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Today’s Sound: Klaus Nomi por Arthur Mendes Rocha

Uma figura completamente única na música, uma mistura de alienígena com voz de cantora de ópera, este era Klaus Nomi.

Klaus nasceu na Alemanha, onde desde cedo era um apaixonado pela música clássica, especialmente pelas divas de ópera.

Não demorou muito para que ele trocasse seu país de origem pela efervescente cena nova-iorquina de meados dos anos 70.

Lá ele conheceu vários artistas performáticos como Ann Magnuson, que lhe deu uma oportunidade de se apresentar no New Wave Vaudeville no Irving Plaza em NY em 1978:

Em um destes shows, ele foi convidado para se apresentar no Max Kansa’s City, onde fizeram um show centrado na figura de Klaus Nomi, um show de vanguarda, com figurinos absurdos e temática new wave, com muitas referências visuais de filmes espaciais dos anos 50.

Klaus tornou-se uma figura conhecida no underground nova-iorquino, colaborando com artistas como Joey Arias, Man Parrish (um dos pioneiros da música eletrônica), Kenny Scharf, entre outros.

Klaus Nomi e Joey Arias

Klaus passou a tocar nos clubs new wave da época como o Hurrah!, Danceteria, Mudd Club e até mesmo uma histórica apresentação na discoteca Xenon em 1980. Abaixo ele interpreta “Lightning strikes”:

Um de suas apresentações mais famosas foi quando ele tocou num evento na loja da Fiorucci (onde Joey Arias, um de seus backing vocals trabalhava) em NY nos anos 80, com a vitrine sendo ocupada por ele e dançarinos new wave, como vemos no vídeo abaixo:

Seus espetáculos eram altamente admirados pelos artistas de vanguarda da época, entre eles, David Bowie, que se apaixonou pelo show de Klaus, convidando-o a se apresentar com ele em uma aparição histórica no Saturday Night Live em 1979. O vídeo é excepcional, com aquelas figuras estranhas e Bowie vestindo um figurino dadaísta e interpretando “The man Who sold the world”:

Klaus estava à frente do seu tempo, seus shows eram muito modernos para a época, seu trabalho era muito requintado, cantando músicas em falsetto com uma voz digna de uma cantora de ópera e com bases no estilo Kraftwerk.

Sua aparição no SNL abriu-lhe as portas e assim ele viajou para vários lugares, incluindo o Japão, onde fez bastante sucesso. Um de seus hits era “Total Eclipse”:

As gravadoras não sabiam como classificar sua música: era new wave? Pop? Clássico? Klaus teve que dar uma suavizada em seus shows, passando a ter uma banda com músicos normais. No fim, o que acabou fazendo mais sucesso foram suas músicas em que privilegia o clássico, com bases mais euro-pop.

Seu figurino continuava bem extravagante, um de seus looks com um smoking triangular ficou bem famoso, completado por sua maguiagem branca, sem sobrancelhas e com a boca pintada de batom preto, imagem esta que estamparia a capa de seu primeiro disco gravado pela RCA francesa em 1981.

O mundo da moda parisiense descobriu Klaus quando este se apresentou em Paris, no Palace, rendendo-se à sua figura especial e altamente fashion.

Klaus chegou a lançar um segundo trabalho, “Simple Man”, cujo clipe vemos abaixo:

Infelizmente quando Klaus tornava-se mais conhecido, ele foi diagnosticado com Aids, isto em 1983, sendo uma das primeiras celebridades a padecer desta terrível doença.

Uma de suas últimas apresentações foi com a linda interpretação de “The Cold Song” de Purcell:

A obra de Klaus Nomi continua sendo admirada e reconhecida por um público ligado em inovações musicais.

Em 2004, ele foi tema de um excelente documentário (disponível em sua totalidade no youtube) chamado ‘Nomi Song”.

Depois de sua morte, foram lançadas coletâneas e discos ao vivo recuperando um pouco de seu legado.

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Today’s Sound:TALKING HEADS – CHRONOLOGY por Arthur Mendes Rocha

Acaba de ser lançado no Brasil, via ST2, um DVD imperdível de uma das bandas mais bacanas que já se teve notícia: “Chronology” dos Talking Heads.

O Talking Heads surgiu na efervescente cena nova-iorquina de meados dos anos 70, quando punk, hip-hop e disco se mesclavam e faziam da cidade um dos lugares mais cool do planeta, apesar da crise econômica que o país atravessava.

A banda, liderada por David Byrne, era primeiramente um trio e depois passou a ter quatro integrantes fixos, mais alguns colaboradores que faziam uma “cozinha” mais funk.

O DVD mostra exatamente estas mudanças na banda, já que vemos várias apresentações ao vivo dos Talking Heads no período entre 1975 a 1983, seja em lugares pequenos como o CGBG até enormes auditórios para grandes shows, assim que a banda vai ganhando notoriedade.

Os shows são históricos e alguns até inéditos, pois foram recuperados através de um intenso trabalho de pesquisa que levou alguns anos para ser finalizado.

Assim, vemos dezoito apresentações em lugares que vão desde o Kitchen em NY, passando pelos programas Saturday Night Live e Dave Letterman  até em campus de universidades americanas.

Entre os destaques está a versão de “Psycho Killer” apresentada em toda sua glória no CGBG em 1975:

Outro ótimo momento é quando eles se apresentam no influente programa inglês “Old Grey Whistle Test” em 1978 interpretando “Don’t worry about the government”:

Também merece destaque é “Crosseye and painless”, apresentada no Capitol Theatre em 1980, onde sentimos uma forte mudança no som da banda com a adição de dois membros do Funkadelic , com uma pegada bem mais negra e funkeada:

Se me perguntassem por uma banda que eu gostaria que voltasse, a resposta seria sem dúvida o Talking Heads.

Em 2002, eles ensaiaram uma volta, apresentando-se pela primeira vez, desde a sua separação (que se deu oficialmente em 1991), para sua entrada no Rock and roll Hall of Fame interpretando ‘Burning down the house”  e “Life during wartime”:

O Talking Heads foi uma das bandas mais avant-garde que se tem notícia, com forte influência new wave, estavam muito à frente de seu tempo. Estas apresentações estão filmadas em P&B, em cores, algumas são registros amadores, mas são um documento incrível de uma banda que merece toda nossa atenção.

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