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Today’s Sound: Pearl Jam Twenty por Arthur Mendes Rocha

Esta semana será dedicada a alguns documentários musicais recentes, outros cults e até alguns docs especiais feitos para a BBC.

Hoje falaremos de um documentário do ano passado, mas que só consegui ver recentemente que é “Pearl Jam Twenty”.

O filme é dirigido por Cameron Crowe, que já foi um jornalista de música da revista Rolling Stone, antes de ser um diretor famoso por filmes como “Quase Famosos”. Ele foi o escolhido pela banda para contar a história dos vinte anos de carreira do Pearl Jam.


O doc é recheado de imagens inéditas, muitas delas feita por amadores, na época em que o grunge começava a aparecer em Seattle e as bandas que se destacavam neste gênero.

Inclusive “Pearl Jam Twenty” está disponível em sua totalidade no youtube, dividido em 12 partes, conforme link abaixo:

Tudo começa falando-se do Mother Love Bone, a banda que deu origem ao Pearl Jam, o que só veio a acontecer depois que o vocalista Andrew Wood faleceu de uma overdose de heroína.

Os demais integrantes acabaram procurando um novo vocalista e aí chegaram em Eddie Vedder, que mandou uma fita cassete com ele cantando e assim ele conseguiu ser o vocalista do Pearl Jam.


Antes disso, Eddie cantou no Temple of Dog, banda em homenagem a Andrew, formada pelo Chris Cornell (do Soundgarden) e com os integrantes do Mother Love Bone. Ano passado, eles se reuniram para comemorar o aniversário do Pearl Jam, como mostra o vídeo abaixo:

Aos poucos, o doc vai contando como o Pearl Jam começou, fazendo shows pequenos, em lugares apertados, até estourar na mídia e começar a lotar estádios.

Tudo é mostrado na íntegra: imagens destes shows, lançamento do primeiro disco ‘Ten”, que chegou a primeiro lugar na Billboard, o estouro do movimento grunge, as matérias de programas americanos como a MTV, tudo com depoimentos dos integrantes da banda.


Um dos momentos mais bacanas é quando se fala na morte de Kurt Cobain e o quanto isto foi um baque na cena e mesmo na banda, que passou a se questionar se valia á pena continuar ou se parava com tudo.

Também conhecemos melhor o perfil deles e de Eddie Vedder, mostrando ser um cara altamente politizado, preocupado em participar das causas que acredita e não se importando muito com o sucesso (o doc mostra a indiferença dele ao receber o Grammy).

Outro ponto alto é o em que falam da briga com a Ticketmaster (o maior vendedor de ingressos de shows do mundo), com cenas em tribunais e tudo mais.

Há muitas cenas de shows com várias músicas conhecidas da banda, mostrando a reação da platéia, tudo filmado bem de perto, fícamos nos sentindo como parte dos bastidores destes concertos de rock em grandes arenas. Inclusive uma das cenas mostra eles interpretando “Better Man” com toda a platéia cantando junto em Cornice, na Itália:

Outra coisa legal são os filminhos amadores feito por pessoas da equipe ou até mesmo por eles, mostrando os bastidores de suas turnês, viagens, gravações; é como se eles tivessem aberto todo seu arquivo e deixado Cameron Crowe fazer o que quisesse com as imagens e é bem este o resultado.

Nos créditos finais o diretor presta uma homenagem a todos os que filmaram e dá crédito a um por um, o que é totalmente justo.

A banda comemorou o aniversário com shows por todo o mundo, que incluíram o Brasil no final de 2011. O DVD do documentário do documentário também foi lançado em uma edição de luxo com mais quatro horas de materiais extras.

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Today’s Sound: Run DMC por Arthur Mendes Rocha

O Run DMC foi um dos primeiros grupos que tornou o rap um fenômeno pop, misturando-o a
outros gêneros e tornando-o algo grandioso.

Tudo começou em 1982 em Hollis, Queens, NY, quando Russell Simmons (o futuro dono da gravadora DEF JAM) estava empresariando Kurtis Blow e seu irmão, Run, começava a fazer rimas de rap em casa.

Run uniu-se ao seu amigo de infância Darryl McDaniels (DMC) para ajudá-lo a compor seu primeiro single “It´s like that”, com influências de Afrika Bambaataa e de Melle Mel (autor de “The Message”), ambos com hits na época.

No lado B do single havia “Sucker MC’s”(neste vídeo quem os apresenta é Vincent Gallo):

O single foi lançado em 1983 pela Profile Records e vendeu mais de 250 mil cópias, além de tocar nas beatboxes (os rádios breaks), bem como nas rádios, que passaram a tocá-la nos horários diurnos também, já que naquela época o rap era tão underground que só tocava na programação noturna.

Era o que bastava para que eles recrutassem seu camarada, o DJ Jason Mizell, mais conhecido como Jam Master Jay, fechando o trio e mostrassem seus beats únicos, percussão nervosa e vocais crus que mudaram o mundo do rap.

O Run DMC tinha chegado para ficar e começaram a lançar álbuns que são considerados verdadeiros clássicos do rap como o seu auto denominado primeiro álbum, “Run DMC” de 1984, seguido de “King of Rock”de 1985.


Mas foi com o álbum “Raising Hell” de 1986, que o grupo obtém o maior sucesso de sua carreira, atingindo o certificado de duplo platina em vendas (a primeira vez que um grupo de rap atingia esta marca) e originando o mega hit que mistura rap e rock com “Walk this way” e salvando a carreira do Aerosmith (que na época estava no ostracismo):

“Raising Hell” é um verdadeiro marco do hip hop, pois ele mostrou que o gênero podia ser admirado por fãs de outros estilos, era cool gostar de rap, o hip hop saia dos porões e atingiam as grandes massas, outro sucesso do álbum era “It’s tricky”:

Assim o Run DMC mudou as regras do jogo: artistas negros de periferia podiam ser pop stars, vender milhares de discos e chegar ao topo das paradas, ter um estilo de vida bem equipado, aparecer em clipes da MTV, no Saturday Night Live, na capa da Rolling Stone, ser indicado ao Grammy, participar do Live Aid e ser garotos-propagandas de uma marca esportiva.

O estilo de vestir do Run DMC atingiu a moda em cheio, a marca Adidas (que até virou nome de música deles) voltou a ser referência mundial, vestir abrigos da marca era essencial (muito antes da Sue Sylvester de Glee), bem como tênis, chapéus de couro, correntes grandes e muito preto. A Adidas até lançou um tênis em homenagem a eles.

Os jovens adoravam o estilo Run DMC de ser e de vestir, o grupo era a grande tendência da época, seja na música e na moda, o hip hop finalmente saia do gueto para as ruas.

Em 1988 eles lançam outro ótimo álbum “Tougher than Leather” que originou o hit “Beats to the rhyme”, entre outros:

Nos anos 90 e 2000, o Run DMC viveu de seu passado de glórias, mesmo lançando novos trabalhos, o grupo nunca conseguiu atingir as marcas de seus álbuns clássicos dos anos 80.

Em 2002 acontece uma grande tragédia no grupo com o assassinato de Jam Master Jay e os membros restantes resolvem terminar com o grupo.

Mas isto não significou que o mundo ficasse sem o seu legado: novos remixes e mash-ups foram lançados, seus discos foram relançados em edições luxuosas e com vários bônus, além de um biografia chamada “Tougher than Leather – The Rise of Run DMC”.

Hoje em dia Run tem um programa chamado “Run’s house” na MTV/BET, além de ter excursionado com Kid Rock na Rock n’Roll Revival tour (em 2008) e de ter participado no Guitar Hero do Aerosmith, ele também lançou o álbum solo “Distortion”.

Enquanto que DMC continua lançando singles e colaborando com a VH-1 em programas especiais.

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Today’s Sound: Mötley Crüe por Arthur Mendes Rocha

Muito cabelo, groupies, álbuns de platina, dependência em álcool e drogas, além de namoro com celebridades, assim é o Mötley Crüe, uma das bandas de maior sucesso do glam metal.

O Mötley Crüe começou sua carreira no circuito de bares de Los Angeles, formada em 1981 por Nikki Sixx, Greg Leon e Tommy Lee. A eles juntou-se o vocalista Vince Neill e a partir daí estava formado o grupo e prontos a conquistarem o sucesso.

Seu primeiro álbum foi por uma pequena gravadora, “Too fast for Love” e acabou tendo certa repercussão vendendo 20 mil cópias. A gravadora Elektra estava de olho neles e assinou com a banda lançando o álbum “Shout at the devil” em 1983, com o hit “Looks that kill’ bombando na MTV:

O álbum ganhou disco de platina, mas nesta época Neill já mostrava que ainda se meteria em muitas encrencas, sofrendo um acidente de carro que matou um companheiro (Nicholas Dingley do “Hanoi Rocks”) por dirigir bêbado e cumpriu alguns dias na prisão. Estes escândalos só vieram a aumentar mais a curiosidade dos fãs e a mítica em torno da banda.

Nicholas Dingley do “Hanoi Rocks"

Seu disco seguinte “Theatre of pain” também teve ótima vendagem e originou o hit “Smokin’ in the boys room” (um cover do Brownsville Station) que chegou ao top 40:

O sucesso continuou durante os anos 80, sendo que em 1987 eles lançaram “Girls, girls, girls” que atingiu o segundo lugar nas paradas e cuja música título teve alta rotação nas rádios e na TV:

Neste período, eles se preparavam para uma turnê européia, quando Sixx teve uma quase fatal overdose de heroína, o que fez a banda repensar o lifestyle movido a drogas e optar por clínicas de reabilitação. Eles voltaram em 1989, desta vez limpos e sóbrios para lançarem aquele que seria seu maior sucesso comercial: “Dr. Feelgood”, que deu origem ao single que dá nome ao álbum.

Com a chegada dos anos 90, a música do Mötley Crüe vai perdendo espaço para o grunge, além de vender menos discos, eles enfrentam problemas entre seus membros, alguns acabam saindo, outros entram, além de brigas com gravadoras, empresários e também com suas respectivas esposas.

Tommy Lee, na época casado com Pamela Anderson, é acusado de abuso por ela e fica preso durante um ano. Ao sair ele briga com Neill e forma uma outra banda, a Methods of Mayhem.

Até que em 2005, eles finalmente voltam às boas e partem para uma turnê de reunião que coincide com o lançamento da coletânea dupla “Red, White & Crüe”, que lhes dá um novo disco de platina.

O Mötley Crüe sempre representou os excessos de uma banda de rock: poseurs, mulherengos, briguentos, viciados em drogas, álcool, sexo, seu estilo influenciou várias bandas de cabeludos, com seu jeito de vestir, altamente maquiados e montados.


Em 2008, a banda realizou o Crüe Festival, onde reuniu bandas de hard rock e teve ótimo público.

Ano passado, eles completaram 30 anos de estrada e fizeram shows no Brasil.

Agora durante o mês de fevereiro, a banda está tendo uma residência fixa em Las Vegas, com shows praticamente vendidos e no ano que vem, eles devem lançar um filme baseado na autobiografia da banda chamado “Dirt”.

Além disso, eles acabam de estrear um comercial para a marca de carros KIA,  que veiculou no último Superbowl:

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