Dinah Washington fecha nossa semana de divas do jazz, menos badalada que as outras, mas não menos talentosa e dona de uma voz penetrante e um estilo inconfundível.
Seu nome verdadeiro era Ruth Jones e ela nasceu nos anos20 no Alabama e logo mudou-se para Chicago. Sua mãe tocava piano na igreja batista e logo ela teve contato com os golspels e spirituals cantados nas cerimônias.
Ao vencer um concurso de calouros, ela foi convidada a integrar um grupo de gospel e sua vontade de cantar era tanta, que fugia de casa para cantar em bares e clubes noturnos de Chicago, onde adquiriu o hábito de beber bastante.
Em 1943, ela foi descoberta pelo bandleader Lionel Hampton, que se encantou com seu jeito de cantar, meio rápido, mas com ótimo senso de fraseado, além da voz clara e afinada como em “I don’t hurt”:
Nesta época, ela troca seu nome para Dinah Washington, alcançando sucesso nas apresentações com a big band de Hampton. Porém, com a banda, Dinah tinha poucas ofertas para gravar e finalmente em 1946 ela assina com o selo Mercury e por volta de 1948 sua estrela está em plena ascenção.
Dinah grava com instrumentistas conceituados como Clifford Brown, Max Roach e Cannonball Adderley, entre outros, além de trabalhar com Quincy Jones como arranjador.
É em 1959, com a gravação de “What a difference a Day makes” que seu nome vira um sucesso pop instantâneo:
Mas Dinah custou a aceitar que fosse rotulada uma cantora pop, já que sua grande inspiração era mesmo o jazz ou até o blues, os quais gravou vários standards como ‘Lover come back to me”:
Sua parceria com o cantor Brook Benton também trouxe ótimo lucro para a gravadora, vendendo muitos álbuns.
Dinah gastava bastante com o fruto de seu trabalho, procurava compensar a infância pobre, gastando muito em carros, jóias e presentes para sua filha.
Uma mistura de álcool com remédios para inibir o apetite acabaram causando sua morte cedo, aos 39 anos.
Hoje em dia, Dinah virou uma figura cult, era a cantora favorita de Amy Winehouse e até serviu como fundo musical de um anúncio da Levi´s nos anos 90, com a música “Mad about the boy”, que reacendeu o interesse pela sua obra.































