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paisagismo – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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Posts Tagged ‘paisagismo’

Um mundo de jardins

Antes da humanidade povoar a terra o frutífero Jardim do Éden já imperava nas religiões Abraônicas.

"Adam and Eve in Paradise" by Jan Brueghel, circa 1610-15

“Deus plantou e onde se cultivavam árvores de todas as espécies, agradáveis para se contemplar e alimentar”.

"Garden of Eden" by Roelandt Jacobsz Savery

Este trecho do Gênesis relata a importância dos jardins desde as primeiras civilizações.

Os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel

Na Mesopotâmia, os assírios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro milênio a.C., escritos pelos babilônicos, descrevendo os “jardins sagrados”, onde os bosques eram plantados sobre os Ziggurats.

Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babilônia que unem arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo até hoje uma das 7 maravilhas do mundo.

Tamareiras amenizavam o clima árido onde jasmim, rosas, tulipas e álamos cresciam banhados por sofisticado sistema de irrigação, onde a crença vigente era que os jardins dependiam da vontade dos deuses.

Exemplo de Ziggurats


No Egito quando a prosperidade deu espaço para as artes da arquitetura e escultura, também o paisagismo acompanhou o desenvolvimento.

Jardins simétricos rigorosamente e afinados com os quatro pontos cardeais.

As plantas utilizadas eram: palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas, já que o Rio Nilo propiciava estas condições.

Osíris era o Deus da reverenciada vegetação.

Jardim Egípcio na Antiguidade


Egito Antigo

Os persas absorveram a cultura egípcia e acrescentaram flores ornamentais.

Os jardins procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os “jardins-paraísos” que se encontravam próximos aos palácios do rei.

Jardim Persa

Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que encontramos na natureza.

Desenvolviam-se, inclusive, em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.

Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes internos e externos.

Jardim grego clássico

Na China as atividades com jardinagem datam de 2.000 a.C, onde se encontram  paisagens muito antigas de rara beleza e flora riquíssima.

Os parques das casas dos antigos imperadores valorizavam a vegetação existente, sendo a tarefa do jardineiro ordenar o que a natureza oferece.

Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.

Como o Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo, decidiu então criá-lo na fantasia.

Dessa maneira surgiu o jardim “lago-ilha”.

O “Lago ilha” foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo continente até chegar no Japão em 607dc.


Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santuário Heian.

Trata-se de uns dos jardins mais alegres do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza macro e micro, com respeito as sutilezas de cada espécie.

Na idade média os jardins deram lugar a igrejas rudes e pesadas.

Tudo precisava ser funcional e alamedas em cruz ditavam a direção da religião dominante.

Pomares em mosteiros e ervas em praças era comum.

O estilo gótico retratava bem os jardins medievais.

Plante de jardim medieval

Os dois estilos básicos de jardim foram:

Monacais – Para reagir ao luxo romano, os jardins eram dividios em 4 partes.

O pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.

Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho.

Mouriscos – Com influência árabe, os jardins espanhóis trouxeram um frescor dos “jardins da sensibilidade” do século VI, que se caracterizavam pela água, cor e perfume, com os objetivos de sedução e encantamento.

A cerâmica e o azulejo eram bastante utilizados.

Nas versões da idade média, as principais características eram de jardins em pequenas dimensões, sem ostentação e com destino à vida familiar.

A primavera dos jardins veio com o Renascimento, assim como em todas as manifestações artísticas, esta época houve uma renovação do pensamento, principalmente na Itália, França e Inglaterra.

Países que cultivam com naturalidade a cultura da jardinagem.

No Brasil, a mais antiga manifestação do paisagismo ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.

Vista de Olinda, Frans Post

A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora.

D. João VI - O Carioca

O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da Áustria.

A corte contratou os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que ocupou as ruas do Rio de Janeiro no período de 1836 a 1860.

Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo.

Começava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, cássias, paineira, jacarandá, suinã, cedro, embaúva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ipês.

Hoje, no Brasil, percebemos uma grande mistura paisagística, não poderia ser diferente pela quantidade de imigrantes que formam este país.

Apesar dos cinzas dos centros urbanos, telhados verdes, hortas verticais, pequenos jardins em vasos, suculentas em janelas crescem silenciosamente.

Ao se apropriar de seu jardim, do tamanho que ele pode ser, com certeza, estará colaborando para um ambiente mais fresco, agradável e belo.

Nos países onde a arte é cultivada  os jardins públicos e privados também o são.

Jardim é arte, tradição e hábito.

Ao cultivar suas plantas existe um aprendizado profundo que oxigena a observação, alimenta a sutileza, banha a tranqüilidade e faz crescer o gosto pela beleza da vida.

Desde sempre.

Seu Éden depende de você.


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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Verdadeiro símbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam até um “leigo” em botânica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho único de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico círculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.

 


Após ter estudado artes plásticas na École de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu ofício.

 

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!



 










Sem dúvida, desenvolveu uma paixão particular sobre o Mediterrâneo saindo fora das apresentações clássicas, encorajado pelo rápido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


 

 

 

De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Erudito, amante da estética dos Souks (feiras livres típicas), o pintor viajante, se sentiu atraído pelas tribos Berber e pela autenticidade das regiões do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e dá início ao que seria o grande feito de sua vida, um exótico jardim botânico que além de levar o sobrenome de sua família, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, são as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da Ásia, do leste da África, das Ilhas Canárias, da região da Mesopotânia e até da Califórnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

 

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, dá um contraste único a  impressão de quietude e contemplação.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)

 


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento único para misturar cores, foi o responsável pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur Jacques Majorelle.

Modéstia a parte, eu também tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: “O Bleu Majorelle é a cor do pescoço do pavão!”

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre  a fundação dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 espécies de pássaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela região no Norte da África.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.









Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisagístico sofreu grandes deteriorações , até que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé descubriram  esse oásis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes últimos proprietários do Jardim Majorelle e sobre a criação da fundação e museu, não percam!



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