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TODAY’S SOUND: GAME OF THRONES POR ARTHUR MENDES ROCHA

Uma das séries mais caras produzidas para a televisão, com um universo cheio de reis, rainhas, castelos, magias, dragões, feitiços, “Game of Thrones” é uma das melhores coisas a surgir na telinha nos últimos tempos.

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A HBO investiu muito dinheiro para lançar esta série baseada nos livros de George R. R. Martin intitulados “A Song of Fire and Ice” (Crônicas de Gelo e Fogo), que já foram lançados por aqui em 2010.Para se ter uma idéia, os livros já venderam mais de 15 milhões (só no Brasil foram 1,5 milhão)

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A concepção ficou por conta de David Benioff e D.B. Weiss, que a roteirizaram e produziram para o canal a cabo, um dos primeiros a acreditar no potencial de séries mais adultas e feitas para um público especial.

Abaixo o trailer da primeira temporada:

‘Game of Thrones” estreou em abril de 2011 e atualmente está em sua terceira temporada, que deve encerrar em junho.

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A série é emocionante, uma vez que você começa a ver, fica difícil parar, por ser uma adaptação literária, os textos, os personagens são muito bem delineados.

Na abertura, com a épica música de Ramin Djawadi, já vemos os nomes dos atores e uma indicação a que reino pertence, coma utilização de maquetes, abertura esta premiada com o Emmy:

Mas é claro que na TV, algumas mudanças foram feita em relação aos livros, a começar pelo título, já que “Game of Thrones” é apenas o nome do primeiro livro.

A frase ‘Winter is Coming” ficou famosa com a série, pois em Westeros os invernos são longos e duradouros.

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Acompanhar uma série desta magnitude não é uma tarefa fácil, é preciso muita atenção, pois são vários personagens envolvidos em cada episódio e cada um pertencente a determinado clã, mas todos têm um mesmo objetivo: conquistar o trono de Westeros, o chamado Iron Throne (trono de ferro) e comandar todos os reinos.

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Para isso acontecer, haverá muitas intrigas, conflitos, mortes, traições, conchaves, enfim, todo o tipo de disputa pelo poder dos sete reinos.

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Os personagens principais e seus determinados clãs são:

Os Stark

- Ned Stark (Sean Bean) – o chefe do clã,o senhor de Winterfell,  homem honesto e corajoso, comanda seu reino com determinação e tenta passar isso a seus filhos

-Catelyn Stark (Michelle Fairley) – a esposa de Ned, fiel ao marido e aos seus objetivos, procurando tomar as melhores decisões para sua família

-Robb Stark (Richard Madden)- o filho primogênito dos dois e herdeiro direto do reino, jovem batalhador e de boa índole

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-Sansa Stark (Sophie Turner) – a filha sonhadora, mas que vai ter um destino sofrido nas mãos dos Lannister

-Arya Stark (Maisie Williams) – a filha que deseja lutar como os homens e treina para isso, sem medo dos desafios que tem de enfrentar

-Brandon Stark (Isaac Hempstead-Wright) – filho mais jovem e que sofre um acidente na primeira temporada que o impedirá de andar, mais tarde descobre-se um warg (pessoa com poderes de visão de animais)

-Jon Snow (Kit Harrington) – o filho bastardo de Ned e que Catelyn não aceita, ele procura um lugar ao sol, nem que para isso tenha que se afastar da família e enfrentar os perigos da muralha de gelo

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-Theon Greyjoy (Alfie Allen) – filho do Lorde Balon, escudeiro e protegido de Ned, ele é revoltado com sua situação e está pronto a dar o bote contra os Stark

Os Baratheon

-Robert (Mark Addy) – O rei dos sete reinos, amigo íntimo de Ned, casado com Cersei, beberrão e autoritário, mas de bom coração

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Os Lannister

-Stannis (Stephen Dillane) – irmão de Robert, surge a partir da segunda temporada, se considera o herdeiro legítimo do trono ao descobrir que Joffrey pode ser um bastardo.

-Tywin Lannister (Charles Dance) – Lorde de Casterly, ele é capaz de tudo para lutar por sua posição, homem rico, frio, calculista e trata seus filhos muito mal

-Cersei Lannister (Lena Headley) – a linda mulher de Robert, esperta, dissimulada,  só se interessa pelo que é seu, nutre uma paixão pelo irmão gêmeo.

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-Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) – é chamado de kingslayer,pois matou Rei Aerys Targarien II, no começo é péssimo, egocêntrico, mas vai mostrando humanidade na atual temporada

-Tyrion Lannister (Peter Dinklage) – ele nasceu com um defeito físico: é anão, mas é o único do bem na família, seu pai o culpa pela morte da mãe (que morreu no parto)

-Joffrey (Jackie Gleeson) – o tirano e detestável filho de Cersei, dizem que na verdade ele é filho da união dos dois irmãos Lannister, é o herdeiro do trono de Robert.

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Os Targaryen

-Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) – também conhecida como Khaleesi, é a herdeira natural do trono de Westeros e a senhora dos dragões, na primeira temporada casa-se com Khal Drogo (Jason Momoa).

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Num épico deste, personagens surgem e saem de cena á todo momento, a série é palco de atuações brilhantes e de ótimos atores (na sua maioria, ingleses).

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A produção não pode ser mais detalhista: direção de arte impecável, figurinos, direção de fotografia, cenografia, enfim, nada é poupado para que tenhamos na TV um espetáculo perfeito.

Não sei quanto custa cada episódio, mas uma coisa é certa, a série é conceitual, é um esforço para que a HBO proporcione ao seu público o melhor, a série não deve se pagar, nem com comerciais, mas através dela, atinge um público inestimável, exigente, que sabe apreciar um produto de primeira qualidade e que comenta tudo nas redes sociais.

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A série tem muitas cenas de ação e de sexo (que até foram criticadas por serem julgadas gratuitas em muitas vezes) sempre está acontecendo alguma coisa importante em cada um destes núcleos.

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“Game of Thrones” já venceu o Globo de Ouro e o Emmy de melhor ator coadjuvante para Peter Dinklage e seu sensacional trabalho como Tyrion, que rouba a cena toda vez que aparecee fez com que sua participação aumentasse ainda mais na série.

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Além disso, a série coleciona prêmios técnicos seja em efeitos especiais, maquiagem, figurino, direção de arte, som e também para o ótimo trabalho de casting (escolha de elenco) e dublês.

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Ela é filmada em locações das mais diferentes, incluindo Inglaterra, Irlanda, Malta, Croácia, Islândia, Marrocos, além dos estúdios Paint Hall em Belfast, tudo com um apuro incrível.

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Até uma nova língua foi criada na série, pois ela está nos livros e para isso, foi contratado um profissional em lingüística para desenvolver o dothraki e o valyrian, que utiliza subtítulos para que possamos compreendê-las. Abaixo um making of da série:

Para evitar o número recorde de downloads que a série tem semanalmente (na faixa de 3,9 milhões), a HBO decidiu por transmitir a série aqui e em vários lugares do mundo simultaneamente com os EUA.

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Em uma olhada na ficha técnica da série, podemos ver um número infinito de atores, colaboradores, técnicos, são muitas pessoas envolvidas nesta superprodução, talvez a mais cinematográfica série já realizada para a televisão.

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Na nova temporada, vale um destaque especial para Diana Rigg, a eterna Emma Steel da série cult britânica “The Avengers” no papel de Olenna Tyrell, dona de uma sabedoria e grande experiência em lidar com as intrigas da corte.

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No domingo passado, Game of Thrones atingiu sua maior audiência em todos os tempos; mais de cinco milhões e meio de aparelhos sintonizados na luta pelo poder de Westeros.

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Majorelle cap. 3, residência e fundação de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé

Um dos casais mais chiques do mundo, na minha opinião, Pierre Bergé e YSL desfrutaram  diversas casas pelo mundo.

Pierre Bergé and Yves Saint Laurent at the entrance to the Majorelle Gardens, Marrakech, Morocco, 1982. Photography courtesy Fondation Pierre Berge - Yves Saint Laurent, Paris

Cada uma destas faraônicas mansões guardavam suas coleções de arte particulares, objetos e móveis do mais puro bom gosto; tudo com qualidade de museu.

Pierre Bergé and Yves Saint Laurent Marrakech, 1976 ( Photo: Pierre Boulat)

Sem dúvida, este bom gosto era baseado em cultura e história.

Quando montavam uma casa, não era sobre a dimensão do imóvel, havia uma história a ser contada.

De fato, uma mistura de mágica com poesia.

Muitas vezes, costumavam adquirir casas em ruínas e restaurá-las de volta ao esplendor.

Este foi o caso com o Jardin Majorelle.

Já era a terceira casa que o casal adquiria em Marrocos, Saint Laurent que nasceu e cresceu na Argelia, sinalizava um retorno ao ensolarado norte da África que foi grande fonte de inspiração na moda que criava.

YSL haute couture designs - Morrocan inspired

As outras residências do casal ficavam em Paris, Normandia e no Tânger.

E sobre todas as suas outras residências, foi no Jardin Majorelle em Marrakech que Yves Saint Laurent, desejou que fossem jogadas suas cinzas. Então, sem sombra de dúvida, além de ser um lugar especial, foi onde YSL foi mais feliz.

Seu personagem marroquino tornou-se tão conhecido na cidade, que o homenagearam nomeando a rua de seu jardim com seu nome.

Muitos de seus amigos, do jet-set internacional,  passavam lendárias temporadas por lá, relaxando debaixo das estrelas, ouvindo Maria Callas no terraço forrado de tapetes persas.

"Desenho de Fernando Sanchez, da esquerda p/ direita: Fernando, Yves, Loulou de La Falaise e Bergé"

Mergulhei no universo desta época e descobri algumas delícias para contar para vocês:

O casal, que eu fiquei mais passada, era o mais chique da época: Thalita e Paul Getty.

Paul era herdeiro do petróleo, filho do homem mais rico do mundo naquela época e Thalita, absolutamente chic!

Thalita Getty, nascida na Indonésia, enteada do pintor Augustus John, musa absoluta de Saint Laurent, inventou o termo “Bohemian”, tão usado nos dias de hoje, foi pioneira usando seus looks numa etnia hippie chic, como só um ícone de estilo sabe usar.

Até o grande bailarino Rudolph Nureyev ficou enlouquecido por ela, imaginem!

Thalita e Paul Getty compraram e decoraram um palazzo em Marrakech e claro, eram assíduos frequentadores do Jardin Majorelle de Bergé e Saint Laurent.

Pierre Bergé, Thalita Getty e Saint Laurent

Acontece que Thalita Getty alimentava um vício por drogas pesadas com tamanha voracidade, que seu hábito em heroína a matou com apenas 30 anos de idade, deixando para trás um filho de 3 anos apenas e uma vida pra lá de maravilhosa.

Marianne Faithfull and Jagger, Marrakech

Haviam também Mick Jagger (este, dispensa apresentações) e Marianne Faithful, que viviam um tórrido romance durante este período.

Já, o melhor amigo da época de escola de Saint Laurent, designer de lingerie, Fernando Sanchez, estava sempre presente.

LouLou de La Falaise e Fernando Sanchez

Sem falar em Loulou de La Falaise, musa, designer, colaboradora e grande amiga de Yves Saint Laurent. Faleceu recentemente em Novembro  de 2011. Sua notória elegância, estava em seu sangue já que descendia de uma longa linhagem  de condes ingleses.

Criou jóias e acessórios para a boutique do Jardin Majorelle, inclusive.

E como não poderia deixar de ser, outra grande amiga de Saint Laurent, Catherine Deneuve também era assídua frequentadora do Jardin Majorelle.

Deneuve e Saint Laurent na Villa Oasis, Jardin Majorelle

E Bill Willis, o genial decorador americano que criava cenários de sonho não apenas para Bergé e Saint Laurent, mas grandes socielites como Marie-Hélene de Rothschild, a família Agnelli, e como não poderia deixar de ser,  o casal  Getty no famoso Palais de La Zahia.

O grande decorador Bill Willis

Bill Willis ajudou a decorar assim como restaurar, transformando a Villa Oasis numa fantasia Marroquina;

Segundo Bergé, ninguém compreendia a cultura Marroquina tão bem quanto Bill Willis.

Willis que era um Orientalista na tradição de George Clairin (minha mais nova obsessão), se apropriou de uma linguagem estética e a reinventou com maestria.


Conhecido pela sua personalidade difícil, Bill Willis era uma mistura de exigência com indolência.

Permitia que seus desejos e entusiasmos governassem sua vida.

Surpreendentemente, seus talentos passaram desconhecidos pelo mundo, nunca tendo conseguido o sucesso material concedido para muitos infinitamente menos talentosos.

Faleceu de hemorragia cerebral, sem um aviso escasso de sua morte em qualquer lugar, segundo Bergé.


Este Jardim de 12 acres também é onde fica o Museu de Arte Islâmica de Marrakech, que guarda a coleção têxtil norte-africana pessoal de YSL, cerâmicas, raríssimas  jóias das tribos Berber e  pinturas de Jacques Majorelle.

Essa é a história do Jardin Majorelle que inspirou e seduziu grandes nomes da cultura mundial dos séculos XX e XIX, entre eles Jacques Majorelle e Louis Majorelle, sendo inclusive a última morada de YSL.


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Today’s Sound: Marlene Dietrich por Arthur Mendes Rocha

Marlene Dietrich sempre esteve rodeada de polêmicas: era admirada pelos nazistas, bissexual, exigente ao extremo, mas uma coisa não pode se negar, ela foi uma das maiores atrizes do cinema, dona de uma personalidade única, de um estilo inconfundível e também tinha o dom de cantar.

Nascida na Alemanha, Marlene começou a sua carreira atuando no teatro, pois havia se formado em artes cênicas, até ser descoberta pelo diretor austríaco Joseph Von Sternberg que a convidou a estrear em “O Anjo Azul” (The Blue Angel). No filme ela faz o papel de Lola-Lola, uma cantora de cabaré que enlouquece um professor e dona da cruzada de pernas mais sensual do cinema (muito antes de Sharon Stone), tornando-a um mito da noite para o dia:

Na década de 30 ela atua em vários filmes de Sternberg  como  “O expresso de Shangai”, “A Vênus loira”, entre outros. Neste último ela canta vestida com uma roupa de gorila, cena esta que ficou famosa na época:

Na década de 40, ela vai para Hollywood onde trabalha com vários diretores importantes como Hitchcock (“Pavor nos bastidores”), Fritz Lang (“O Diabo feito mulher”), Orson Welles (“A marca da maldade”), Billy Wilder (“A Mundana”), entre outros.


Dietrich era admirada pelos nazistas, mas nunca foi simpatizante de Hitler, tendo recusado o convite deste para estrear em filmes pró-nazistas, o que foi considerado um desrespeito com a pátria alemã e ela acaba se naturalizando cidadã americana para poder seguir com sua carreira.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Dietrich resolve entreter as tropas que estão no campo de batalha, cantando para eles músicas como “Lili Marlene”, “Falling in love again”, “Boys in the backroom” e a partir daí dedica-se também a sua carreira musical.

Além de cantar em seus filmes, ela participou de vários concertos ao redor do mundo, a partir do final dos anos 50, apresentando-se nas melhores casas de espetáculos como o Sahara Hotel em Las Vegas e com ótima aceitação do público e de seus fãs. Ela até chegou a se apresentar no Brasil, no teatro da Record em São Paulo e no Golden Room do Copacabana Palace no Rio, em 1959, tendo como partner o famoso compositor Burt Bacharach, em início de carreira.

Uma das histórias interessantes a seu respeito é que ela conhecia tão bem a melhor luz que a iluminava nos filmes, que chegava a dar as diretrizes para os diretores de fotografia sobre o melhor posicionamento dos spots e no melhor ângulo para fotografá-la.

Dietrich tinha uma preocupação absurda com o estilo, ela sempre está impecável em seus filmes, com um figurino arrasador, feito pelos melhores figurinistas da época e com cabelo e maquiagem de acordo. Ela inclusive foi uma das primeiras mulheres a fazer uso do estilo andrógino, ela adorava vestir ternos masculinos como no filme “Marrocos’, onde ela aparece de smoking e também beija uma mulher, causando escândalo e boatos sobre sua sexualidade.

Em 1984, seu amigo Maximilian Schell realizou um ótimo documentário a seu respeito chamado ‘Marlene”, no qual ela recusou-se a ser filmada e somente concordou em que fosse utilizado o áudio de sua voz.

Dietrich cantava em alemão, inglês e francês e suas apresentações como cantora viraram discos, compilações que até hoje são reeditadas com sucesso. Aqui ela canta “La Vie em Rose”, famosa na voz de sua grande amiga Edith Piaf, no Café de Paris em Londres, em 1972:

Dietrich fez seu último filme em 1978, “Apenas um Gigolô” (ao lado de David Bowie), e optou por uma vida reclusa em Paris, aonde veio a falecer em 1992.

Dietrich era a encarnação do glamour de uma grande estrela, chique, elegante, extremamente preocupada com sua imagem, até hoje ela é referência indispensável seja no cinema, na música e na moda; artistas como Madonna e estilistas como Yves Saint Laurent a reverenciam. Se fosse viva, ela teria completado cem anos no ano passado.

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