So broken hearted... 💔Tigre e CleópatraBeginning 2016... #bromeliadBom dia! #orquideacattleyaAmei muito!!! Muito obrigada @zezzo.fonseca @vicentenegrao e @havaianas luxxxo! Feliz 2016 pra quem é original ✨🍀🎍🍀✨Nighty Night!Darks aguardam desfile dark @alexandreherchcovitch @eduardocorelli @jacksonaraujo @corvina_ @foodemotion @gobbiland @joseh_zozo_amaralMorri com os looks @alexandreherchcovitch !!!Fun time with ma' buddies @davidpollak @foodemotion & @bobestvo @alexandreherchcovitchMeus amores peludos, Cleópatra e Tigre

                
       




















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LOUCURA DA NOBREZA – CHILLI BEANS

A Chilli Beans apresenta seu novo delírio. Nada mais nobre que esquecer a sanidade e abrir a cabeça para seus desejos mais perversos. Loucura da Nobreza. Ouro, libertinagem e imoralidade em uma edição super limitada.

Styling: Japa Girl – Produção de Moda: Beto Almeida – Direção: Zé Caporrino (Fracta) – Filme: Jordy  – Fotos: Lost Art (Ignacio Aronovich e Louise Chin) – Produção de Arte: Estúdio Xingú

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TODAY’S SOUND: BERKSHIRE GOES BALEARIC POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje na segunda parte dos docs do Music Nation, falaremos de “Berkshire goes Balearic”, sobre como a cena Balearic, iniciada em Ibiza, veio se tornar tão popular neste condado inglês, criando uma cena que até hoje influencia DJs e clubbers de todo o mundo.

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Balearic é a denominação para um estilo musical que na verdade engloba uma série de outros ritmos, já que o nome se originou do que o DJ Alfredo (residente da Amnesia em Ibiza em 1987/88/89) tocava e ele passeava pelos mais diferentes ritmos, fossem eles soul, disco, rock, new wave, hip-hop, jazz, reggae, downtempo e muito mais.

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Em um de seus sets era possível ouvir Richie Havens com “Going back to my roots”:

O balearic está totalmente associado à Ibiza, por ter sido lá que DJs ingleses como Danny Rampling e Paul Oakenfold e mais uma turminha super animada tomou êxtase e foi dançar ao som do DJ Alfredo no Amnesia (foto abaixo) e literalmente piraram, viram que aquilo é o que eles queriam fazer na Inglaterra, tocar música num ambiente ao ar livre, sem encanações e onde o que importava era curtir a música e dançar do jeito que fosse.

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Músicas como The Nightwriters “Let the music use you” embalavam as noitadas:

Quando eles voltaram, o grande objetivo era trazer aquela vibe, aquela sensação de paz e dançar em harmonia no meio de todos,  para a cinzenta Inglaterra.

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Assim, Danny Rampling e sua esposa Jenny abrem a Shoom, considerada uma das melhores noites que Londres já teve dedicada ao balearic e à house music; os frequentadores iam como quem frequenta uma igreja, aos poucos foi atraindo pop-stars, fashionistas e todos dançavam unidos pelo ritmo. Em 1988 acontece o famoso Summer of love, quando a mistura do balearic com o acid house colocaram toda uma geração para dançar.

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O balearic formou uma cena forte no interior da Inglaterra, em Berkshire, onde festas ao ar livre eram realizadas e atraíam os amantes do gênero espalhados pelo país.

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Um deles era Terry Farley, responsável pelo fanzine Boy’s Own, que acabou virando um selo de música, Junior Boy’s Own,  e também nome de festa, formando uma cena importante dentro do balearic, atraindo desde hooligans até os clubbers mais fanáticos.

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Abaixo uma entrevista de Farley para a Snub TV com imagens de festas, clipes (como “Raise” do Bocca Juniors) e mais:

 

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Nesta turminha também estavam Pete Heller e Andrew Weatherall (também presentes no vídeo acima), que começava sua carreira como DJ no início dos anos 90 e que acabou se tornando uma das figuras-chave da dance music inglesa, remixando vários artistas entre eles Bobby Gillespie, do Primal Scream, com o hit “Loaded”:

Quando “Loaded” foi lançada em single (o primeiro do álbum Screamadelica) em 1990, eu estava em Londres, e foi mesmo muito marcante, pois as fronteiras entre o rock e a dance haviam sido derrubadas, os tornando a banda mais cool daquele momento.

balearic Primal+Scream+-+Loaded+

Gillespie também está no doc e fala como eram as festas, falando que uma vez viu Weatherall tocando para uma pista com meia dúzia de pessoas.

A cena ia crescendo a cada festa, promoters como Tommy Mac, Phil Perry, mais frequenta-dores como Jay Brooks e a própria diretora do doc, Tabitha Delholm (ambos na foto abaixo), vão falando das incríveis festas que iam dominando a Inglaterra até formarem a “Balearic Network” que ia se espalhando para cidades como Manchester, Cardiff, entre outras.

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Outro hit desta época, presente no doc, era “Alone” de Don Carlos, uma das músicas mais inspiradas que o balearic já produziu:

Outra figura importante da cena era Charlie Chester, o fundador da marca Flying, junto com sócios italianos, que incluía um selo, loja de discos (que era o ponto de encontro dos DJs no início dos 90) e festas memoráveis.

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Sua festa em Londres era no Soho Theatre Club, e o sucesso foi tanto que ele viajou com elas pela Inglaterra, incluindo festas no club Venus em Nottingham.

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Uma das festas mais importantes, segundo o doc, era nos domingos à tarde, no Greyhound Pub em Colnbrook (foto abaixo), com todos curtindo o club dentro do pub e lá fora “chilling out” no sol.

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Entre o que tocava lá estava Westbam com “Alarm Clock”

E Cascades com “Sheer Taft”:

O sucesso foi tanto, que atraía vários clubbers de Londres, que saiam depois da festa do sábado e iam para lá, além de celebridades como Boy George, Pet Shop Boys, Derek Jarman, entre outros.

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Outro DJ presente no doc é Justin Robertson, também produtor, teve projetos como o Lionrock e chegou a controlar o selo Neverwork, que também iniciava carreira na época e fala com saudades de uma época que se tocava por realmente gostar da música.

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O início dos anos 90 era apenas o começo da cultura clubber, muito viria a acontecer, com o surgimento dos superclubs, a cena foi se dividindo, o som começou a ficar mais pesado, enfim,  mas isto é assunto para outros posts.

Abaixo o link para ver Berkshire goes Balearic completo:

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TODAY’S SOUND: JANE BIRKIN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jane Birkin é atriz, cantora, diretora, foi símbolo sexual nos anos 60, musa de Gainsbourg, se dedica a causas humanitárias e até virou nome de bolsa.

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Jane nasceu na Inglaterra, filha de  June Campbell, atriz inglesa de teatro e de David Birkin, que era comandante da Marinha e ajudou a  resistência francesa.

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Com 17 anos, Jane estreou em uma comédia musical no teatro chamada “Passion Flower Hotel”, cuja trilha era assinada por John Barry, que viria a se tornar um célebre compositor de trilhas sonoras para o cinema, como a dos filmes de James Bond.

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Não demorou muito para que os dois se envolvessem e casassem logo em seguida, tendo uma filha, Kate (falecida recentemente).

A jovem Jane chamava a atenção pela sua beleza, sendo a típica garota inglesa descolada.

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Aos 20 anos, Jane foi escolhida para fazer uma ponta no filme”Blow Up” de Antonioni, que mostrava nas telas a swinging London e seus jovens cheios de atitude.

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Jane tem um papel pequeno, ela é uma das garotas que se envolvem num ménage a trois com David Hemmings, que faz o fotógrafo de moda no filme.

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Logo em seguida, Jane faz mais um filme mostrando a Londres desta época, “Wonderwall”, no qual faz o papel de uma modelo, chamada Penny Lane, que vira a obsessão de um cientista que é seu vizinho.

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 O filme não teve muita repercussão, mas ficou famoso pela sua trilha composta por George Harrison e na qual Jane canta “Black…White”:

O tipo físico de Jane, meio dentuça, com um ar angelical e ao mesmo tempo safado, um misto de menina e mulher, sua magreza, seus cabelos lisos com franja, sua boca sensual, seus olhos verdes, acabam por lhe render a atenção da mídia da época, sendo convidada para fotografar para Vogue ou sob as lentes de David Bailey.

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Em 1969, ela faz um teste para um papel na produção francesa “Slogan”, que seria estrelada pelo astro da canção francesa, Serge Gainsbourg.

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Gainsnbourg, estava num momento baixo-astral, havia terminado um affair com Brigitte Bardot e, vendo que Jane era inexperiente, a humilha, levando-a às lágrimas, mas ao mesmo tempo, sentindo-se atraído por sua beleza e jovialidade.

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Assim, eles colaboram na canção-tema do filme, “La chanson de Slogan”, a primeira de uma série de canções que os dois cantaram juntos. Abaixo algumas cenas do filme, no qual já notamos uma intimidade bem forte entre eles:

Assim começava o romance dos dois, Jane se separa de Barry e passa a viver um tórrido romance com Gainsbourg.

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 O ano de 1969 nunca mais seria o mesmo depois que os dois gravam “Je t’aime…moi non plus”, canção feita originalmente para Bardot e que causou escândalo no mundo inteiro, sendo banida pelo Vaticano e pela BBC, que se recusou a incluir em sua programação.

Esta polêmica só ajudou, a música virou um clássico da música erótica, com a ajuda dos sussurros de Jane, vendendo mais de um milhão de cópias.

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O álbum que incluía a canção também foi um sucesso, e incluía uma música feita especialmente para ela, “Jane B”:


E também “69 Année érotique” e “La Ballade de Johnny Jane”:

Jane e Serge eram o casal do momento da virada da década de 60 para a de 70: eles não tinham pudores em demonstrar seu amor na frente de todos, tudo que faziam virava notícia, seu jeito de vestir, especialmente o de Jane com vestidos curtíssimos, transparentes, viravam moda.

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O vestido de crochê causou sensação na época.

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Seu álbum seguinte, “Histoire de Melody Nelson”, de 1971, foi marcante, já que contava a história de um homem mais velho que atropelava uma garota e daí iniciava-se um romance entre eles. O álbum foi um dos primeiros álbuns conceituais, hoje é considerado um clássico da música francesa. Vale a pena conferir o mini-filme de quase meia-hora com Serge e Jane:

Histoire de Melody Nelson – Serge Gainsbourg from LeGouter on Vimeo.

Os dois também lançaram a linda “La Décadanse’ em single, mas que não teve o mesmo sucesso de “Je t’aime..”:

Também em 1971, ela dá a luz a Charlotte Gainsbourg, hoje uma conceituada atriz e cantora.

Nos anos seguintes, Jane participou dos filmes ‘La Piscine”, ao lado de Alain Delon e Romy Schneider;  “Je t’ aime moi non plus” (dirigido por Gainsbourg) com Joe Dallesandro e no qual ela faz uma garota com jeito de menino que se intromete em um relacionamento gay, “Don Juan were a woman”, com Brigitte Bardot; entre outros.

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Seu primeiro álbum solo foi lançado em 1973, “Di Doo Dah”, inluindo a canção título:

O relacionamento de Jane e Serge durou 13 anos, ele é considerado o seu mentor, graças ao seu direcionamento, a carreira de Jane teve este resultado de tantas músicas, vídeos e filmes incríveis.

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Nos anos 80, depois de sua separação de Gainsbourg, Jane casou novamente, desta vez com o ator Jacques Doillon, com quem teve sua filha Lou Doillon, outra it girl do momento.

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Jane acabou trabalhando com diretores de prestígio como Jacques Rivette, Agnès Varda, Tavernier e até estreou no teatro sob a direção de Patric Chéreau em “La fausse suivante”.

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Um caso interessante é de como a bolsa Birkin foi criada em sua homenagem pela Hérmes: em um voo, ela sentou ao lado do diretor da marca e estava com uma bolsa de palha que colocou no compartimento de cima. Ao abrir o compartimento, a bolsa abriu e seu conteúdo foi todo ao chão. Jane comentou que não encontrava em couro algo similar àquele tipo de bolsa e assim foi criada a bolsa que até hoje é objeto de desejo de todas as mulheres, a Birkin bag, que tem até fila de espera.

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Em 1987, Jane se arrisca com um show no Bataclan e para impressionar Serge, ela corta o cabelo, se veste de menino e tem aulas de canto, conquistando público e crítica.

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Os anos 90 já começa com a morte de Serge, em 1991, o que lhe causa uma forte depressão e uma dos motivos pelo qual ela se separa de Doillon.

Depois de fazer shows em homenagem a Gansbourg, abaixo ela interpreta “Quoi”:

Jane resolve sair um pouco do spotlight e dedicar-se a causas humanitárias como a luta contra a AIDS e apoiando a Anistia Internacional.

Neste meio tempo ela dirige seu primeiro filme “Oh pardon, tu dormais”.

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Em 1996, ela volta com ‘Versions Jane”, com vários convidados como o Les Négresses Vertes,  fazendo novas versões de músicas pouco conhecidas de Gainsbourg.

2002 ela lança o show Arabesque, show este que a trouxe ao Brasil e que tive a oportunidade de vê-la em cena, Mesmo envelhecida, Jane continua com aquele ar de garota, falando de sua vida, de Gainsbourg, cantando canções dele e de outros compositores.

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Em 2004, ela lança outro álbum bacana com convidados como Françoise Hardy, Bryan Ferry e Beth Gibbons (do Portishead), chamado ‘Rendez-vous”.

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Depois de seu retorno ao teatro com “Sófocles”, ela lança o seu segundo filme como diretora, “Boxes”, apresentado no Festival de Cannes de 2007.

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Recentemente, Jane esteve no Japão , após o acidente na usina de Fukushima, se apresentando em um concerto de apoio à tragédia.

Em 2011, ela realiza o show em homenagem aos 20 anos da morte de Serge intitulado ‘Jane Birkin sings Serge Gainsbourg Via Japan’.

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No ano passado, Jane voltou com a turnê de “Arabesque”, desta vez incluindo canções de Gainsbourg com ritmos influenciados pelo Oriente, música judaica e cigana.

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Em toda sua trajetória, Jane sempre foi fiel às suas raízes, só participou de projetos em que acreditava, sempre lutou por causas justas, além de ser sempre uma mulher de estilo, de fibra, que influenciou a liberação feminina com seu comportamento espontâneo.

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