amigos, bem como toda uma geração de artistas ingleses.

Bem como a vez que foi até o bairro onde Bowie morava com Angie e a casa que pertencera ao casal.

Além disso, Londres vivia uma época de caos econômico, com muito desemprego e atitudes racistas, repressoras e homofóbicas.

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Era o momento certo para que o movimento punk nascesse e trouxesse uma atitude diferente para os jovens, de questionamento, de crítica a esta sociedade hipócrita.

Boy George era um destes jovens, ele começa a frequentar a noite, ele nos relata que um de seus amigos que abriram as portas desta modernidade para ele foi Philip Sallon, que aparece no documentário e nos fala dos primeiros lugares que ele levou o jovem George O’Dowd (nome real de Boy) como o Mud Club,  Bangs, Louise’s, Bromley Contigent e outros clubs e noites da época.

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O jovem Boy George ao lado de Philip Sallon.

Mas o que mais chamava a atenção de Boy George era a maneira como Sallon se vestia, sempre com modelitos arrasadores (Sallon trabalhou no departamento de figurinos da Royal Opera House, bem como na BBC) e sem medo de enfrentar a sociedade com sua moda extravagante e cheia de personalidade.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Sallon trabalhou como host no Mud Club, além de realizar bailes que ficaram na história da Heaven, os chamados ‘Heaven Ball”. Era figura badalada e conhecia todo o underground londrino; para ter uma ideia,  Malcom McLaren pedia sua opinião inúmeras vezes se por exemplo ele gostava do garoto Johnny Rotten como vocalista do Sex Pistols.

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Sallon foi das grandes influências de Boy George, especialmente no quesito de assumir a postura gay e usar a moda a seu favor; ele não tinha medo de ousar, de abusar da extravagância, mas sempre com originalidade, ele estava sempre na vanguarda e o que vestia acabava se tornando moda algum tempo depois.

George nos fala de quando ouviu pela primeira vez a canção ‘Walk on the wild side” e todas as implicações que a letra fazia às pessoas da noite, aos travestis (nas figuras das Warhol superstars Holly Woodlawn e Candy Darling), a ruptura que Reed propunha, um hino de aceitação a um lado mais rebelde de ser.

Outro momento legal do doc é quando ele nos leva na loja Sex de Vivienne Westwood e Malcom McLaren, ou na verdade, o que se transformou o local onde a loja era localizada na King’s Road e todas as lembranças de como ele desejava se vestir com as roupas de lá (mas não podia pagar).

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

E falando em MacLaren, ele relembra quando foi convidado pelo empresário a participar do grupo Bow Wow Wow e quando ele cantou junto com a banda sem nunca ter pisado num palco antes. Anos depois, ele chegaria ao segundo lugar da parada britânica com ‘Do you really want to hurt me”(chocando a todos com seu visual andrógino):

Boy George vai passeando por lugares que foram marcantes em sua vida, como o famoso Blitz, o club onde o host era Steve Strange e que se tornou o lugar mais disputado da noite londrina no final dos anos 70.

George fala de como a cena New Romantic foi virando mais e mais importante em sua vida, quando esta suplantou o punk para ele; pois quando o punk ficou mais mainstream, os new romantics foram além na produção e ainda mais ultrajante visualmente.

Strange e George competiam por quem atraía mais atenção, já que George ainda era um jovem ingênuo e Strange já era bem mais descolado e conhecido, mas as coisas mudaram bem quando George virou uma sensação mundial.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Um que também aparece no doc é Rusty Egan, que era o DJ do Blitz e nos conta que tocava Bowie, Reed, Velvet Underground, Roxy Music, Kraftwerk e como todos ficavam enlouquecidos na pista.

Inclusive, ele nos guia por onde costumava ser o Blitz, mostrando espaços que ficaram na história da noite londrina.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Outra participação é a de Martin Degville (o vocalista do Sigue Sigue Sputnik), amigo de Boy George de longa data, os dois inclusive moraram juntos e eles nos contam como foram estes momentos: a preparação deles para sair, a escolha do figurino, o som que escutavam como o reggae (que foi grande influência no Culture Club) e outras músicas da época.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Além de dividirem o mesmo teto, eles também trabalhavam juntos já que George vendia as roupas de Degville nas feiras locais.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

Degville e Boy George inclusive participaram do programa “Something Else’, cujo trecho é mostrado no doc e foi a primeira entrevista de George para a TV britânica, onde ele enfrenta alguns punks que também participavam, isto em 1979, como podemos ver abaixo:

Outras aparições no doc são de Princess Julia, a influente DJ e figura da noite e moda londrina, além de Andy Polaris (do grupo Animal Nightlife), entre outros.

Mas um dos momentos ápices é quando ele encontra seu antigo amigo, Marilyn, que bombou nos anos 80 como cantor, mas mais como uma figura que causava furor por seu visual andrógino e toda montação. Na verdade, Marilyn ficou mais famoso pelos looks que por sua vocação artística, já que nunca atingiu a fama de pop star de Boy George.

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Boy George (de gueixa) com Marilyn na porta do squat que dividiram no final dos anos 70.

É interessante vermos os dois conversando e trocando ideias de como era viver naquela época, eles nos mostram o squat (apartamento abandonado que era invadido) que dividiram e que hoje já é um prédio completamente diferente.

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Os dois já foram grudados, já brigaram, viraram inimigos, mas hoje voltaram a ser amigos, afinal eles tem uma história de vida juntos e ambos viveram os altos e baixos da fama. Abaixo os dois numa recente entrevista no programa Breakfast da BBC em função do lançamento do single de Marilyn, produzido por George:

George e Marilyn já questionavam a questão da gênero nos anos 70, muito ates deste assunto entrar em voga, como hoje em dia; eles já se vestiam de mulher, já discutiam os limites do masculino e feminino naquela época, foram perseguidos e não entendidos em função de suas escolhas.

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Marilyn (à esq.) com Boy George em foto recente.

Vale a pena conferir o doc, uma pena que ele estava disponível no youtube (foi lá que o assisti), mas agora a BBC retirou-o do ar, mas existe o torrent para ser baixado.

Como o próprio Boy George define: ‘Eu penso nos anos 70 como esta gloriosa década onde eu descobri quem eu era e descobri todas estas coisas incríveis – punk rock, electro, música, moda, tudo isso. E claro que havia o lado negro dos anos 70, o lixo, as greves, a pobreza e eu fui perseguido e confrontado pelo meu jeito de vestir. Mas eu era um adolescente, não tinha saco de ficar me lamentando; eu só estava vivendo um momento incrível com meus amigos’.

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TODAY’S SOUND: EXPO “PUNK – 1976-78″ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Este ano, o movimento punk completa quarenta anos, e a British Library (Biblioteca Britânica) acaba de abrir uma exposição intitulada “Punk-1976-78”, com a exibição de várias memorabilias, sendo muitas delas inéditas, mostrando o impacto que o punk teve sobre a cultura, sociedade, música, moda e muito mais.

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Na foto à esq., entrada da exposição; na dir. foto da loja Sex em King’s Road

Como já foi divulgado, Joe Corré (filho de Malcom McLaren e Vivienne Westwood) pretende queimar toda a coleção punk que ele herdou, já que ele considera um absurdo o movimento virar mainstream, a ponto da Rainha dar a sua benção para as comemorações do punk este ano na Inglaterra.

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Contra ou a favor, Londres está se movimentando para realizar várias homenagens ao quarentão movimento punk e esta exposição da Biblioteca Britânica dá início a estas comemorações culturais.

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Detalhe da exposição

Assim, a Biblioteca vasculhou todo seu arquivo, incluindo fanzines, flyers, fotos, roupas, discos e muito material inédito para compor esta exposição, que parece ser extremamente bem curada.

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Além disso, a curadoria vai disponibilizar arquivos raros da Liverpool John Moores University, incluindo ítens como posters e roupas raras de “England’s Dreaming”: The Jon Savage Archives” ( Jon Savage é um dos maiores pesquisadores do punk, já tendo trabalhado em vários fanzines e revistas como Melody Maker e The Face, além de ter escrito “England’s Dreaming”, livro sobre a história do punk), “The Situationist International: John McReady Archives” (organização por trás do movimento francês de maio de 1968), “The Pete Fulwell Archive” (Fulwell foi um dos donos do Eric’s Club, famoso club de Liverpool onde várias bandas punks se apresentaram, e da pequena gravadora Inevitable) e “Adventures in Wonderland:The Falcon Stuart and X-Ray Spex Archive” (Stuart foi produtor de bandas como X-Ray Spex, Adam & the Ants, além de fotógrafo e cineasta).

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Entre os artefatos a serem exibidos estão:

- fanzines raros, de 1977, como ‘Sniffin’ Glue” (o primeiro fanzine punk) e “Anarchy in the U.K.” ( a primeira e única cópia do fanzine oficial dos Sex Pistols);

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- uma cópia rara do single “God Save the Queen”, nunca antes lançado, já que seria lançado pela gravadora A&M, que dispensou os Sex Pistols em uma semana;

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- posters, tickets e flyers do Roxy Club, em Convent Garden, Londres e do Eric’s Club, de Liverpool;

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Flyer do Roxy

- roupas originais da loja Sex, pertencente a Malcom McLaren e Vivienne Westwood, como estas t-shirts da foto abaixo:

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- a cópia pessoal de John Peel do single “Teenage Kicks”, do Undertones (que o cultuado programador Peel considerava uma de suas músicas favoritas do período);

- cenas do ainda inédito documentário “She Punks: Women in Punk”, sobre as mulheres que tocavam instrumentos em bandas punks, dirigido por Gina Birch (do grupo The Raincoats);

O grupo punk feminino "The Raincoats"

O grupo punk feminino “The Raincoats”

- uma parede recheada de capas de compactos de sete polegadas (7 inches), muitos deles inéditos e nunca lançados, já que eram produzidos pelas próprias bandas e não tiveram distribuição comercial.

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A expo pretende mostrar mais o começo do punk, como este movimento musical se transformou num marco da vida dos jovens da época, como a sociedade via os punks, incluindo vídeos e áudios que cobrem bem o período, como o vídeo abaixo com a apresentação completa do Sex Pistols no careta programa “Today with Bill Grundy” (a primeira aparição deles na TV inglesa com amigos que incluía uma Siouxsie Sioux descolorida):

Além disso, a expo preparou vários eventos incríveis, com conversas e debates de figuras essenciais para o punk, tais como:

- “An evening with John Lydon” – um encontro com Lydon, o líder do Sex Pistols e do PIL, que garante que esta será sua única aparição do ano, para falar sobre punk e responder perguntas da plateia;

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- “Me, Punk and the World” – conversa com Bernard Rhodes, figura lendária do punk, ele foi estilista a loja Sex, além de ter sido o manager do The Clash, The Specials, Dexy’s Midnight Runners e ter descoberto Lyndon e ter lhe arranjado a audição para ele participar dos Pistols;

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- “Buzzcocks in their own words” – debate com os membros originais do Buzzcocks, uma das bandas punks mais influentes, como Steve Diggle e Pete Shelley, além do empresário do grupo, Richard Boon;

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- “Stories from She Punks” – estórias interessantes sobre mulheres que participaram de bandas punks, como Tessa Pollitt (da primeira banda punk feminina, The Slits), mais Gina Birch (falando de seu doc), Helen Reddington (do The Chefs) e Jane Woodgate (do The Mo-Dettes”)

- ‘Punk Reggae Party: The Story of Rock against Racism” – painel que fala sobre racismo e a importância do reggae no punk ( falando da influência de Don Letts, já que ele apresentou o dub reggae para os punks através de suas discotecagens tanto no Acme como no Roxy).

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Bem, a exposição é imperdível para quem estiver ou for para Londres nesta época, já que ela fica em cartaz até 02 de outubro e o melhor de tudo: a entrada é gratuita!

 

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