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Mick Jagger – Japa Girl












































































    Landscape in progress 💚Após 3 décadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
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TODAY’S SOUND: BABY JANE HOLZER POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excêntrica/fashion de hoje é uma das primeiras superstars de Andy Warhol e foi uma das mais famosas it-girls dos anos 60, ela é Baby Jane Holzer.

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Holzer já veio de uma família poderosa, dona de muitos imóveis nos EUA, mas ela nunca se contentou em ser apenas uma integrante da alta sociedade nova-iorquina, pois seu negócio era conhecer pessoas interessantes e estar ligada ao mundo das artes.

Ela abandona a faculdade para se dedicar a vida de modelo. Seu estouro se deu quando foi fotografada por David Bailey para a Vogue, em 1963.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Certa vez, numa sessão de fotos, ela conhece Nicky Haslam (o então editor da revista Star e mais tarde um badalado decorador), que logo lhe apresenta para Andy Warhol. Nesta época, ela estava recém-casada com Leonard Holzer, um riquíssimo executivo do ramo imobiliário.

Baby Jane na capa da revista Show.

Baby Jane na capa da revista Show.

Warhol gamou nela de cara, na primeira troca de olhares ele já a convida para estrelar um de seus filmes underground e de baixo orçamento.

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Baby Jane com Andy Warhol.

Nesta época, ela passa a ser denominada de “Baby Jane”, pela colunista Carol Bjorkman (do Women’s Wear Daily), inspirado pelo filme “Whatever happened with Baby Jane” (O que terá acontecido a Baby Jane).

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Seus amigos todos participaram dos chamados “Screen tests”, testes cinematográficos rodados em P&B, que contava com personalidades como Lou Reed, Nico, Edie Sedgwick, Dennis Hopper, entre outros.

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Abaixo o teste de Baby Jane Holzer, onde ela fica durante quase cinco minutos apenas escovando os dentes e Warhol não queria que ela piscasse:

Holzer era puro glamour, loira, de cabelos compridos, ela usava aqueles penteados altos e volumosos, além de make-up com muito delineador, bem no estilo 60’s, além de estar sempre vestida impecavelmente, por novos estilistas da época, como Halston.

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Baby Jane com Halston.

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Ela não chegava a ser bonita no estilo tradicional, mas era dona de um charme absurdo, além de ter um tipo físico que chamava a atenção, mesmo com seu nariz grande, ela era puro excitamento.

Baby Jane modelando para a Vogue.

Baby Jane modelando para a Vogue.

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Baby Jane por William Klein.

Não demorou muito para que ela se tornasse uma das mulheres mais badaladas de NY, posando para revistas de moda, ditando tendências e sendo convidada para as melhores festas, a ponto de Diana Vreeland (a influente editora de moda da Harper’s Bazaar e depois da Vogue) declarar que ela era a garota mais contemporânea que ela conhecia.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Outro que também se impressionou com ela foi o escritor Tom Wolfe (autor de “A Fogueira das Vaidades”), que escreveu um ensaio para a New York Magazine, intitulado “The girl of the year” (A Garota do Ano), em homenagem a Baby Jane Holzer.

Baby Jane na capa da Vogue.

Baby Jane na capa da Vogue.

Além disso, Warhol adorava badalar com ela, ela foi durante um tempo a sua musa, claro que ele a pintou também.

Certa vez, Holzer era tão reverenciada, que num dos primeiros shows dos Rolling Stones, foi ela que chamou mais atenção que a própria banda de Mick Jagger.

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Baby Jane com Mick Jagger.

Ao todo, Baby Jane Holzer apareceu em alguns filmes de Andy Warhol, incluindo “Soap Opera”, “Batman Dracula”, ‘Couch”, “The thirteen most beautiful women”(todos de 1964) e mais “Camp’ (de 1965).

Além de atacar como atriz, Holzer também cantava, chegando a gravar dois singles, um deles era uma versão cover da banda Bystanders, “You’re gonna hurt yourself” (com direito a clipe):

Ela também gravou outro compacto intitulado “Rapunzel”, lançado em 1967:

Porém, com o final dos anos 60, Baby Jane vai se afastando de Warhol e da turminha da Factory, já que a barra vai ficando mais pesada, com muitas drogas e também pessoas que rodeavam o artista e que ela não gostava.

Uma destas pessoas era Valerie Solanas, que ficou famosa como a pessoa que atirou em Warhol (e que virou até filme).

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Ela ainda tenta mais um importante papel no cinema, no filme “O Vale das Bonecas”, mas acaba perdendo o papel para Sharon Tate (a então esposa de Roman Polanski).

Baby Jane continou badalando, mas com menos intensidade, continuo se dando bem com Warhol, apesar de vê-lo menos, mas nunca largou o mundo das artes.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a serigrafia que Warhol fez dela.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a pintura que Warhol fez dela.

Em 1972, ela voltou a estrelar num filme independente “Ciao Manhattan’ (estrelado por Sedgwick) e onde ela conhece seu futuro parceiro na produção de filmes, David Weisman.

No mesmo ano, ela também vira referência na música “Virginia Plain” do Roxy Music, já que seu nome é mencionado em dois versos na canção.

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Hoje em dia, Jane Holzer se transformou numa colecionadora de arte das mais respeitadas, tendo uma valiosa coleção que inclui além de Warhol, Jean-Michel Basquiat, Keith Harring, Julian Schnabel, Richard Prince, entre outros.

Ela também virou produtora de cinema, tendo sido uma das produtoras de “O Beijo da Mulher-Aranha” (do recém-falecido Hector Babenco) e mais recentemente de “Spring Breakers” (de Harmony Korine, com James Franco e Selena Gomez).

Recentemente, ela foi tema da exposição “To Jane, Love Andy: Warhol’s first superstar”, que celebra sua amizade com Andy Warhol e com o qual ela sacudiu os anos 60 de todas as maneiras.

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TODAY’S SOUND: VINYL POR ARTHUR MENDES ROCHA

A série de hoje tem tudo a ver com a gente: fala sobre música, se passa nos anos 70 e mostra todos os excessos da indústria do disco; estamos falando de “Vinyl”, a série da HBO.

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“Vinyl” estreou em fevereiro deste ano e já terminou sua primeira temporada e já foi renovada para uma segunda.

A série foi concebida por um time de respeito: Martin Scorcese (diretor de clássicos como “Taxi Driver”, “Raging Bull” e “Goodfellas”, entre outros), Mick Jagger (o ícone do rock e líder dos Rolling Stones). Terrence Winter (roteirista dos “Sopranos”, criador de “Boardwalk Empire”) e Rich Cohen (escritor e colaborador de revistas como Rolling Stone e Vanity Fair).

A ideia havia surgido há vinte anos atrás, quando Jagger procurou Scorcese para fazerem um filme tendo como tema a indústria da música nos anos 70, mas o filme acabou virando uma série, pois seria muito mais bem explorada. No vídeo abaixo eles falam um pouco de como surgiu a inspiração para “Vinyl”:

“Vinyl’ tem como fio condutor a figura de Richie Finestra, vivido por Bobby Cannavale (excelente ator de séries como “Boardwalk Empire”), um executivo, dono da gravadora American Century, uma figura que vive na pele todos os excessos da década de 70, incluindo drogas, sexo e muito rock n’ roll.

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Finestra é o retrato dos executivos da indústria fonográfica da época, iniciou do nada e tornou-se um bem sucedido empresário, graças às suas conexões e bom ouvido para o que se tornaria sucesso.

Porém, quando a série começa (estamos na NY de 1973), ele já enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a vender sua gravadora para o conglomerado da Polygram.

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Além disso, enfrenta problemas com drogas (ele é viciado em cocaína) e em seu casamento, bem como relações estremecidas com figuras-chave da indústria.

Um dos grandes acertos da série é justamente a mistura de personagens fictícios com personagens reais, assim já apareceram na série Andy Warhol (vivido por John Cameron Mitchell, de “Hedwig and the Angry Inch”), Robert Plant, David Bowie, Elvis Presley, Joey Ramone, John Lennon, Alice Cooper e muitos outros.

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

Aliás, uma das coisas mais legais de “Vinyl’ é justamente descobrir o monte de referências que estão presentes em cada episódio, sejam musicais ou da cultura pop, como mostrar cenas dentro do Chelsea Hotel, do Max’s Kansas City ou até mesmo dentro da Factory e toda a fauna que frequentava estes lugares.

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de "Vinyl"

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de “Vinyl”

A direção de arte, o figurino, toda a ambientação da gravadora, com seus rolos de fita cassete, vinis, aquele décor bem 70’s, até mesmo a localização da American Century ser no Brill Building (o prédio que nos 60/70 era o lugar que reunia várias pequenas gravadoras e onde foram idealizados os maiores hits do período), cada detalhe é bem pensado e executado na perfeição.

Além de Richie Finestra, a série tem também ótimos personagens tais como:

- Devon (Olivia Wilde, atriz de filmes como “Tron, o Legado” e da série “House”) – esposa de Richie, ela é uma ex-modelo e fazia parte da turminha da Factory de Andy Warhol. Devon é fiel ao marido, mas se este apronta, ela não hesita em traí-lo também.

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- Zak Yankovich (Ray Romano, famoso pela série “Everybody loves Raymond”) – um dos sócios de Richie e confidente deste, responsável pelo setor de promoções da gravadora. Ele vai entrar em conflito com Richie por questões financeiras.

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Ray Romano numa cena da série

- Andrea Vitto (Annie Parisse, atriz de “Law & Order” e “The Following”) – uma das personagens mais interessantes da série, ela é um ex-caso de Richie que se tornou uma das mais respeitadas A&R da indústria e  é chamada de volta para dar um gás nas contratações da gravadora .

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

- Jamie Vine (Juno Temple, filha do diretor Julien Temple e atriz de filmes como “Atonement” e “Black Mass”) – assistente de A&R da gravadora, ela começa a se destacar ao “descobrir” o grupo de proto-punk Nasty Bits.

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

- Kip Stevens (James Jagger, filho de Mick) – cantor do grupo Nasty Bits e que será uma das apostas de Richie para levantar sua gravadora.

- Julian “Julie” Silver (Max Casella, ator de séries como “Boardwalk Empire” e “The Sopranos”) – responsável pelo A&R da ravadora, de personalidade forte, ele bate de frente com Richie em suas opiniões sobre os rumos da American Century.

Max Casella como Julian Silver

Max Casella como Julian Silver

- Clark Morelle (Jack Quaid, filho de Dennis Quaid e Meg Ryan, ator de “The Hunger Games”) – ele começa a série como parte do dept de A&R, mas acaba perdendo sua posição. Mesmo assim, ele não desiste de descobrir novas oportunidades.

- Ingrid (Brigitte Hjort Sorensen, atriz dinamarquesa famosa pela série “Borgen”) – personagem baseada em Nico, ela é a melhor amiga de Devon desde os tempos da Factory.

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

‘Vinyl” pode lembrar em alguns momentos “Mad Men”, por ser uma série de época e ter como protagonista um anti-herói aos moldes de Don Drapper, mas as semelhanças param por aí, já que o mundo de Vinyl é o da música e não da publicidade.

Claro que a série ainda tem algumas reformulações a fazer, como focar menos no lado policial (um crime ocorre e envolve Richie) e sim falara cada vez mais sobre música, que é um assunto rico o suficiente.

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Tanto é que no final da primeira temporada, acabaram afastando Terrence Winter, que deixou a série e foi substituído por Scott Z. Burns, roteirista de filmes como “O Últimato Bourne” e “O Informante”; ainda não sabemos se foi uma boa troca, mas aguardemos a segunda temporada.

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Mas voltando à música, este é um dos grandes atrativos da série, a começar pela impecável trilha que inclui a cada episódio, várias músicas incríveis que marcaram o período incluindo James Brown, Iggy Pop, David Bowie, Mott the Hoople, New York Dolls, Julian Casablancas, Chicago, Led Zeppelin, The Temptations, Abba e muitos outros.

Cena da série com o New York Dolls

Cena da série com o New York Dolls

Para se ter uma ideia, são mais de 200 canções utilizadas nos dez primeiros episódios.

A música tema, “Sugar Daddy”, é interpretada por Sturgill Simpson, novo talento do country e rock americano:

No primeiro episódio, dirigido por Scorcese, há uma cena antológica quando Richie vai a um show do New York Dolls e o teatro onde o concerto se realiza desaba e ele tem uma viagem de que aquele momento é o da salvação pelo rock, um momento em que o som e a emoção do rock é tão forte que chega a ruir paredes. Este ocorrido foi baseado num fato real, o do desabamento do University Hotel (onde ficava localizado o Mercer Arts Centre), no Village, em 1973. Abaixo a cena na série:

Outro momento ápice é quando Clark vai a uma boate com seu amigo latino Jorge e leva uma música para o DJ tocar (participação especial do DJ Kool Herc) que ele acredita que o público vai pirar e aos poucos o povo acorda para aquela música, que nada mais é que o nascimento da disco music e como o público a percebe naquele momento. Abaixo a cena na série:

São momentos como esse que fazem de “Vinyl” uma série especial.

Também mais para o final da temporada, a banda proto-punk Nasty Bits faz show no CBGB, mostrando como a NY daquela época vivia um momento de criatividade plena, com surgimento de novos ritmos como o punk, o hip hop e a disco music.

Espera-se que na segunda temporada, isto seja ainda mais explorado, o punk deve ter melhor espaço na série, com o ritmo surgindo com força total, também explorando o lado mais soul e negro, com maior destaque para este gênero, enfim, várias temáticas musicais ainda podem ser melhores exploradas.

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

Enquanto isso, faça um favor a si  mesmo e veja a série com a mente aberta, pronta para ser invadida pelas mais diferentes sensações e referências, pois em cada pequena parte de “Vinyl”, esta pode te surpreender e abrir novas perspectivas.

 

 

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TODAY’S SOUND: STUDIO 54 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, iremos falar um pouco dos clubs que marcaram época pelo mundo, seja em suas pistas animadas, como seus frequentadores, os Djs que comandavam as festas e a música que embalava estas noitadas.

Claro que teremos que começar pelo mais icônico de todos: O Studio 54! 

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O Studio abriu suas portas na memorável noite do dia 26 de abril de 1977, comandado por Steve Rubell e Ian Schrager, dois empresários da noite que resolveram se aventurar em criar aquela que seria a maior disco de todos os tempos. 

Steve Rubell e Ian Schrager, eternizados por Annie Leibovitz

Os dois haviam sido donos de uma discoteca chamada Enchanted Garden, mas que nunca bombou como eles queriam, já que sua localização no Queens não ajudava; as pessoas que não moravam nas redondezas, não se deslocavam até lá.

 O Studio tinha uma aliada muito forte em Carmen D’Alessio (que será tema de um documen-tário dirigido por Maurício Branco em breve), uma promoter super bem relacionada, que já havia trabalhado para Valentino e Yves Saint Laurent e conhecia boa parte do Jet-set internacional.

 Carmen D'Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Carmen D’Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Ela foi a responsável direta pelo sucesso do empreendimento de Rubell e Schrager; tendo sido a própria que mostrou o local para os dois fazerem o seu nightclub. 

Carmen com Andy Warhol

Carmen com Andy Warhol

O club ficava localizado na 254 West 54th Street (com tanto 54, o lugar só poderia se chamar assim) e a origem do nome vem de que lá já havia sido localizado um teatro e o Studio 52 da CBS.

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 O projeto foi idealizado por Scott Bromley (arquiteto), Ron Doud (design de interiores) mais Brian Thompson, Jules Fischer e Paul Marantz no design de iluminação. Este time foi o responsável por tornar os ambientes do Studio cheio de trocas de cenários, bem no estilo teatral e que fascinava quem frequentava o lugar, com uma aura hollywoodiana.

 A pista acabou ficando localizada, onde anteriormente era o palco, ou seja, já havia a energia no local voltada para o “aparecer”, o ‘brilhar” dentro da pista.

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 Uma das surpresas da noite era uma lua em neon, que aspirava uma colher cheia de cocaína, a e que aparecia em cima da pista, nos momentos de ápice, e que só vinha a reiterar a ‘drug of choice” da noite. 

The famed Man in the Moon and Coke Spoon at Studio 54

As celebridades tornaram-se figuras indispensáveis lá e não era qualquer celebridade, eram aqueles que estavam no seu ápice na época, seja no cinema, na TV, nas artes, enfim na mídia tais como Mick Jagger, John Travolta, Michael Jackson, Cher, Farrah Fawcett, Brooke Shields, Olivia Newton-John, Jerry Hall, Divine, Calvin Klein, Elton John, Diana Ross, Margaux Hemingway, Debbie Harry, Margaret Trudeau (a então mulher do primeiro ministro canadense), Rick James, Baryshnikov e muitos outros. 

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Da esq. p a dir: Warhol, Calvin Klein, Brooke Shields e Rubell (se mordendo)

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves saint Laurent e Lolou de la Falaise

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves Saint Laurent mais Lolou de la Falaise e Marina Schiano na festa de lançamento do perfume Opium.

Claro que havia aquele grupo que eram os “habitués” tais como Andy Warhol, Grace Jones, Liza Minelli, Halston, Truman Capote, Bianca Jagger, Elizabeth Taylor, e outros.

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A ‘turminha” da ala VIP: Halston, Bianca, Jack Haley e sua esposa Liza Minelli.

Além disso, o club tinha suas figuras emblemáticas como a Disco Sally (a senhora que dançava sem parar, apesar dos seus 78 anos), a Lady Marian (que ia sempre nua), além de um número enorme de drag-queens, que iam para fechar, com modelitos ultrajantes e inesperados. 

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Cada detalhe do club foi pensado por Rubell, desde a corda de veludo da porta, como as luzes que desciam até a pista; tudo para fazer com que a clientela tivesse a melhor experiência de suas vidas.E era justamente isto que tornava o Studio um lugar tão especial, além da door policy, onde Rubell escolhia a dedo quem entrava, ele queria que as pessoas lá dentro se sentissem seguras em ser quem desejavam ser, sem medo, sem receios.

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A própria escolha de Rubell de quem deveria entrar não seguia um padrão de bastava ser famoso para entrar, você tinha que ser interessante, ter uma boa energia, estar vestido de maneira atraente. Certa vez, duas mulheres foram nuas e montadas a cavalo e ele deixou apenas entrar o cavalo que elas estavam montadas.

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Ele era um rei do marketing, já que sabia que a publicidade era a alma do negócio, assim o club começava a chamar a atenção na imprensa pelas celebridades que lá eram fotografadas.

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Divine e Grace Jones mandando ver numa festinha do Studio

Rubell dava o truque de que mantinha a privacidade, enquanto convidava fotógrafos escondidos para fotografar estas celebridades.

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Elizabeth Taylor numa animada noitada com Halston e Bianca

 Outras das ideias de Rubell, para diferenciar o local, foi criar festas temáticas onde a imaginação (e o orçamento) não tinha limites, podendo transformar o Studio num circo, numa fazenda (com cavalos e vacas de verdade), numa Disney, numa high school (para a festa de lançamento do filme “Grease”), ou seja lá qual fosse a piração daquele momento. 

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As celebridades tinham o seu próprio local, que era o basement, onde havia a chamada VIP room, onde só entravam convidados e rolava de tudo um pouco.  

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Foi realmente com a festa de aniversário de Bianca Jagger, na qual ela entrou montada em um cavalo branco, que o Studio 54 estourou mundialmente, tornando-o o nightclub onde todos queriam ir, mesmo que você fosse barrado na porta. Lembrando que a festa em si foi um fracasso, mas a sua repercussão na mídia mundial foi mais um golpe de mestre de Rubell.

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A receita de sucesso do público do Studio era uma mistura de celebridades, gays, pessoas bonitas, europeus da alta sociedade, bem como desconhecidos, que faziam o lugar ser realmente especial. 

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A música contribuía para que tudo isto fosse um grande sucesso, já que a disco predominava nas paradas e o Studio 54 era a “ultimate disco”, o lugar onde o ritmo era o que dominava a noite. O baixo e a batida eram pulsantes o tempo inteiro e era lá que os DJs residentes Richie Kaczor (nos finais de semana) e Nicky Siano (que fora o criador do The Gallery e fazia o som do Studio nos dias de semana) mandavam ver para manter a pista sempre animada.

 A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

Foi graças a Kaczor que a música “I will survive”, de Gloria Gaynor, clássico das discotecas, bombou da maneira que bombou, já que foi ele que apostou na música, que era o lado B de um single. É claro que a música virou um dos hinos do Studio 54.

 

Além desta, algumas músicas que não podiam faltar no Studio eram:

‘Le Freak” do Chic (música esta concebida quando Nile Rodgers e Bernard Edwards foram barrados na porta e ficaram tão putos que compuseram a canção, que na verdade queria dizer “Fuck off” e foi suavizada para o título final):

 

“Take me home” de Cher

 

“I love the nightlife” de Alicia Bridges

 

“Let’s all chant” de Michael Zagger Band

 

“Disco Heat” de Sylvester

 

“Boogie Oogie Oogie” de Taste of Honey

 

“He’s the greatest dancer” de Sister Sledge

 

 “In the Bush” do Musique:

A própria época que o Studio teve seus anos de glória, era o momento pós-Vietnã e pós-Watergate, a liberação sexual estava no auge e o club acabou refletindo estes novos tempos, onde o que importava era se divertir. Assim, em vários lugares de lá, sejam nas escadas, nos banheiros e principalmente no andar superior, na famosa “rubber’s room, com sua bancada de borracha preta, o povo fazia sexo normalmente, não importando com quantos e com quem. 

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As drogas eram consumidas em grande quantidade, seja cocaína ou os quaaludes (também conhecido como mandrix ou methaqualona), distribídos por Rubell para seus amigos ou conhecidos e torná-los ainda mais loucões, fossem eles celebridades, políticos, esportistas, não importava. 

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A festa parecia não ter fim, mas as declarações de Rubell e a sua ‘inocência” em dizer coisas na mídia como “only the Mafia does better” (somente a Máfia faz melhor), fez com que os fiscais do Imposto de Renda abrissem o olho e resolvessem dar uma batida surpresa na casa.

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

 Isto aconteceu no final de 1978, quando a polícia descobriu milhares de dólares escondidos em sacos de lixo, no forro do escritório, além de livros de contabilidade e mais dólares escondidos no apartamento de Rubell e também num cofre de um banco.

 Em 1979, ele e Schrager foram condenados a três anos e meio de prisão, por sonegação de impostos, mas não sem antes fazer uma grande festa de despedida, em janeiro de 1980, onde Liza Minelli e Diana Ross cantaram e ele, Rubell, entonou o trecho da canção “My way”: “I did it my way”… (eu fiz do meu jeito). 

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Diana Ross cantando sentada na cabine do DJ na última noite de Rubell e Schrager no comando do Studio.

O club fechou as portas de vez em 1981, enquanto os dois estavam na prisão.

Rubell e Schrager tiveram sua pena reduzida ajudando a polícia em descobrir mais donos de clubs que tentavam burlar o imposto. Alguns dizem que eles também revelaram alguns hábitos das celebridades, ganhando a inimizade de algumas.

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 Na sua dura readaptação, eles tiveram várias portas fechadas, já que muitos de seus amigos dos tempos de Studio se julgaram traídos pela exposição que tiveram com o escândalo.

Até que dois anos depois, eles conseguiram um empréstimo para abrir um novo conceito de hotelaria, com os chamados hotéis-boutiques, cujo primeiro deles foi o Morgan’s em NY.

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Mas a paixão pela noite os fez abrir mais um club em 1985: o Palladium, que não teve o mesmo sucesso do Studio, mas teve seus momentos de glória, só que a noite já não era mais a mesma.

 Rubell veio a falecer em 1989, vítima de uma hepatite crônica (que muitos acreditam ser em decorrência da Aids) e Schrager é um empresário de sucesso no ramo da hotelaria, abrindo vários hotéis durante os anos que se seguiram, tais  como o Hotel Delano (Miami).

Steve Rubell no Studio

Steve Rubell no Studio

 O club foi homenageado de inúmeras maneiras pela cultura pop, seja em livros, documentários e mais. Um deles foi o filme ‘54”, lançado em 1998, que acabou sendo um fracasso no seu lançamento, mas que acaba de ganhar uma versão nova, a ‘Director’s cut” (a versão do diretor) que inclui cenas deletadas e que mostram mais bafos do que acontecia lá, aguardemos então!

 

 

 

 

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