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Marc Almond – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: SOFT CELL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Com o sucesso do synth pop do Human League, outro grupo inglês era adepto do estilo e começava a se destacar nas pistas e paradas do Reino Unido no início dos anos 80: o Soft Cell.

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Soft Cell era o duo composto por Marc Almond, nos vocais e David Ball no sintetizador. Um equilibrava o outro: Almond gostava de dar pinta, com produções extravagantes, uma estética sado chic, onde ele abusava de couro e de preto, acessórios que iam de muitas pulseiras a quepes, luvas sem dedo e tudo isto com muito delineador preto; enquanto Ball fazia uma linha um pouco mais comportada (mas nem tanto).

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Os dois se conheceram na Escola Politécnica de Leeds, Inglaterra, em 1978, onde sonhavam em ter uma banda que juntasse as coisas que gostavam: teatralidade, temas eróticos e visuais exuberantes. Ball era o hetero no do, deixando para Marc arrasar na performance.

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Suas apresentações acabaram se tornando cults na Escola, pois usavam e abusavam dos temas eróticos e bizarros, com Almond passando comida de gato no corpo nu, simulando fazer sexo com um espelho de corpo inteiro ou se vestindo de drag.

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Almond e Ball acabam por conseguir grana com familiares e lançam um EP, ‘Mutant Moments”, onde uma das músicas era “Frustration”, já mostrando os vocais sofridos de Almond, que grita na música ‘I want to die”, e tendo ao fundo bases darks de Ball:

O EP acaba chamando a atenção do selo Some Bizarre, que assina com eles e onde gravam seu primeiro single comercial, “Memorabilia”, que se trona um sucesso nos clubs undergrounds na época:

Apesar do sucesso nas pistas, isto não se refletiu nas vendagens e o Soft Cell precisava urgente de um hit; isto aconteceu ao resolverem regravar uma canção de 1965 de Gloria Jones (namorada de Marc Bolan quando este faleceu), que fez certo sucesso na época do Northern Soul, “Tainted Love”:

O tiro fora certeiro: “Tainted Love” se tornou o maior sucesso da carreira do Soft Cell, alcançando o primeiro lugar em 17 países (incluindo Inglaterra), em 1981, fato raro na época para uma banda nova.

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Interessante notar que quando foi lançado o single, o duo optou por colocar no mesmo single, outra versão cover, a de ‘Where did our love go” (famosa na voz das Supremes); sendo assim, por não terem a autoria das duas canções, deixaram de receber vários royalties com o sucesso do single, coisa que Almond se arrepende até hoje e que culpa sua ingenuidade na época.

O próximo passo era finalmente lançar o LP de estreia deles: “Non-Stop Erotic Cabaret”, que ainda originaria uma de suas melhores canções, ‘Bedsitter”:

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A canção falava da pessoa que aluga um bedsit, ou seja, um quarto em uma casa habitada por outros moradores que muitas vezes nem se falam direito a não ser quando tem que dividir o mesmo banheiro. Na música, esta pessoa faz bastantes festas, dorme sozinho muitas vezes, se sente solitário, é um ótimo retrato da vida urbana em um grande centro.

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Outra canção do disco que também chegou às paradas foi “Say Hello, Wave goodbye”, outra canção clássica do Soft Cell que bombava nas pistas alternativas dos clubs dos anos 80:

Junto com o álbum também foi lançado a compilação de vídeo, “Non-Stop Exotic Video Show”, com alguns vídeos deles dirigidos por Tim Pope (diretor de vídeos para The Cure, David Bowie, The The, Psychedelic Furs, entre outros).Este lançamento teve uma controvérsia ao incluir o video de “Sex Dwarf”, onde aparecem prostitutas de verdade, mulheres nuas esfregando carne crua no corpo, Marc Almond e um anão vestidos com roupas sado, serras elétricas cortando carnes e outras cenas mais ousadas e que tiveram de ser excluídas das primeiras versões lançadas, sendo consideradas “pornográficas”.

Neste período, o Soft Cell passa muito tempo em NY, onde conhecem Cindy Ecstasy, que se tona companhia inseparável de Almond, além de ser a sua fornecedora de drogas e como o próprio nome dela já diz, ela que introduz o ecstasy a eles.

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Na próxima canção do duo, Cindy terá participação fundamental, já que divide em alguns momentos os vocais de “Torch’, uma de suas músicas mais emblemáticas e que acaba atingindo o segundo lugar da parada de singles britânica.

Por incrível que pareça, a gravadora toma a decisão de não incluir a canção no próximo disco deles, “Non-stop Ecstatic Dancing”, mini-álbum de seis músicas incluindo o novo single deles, “What”, lançado em 1982:

Almond declaria mais tarde que este álbum foi todo concebido sob os efeitos do E.

Falando em drogas, o duo vinha abusando destas, bem como se dedicado a projetos paralelos (como Marc & the Mambas), mesmo assim lançam, em 1983, o álbum ‘The Art of Falling Apart’, que incluía a música “Numbers”, track a frente de seu tempo e que possui admiradores como Trent Reznor, do Nine Inch Nails:

Porém o duo já não conseguia colocar músicas no topo, sofriam desgaste no relacionamento, e acabaram por decidir em terminar com o Soft Cell.

Antes disso, eles lançariam mais um último disco na década de 80, “This last night in Sodom”, de 1984, que incluía uma de suas músicas menos incensadas, mas bem bacana, “The Soul Inside”:

Almond participou de algumas bandas, mas optou pela carreira solo, onde teve alguns êxitos nos anos 90. Ele voltou a trabalhar com Ball no álbum ‘Tenent Symphony”, lançado em 1991, onde seu ex-parceiro fez alguns arranjo e remixes. Ball também formou o “The Grid”, ótimo projeto de música eletrônica, com Richard Norris.

Eles voltaram com o Soft Cell em 2001, depois de interesse renovado no duo, com o revival do synth e assim eles fazem alguns shows como o de Milão, lançado em DVD.

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Logo em seguida, eles voltam com um novo álbum, “Cruelty without beauty”, que faz um relativo sucesso, originando dois singles, entre eles “The Night”, regravação de antigo sucesso northern soul de Frankie Vali e que eles quase lançaram, ao invés de ‘Tainted Love”, imaginem se isto tivesse acontecido?

Esperamos que o Soft Cell continue fazendo show e inclua logo o Brasil num deles, taí uma banda que deve arrasar e que eu adoraria ver tocando ao vivo.

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TODAY’S SOUND: JACQUES BREL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Encerrando nossos posts sobre chanson française, hoje falo sobre Jacques Brel, que na verdade era belga, mas fez sua carreira na França, onde se destacou na música e no cinema.

Jacques Brel On Stage At "La Tete De L'Art", Avenue De L'Opera In Paris, France -

Brel foi dos cantores que optou por temas que fugissem um pouco do gênero romântico, assim suas canções possuem letras mais darks e adultas, temáticas mórbidas, mais ao estilo de um Dylan, Leonard Cohen ou um Woody Guthrie.

Ele cantava as prostitutas, os marinheiros, os desajustados sociais; ele era como um rapper que declama seus versos com toda a emoção possível. Atacando a burguesia e a igreja, ele expressava suas angústias através da música.

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Brel nasceu na Bélgica, em 1929, e desde cedo foi demonstrando amor pelas artes, especialmente pela música, começando a tocar guitarra aos quinze anos.

Inclusive, no final dos anos 40, ele participava do coral jovem da igreja de seu bairro, além de compor suas próprias canções.

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Em 1953, a gravadora Phillips lança seu primeiro single, “La Foire”:

O lançamento lhe proporciona alguns shows modestos até que decide por se mudar para Paris.

É na capital parisiense que Brel realmente terá o reconhecimento que merece, fazendo sua estreia nos palcos do Olympia em 1954 e logo em seguida, realizando concertos pela França.

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Seu álbum de estreia, “Jacques Brel et sés chansons”, é lançado e entre os destaques estava “Sur la place”, acompanhado da orquestra de François Rauber, que será um de seus habituais colaboradores:

Porém, a venda do álbum é inexpressiva; mesmo assim, ele é notado por Juliette Gréco, que grava a música “Le diable”, de sua autoria.

 Até que, em 1956, ele lança um EP com a canção, “Quand on n’a pás que l’amour”, que se torna o seu primeiro hit, chegando ao 3º lugar na parada francesa:

Até o final da década, ele lança mais três álbuns, além de excursionar por diversos países com shows.

Aos poucos, ele ia conquistando os países de língua inglesa, tendo seu primeiro álbum editado nos EUA, que consistia numa compilação dos discos que gravou pela Phillips e fazendo seu primeiro show em 1963 no solo americano, no Carnegie Hall, em NY.

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No mesmo ano, ele lança mais um ótimo disco, “Jacques Brel accompagne par François Rauber et son orchestra”, onde se destaca a música “Les Toros”, onde comparava a morte dos touros com soldados na guerra.

Os artistas americanos começavam a prestar mais atenção em suas brilhantes composições, entre eles o poeta McKuen, que faz as versões de Brel para o inglês.

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No próximo disco, “Brel 6”, mais uma dramática música falando de um soldado: “Le suivant.

Em 1966, McKuen faz a versão para o inglês de uma das composições de Brel, “Ne me quitte pas”, que se transforma em “If you go away” na voz de Damita Jo e que se torna um estouro nos EUA.

Agora sim, o nome de Brel era quente em terras americanas e artistas como Sinatra, Tom Jones, Neil Diamond, Judy Colins, Joan Baez, entre outros, queriam gravar suas canções.

Cansado e esgotado, Brel decide se despedir dos palcos com um último show no Olympia, em 1966, mas como seus discos estavam fazendo sucesso na América, ele tinha ainda uma agenda cheia a cumprir antes de se afastar do stage.

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Em 1967, ele resolve atacar no cinema, estrelando o primeiro de uma série de dez filmes, onde ele aparece como ator e tem suas músicas na trilha sonora.

Inclusive, ele também dirigiu um filme, “Franz”, de 1973, no qual atua ao lado de outra diva da música, Barbara.

Ainda em 1968, ele estreia no teatro, com a adaptação de “L’homme de la Manche”, num papel que lhe cabe perfeitamente, o do sonhador e idealista Don Quixote. A peça se torna um sucesso com mais de 150 apresentações.

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No mesmo ano, em NY, um musical com suas canções, “Jacques Brel is alive and well and living in Paris”, se torna um grande sucesso na Broadway e coloca seu nome em voga novamente.

Mais artistas como Scott Walker e David Bowie, entre outros, decidem gravar suas composições com letras em inglês. Walker grava “Jackie’, a versão de “Jacky’, de Brel (incluída num episódio de “Absolute Fabulous”):

 

Depois dos anos dedicados ao cinema, Brel decide comprar um veleiro para viajar pelo mundo.

Ele volta assim que descobre que estava com câncer no pulmão, mas consegue se operar a tempo.

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Assim que se recupera, ele volta a viajar de veleiro e se apaixona pelas Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, onde decide viver.

Ele volta à França para gravar o seu último álbum, “Brel”, lançado após um hiato de dez anos sem gravar e que acaba vendendo mais de um milhão de cópias.

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Em 1978, sua saúde volta a se deteriorar e ele volta à Paris, onde vem a falecer de embolia pulmonar, tendo apenas 49 anos de idade.

 

Brel se tornou uma referência na música mundial, suas letras filosóficas (fortemente influenciadas pelo Existencialismo), de um lirismo impressionante, atraíram os mais diferentes intérpretes, de Dusty Springfield a Cindy Lauper, de Brenda Lee a Marc Almond; não teve quem não se rendeu ao seu talento.

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Em 2013, o próprio Almond narrou o documentário da BBC, “Behind the Brel”, um tributo à genialidade de Jacques Brel.

 

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TODAY’S SOUND: BLANK CITY E NO WAVE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Acabo de assistir ao documentário “Blank City”, filme sobre o No Wave, o movimento undergrond nova-iorquino que misturava música, cinema, performances e artes plásticas no final da década de 70, em New York.

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O movimento No Wave foi uma resposta a um momento que a cidade de NY vivia de falta de opções para determinados artistas alternativos, que não tinham como se expressar e resolveram juntar-se e propor algo de novo no mundo das artes, tudo feito por eles mesmos, sem dinheiro, mas com muito talento e criatividade.

O doc mostra cenas de vários filmes feitos na época com baixíssimos orçamentos, além de entrevistas com figuras fundamentais do movimento e do underground NY como Debbie Harry (a vocalista do Blondie e atriz em muitos dos filmes do movimento), John Lurie (músico, ator dos filmes de Jarmush), Jim Jarmush (o cineasta de ‘Stranger than Paradise”, e do qual falaremos num post especial), John Waters (o rei do trash-cinema), Thurston Moore (do Sonic Youth), Steve Buscemi (que na época era ator de pequenos filmes como “Parting Glances”), Glen O’Brien (membro Da Factory e editor da Interview), Ann Magnuson (atriz e performer em clubs como Club 57 e Mudd Club), Susan Seildelman (diretora de “Smithreens” e ‘Desperately Seeking Susan”), Fab Five Freddy (um dos precursores do hip hop), Kembra Pfahler ( do grupo The Voluptous Horror of Karen Black e que também merecerá um post), entre outros.

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Todos eles moravam no downtown, no East Village, que era um lugar sujo, mal cuidado, cheio de ratos, insetos e muitos mendigos de rua; o aluguel era barato e todos se drogavam e iam se divertir nos clubs da época como o Peppermint Lounge, o CBGB’s ou o Max’s Kansas City, lugares onde esta geração troca idéias que iriam mudar o cenário das artes.

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A No wave é fruto direto do punk, do Dada, com atitude DIY (do it yourself), com filmes baratos, influenciados por diretores europeus como Godard, Antonioni, Melville, flyers e fanzines feitos de Xerox, sempre contestando uma sociedade já começava a sentir os efeitos da Aids e da criminalidade.

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Uma de suas principais representantes é Lydia Lunch, que aparece no documentário dando vários depoimentos, já que foi uma musa da No Wave, ela cantava na banda Teenage Jesus and the Jerks (no vídeo abaixo) e sua figura branca de cabelos bem pretos arrepiados também chamava a atenção dos cineastas independentes.

Ela foi convidada a aparecer em dois filmes dos cineastas Scott B. e Beth B. (que também estão no doc) como “Black Box” (de 1978) e “Vortex” (1983), bem como filmes de Vivienne Dick como “She had her gun all ready” (1978) e “Beauty becomes the beast” (1979).

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Lydia acabou participando de várias bandas até se dedicar à carreira solo, fazendo leituras, performances, poesia; ela é uma entidade do underground nova-iorquino e até hoje está na ativa, gravando e fazendo shows.

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Ela sempre optou por uma carreira independente, lançando seus trabalhos por selos pequenos ou selos próprios e trabalhando em colaborações com os mais diferentes artistas como Sonic Youth, Birthday Party, Nick Cave, Marc Almond, Einstürzende Neubaten e muitos outros.

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Do grupo Teenage Jesus and the Jerks também participava James Chance, inclusive a banda terminou com a saída de Chance (que também se envolveu romanticamente com Lydia). Chance é um músico importante na cena e que misturava funk com jazz mais punk rock, integrando também as bandas The Contortions, James White & The Blacks (também presentes no filme “Downtown 81”) e muitas outras.

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Ele continua na ativa, agora como James Chance & Terminal City, gravando e fazendo shows.

Outro que também está no doc é Nick Zedd, com o qual Lydia estreou em “The Wild World of Lydia Lunch” (no vídeo abaixo) e que é um cineasta que circulava nesta mesma turma de artistas descontentes e que queriam transgredir, ele inclusive cunhou o termo “Cinema of Transgression” (Cinema de Transgressão), com filmes feitos para chocar as plateias e carregados de humor negro.

Alguns de seus filmes incluem “They eat scum” (1979), “The Bogus man” (1980) “Geek Magott Bingo” (de 1983), além de publicar e editar o Underground Film Bulletin, de 1984 a 1990; com seu look andrógino, ele também aparecia vestido de mulher em alguns filmes.

Zedd também é autor, pintor, diretor de fotografia, cantou em bandas de rock  e também participou de alguns filmes como ator (como “The Manhattan Love Suicides”); no filme “They eat scum”, ele “inventou” o death rock com a fictícia banda punk canibalística, a Suzy Putrid and the Mental Deficients”.

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Outro cineasta do cinema transgressor é Richard Kern, também fotógrafo e escritor, que colaborou em um dos primeiros vídeos do Sonic Youth, ‘Death Valley 69”, quando eles eram uma banda iniciante em 1985. Kern dirigiu filmes experimentais como The Right side of my brain”(1985), “Fingered” (1986), entre outros, com temas como sexo, perversão e violência.

Ele também editava fanzines undergrounds sobre poesia, arte, fotografa, ficção intitulados ‘The Heroin Addict” e ‘The Valium Addict”, de 1979 a 1983.

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Kern foi também quem descobriu Lung Leg (também no doc) a qual era estrela de seu primeiro filme “You killed me first” (1985), além de participar de outros filmes e ficar conhecida como a garota da capa do disco EWOL do Sonic Youth (foto abaixo) e também pelos romances com Blixa Bargeld e Nick Cave, uma figura especial do movimento.

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Um filme que aparece bastante no doc é o “Downtown 81”, pois é um dos filmes que melhor retrata este movimento pós-punk nova iorquino, estrelado por Jean Michel Basquiat e Debbie Harry, entre outros, mostrando muitas cenas dentro dos clubs, nas ruas,os grafites, toda aquela efervescência cultural que acontecia na época.

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Uma figura de destaque também é Patti Astor, outra das musas do movimento, atriz de ‘Unmade Beds’, “Underground USA” (de Eric Mitchell) e que ficou conhecida pelo filme “Wild Style”, que mostra o início da cultura hip-hop de NY e tornou-se um cult.

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Astor e seu visual descolorido, com figurino super moderno (fotos acima e abaixo), também era dona da galeria FUN, uma das primeiras galerias a surgirem no East Village nos anos 80, exibindo a graffiti art de artistas como Basquiat, Keith Harring, Futura 2000, Kenny Scharff, entre outros.

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Outro cineasta importante do No Wave é Amos Poe, que aparece em várias entrevistas no doc e que inclusive é o co-diretor (juntamente com Ivan Kral) do cultuado “Blank Generation’ (1976), um dos primeiros filmes genuinamente punks e que nada mais é do que o registro de bandas, que na época eram iniciantes, se apresentando, tais como Talking Heads, Television, Patti Smith, Wayne County, Blondie, entre outras.

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Amos Poe também é um dos precursores do No Wave Cinema como “Unmade Beds” (1976), “The Foreigner’ (1978), ambos com Debbie Harry, e “Subway Riders” (1981), entre outros.

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Ele também dirigiu os programas de Glen O’brien e Chris Stein, para a TV a cabo, chamados ‘TV Party” (de 1978 a 1981), fundamentais para saber o que estava acontecendo no cenário cultural underground e que podemos ver algumas cenas abaixo com participações de Debbie Harry, Klaus Nomi, Fred Schneider (do B-52’s) e outros:

Amos até hoje continua a dirigir, roteirizar e uma de sua ultimas colaborações é “The Guitar” (2007).

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O movimento No Wave foi muito especial para NY, deu um novo alento à cidade, que enfrentava forte crise econômica, desem-prego, e reuniu talentos incríveis que viam na arte a sua válvula de escape, a maneira de expressarem aquilo que acreditavam e que pelo qual lutavam. Não era pelo dinheiro apenas, era para transformar suas idéias em realidade, para espalhar os pensa-mentos de um coletivo de amigos e conhecidos que marcaram para sempre a cultura mundial.

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