Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
Interessados é só entrar em contato!Orquídea Catleya #7. Descanse em paz minha afilhada Rott Lorena 💔Vixxxen!Orquídea Catleya #6 bombani seus 4 botões! #orquídea #catleya  Bom dia!Orquídea chocolate#1 Bom dia! Boa semana!The best #Tiramisú ever!Orquídea Catleya #5 e orquídea Oncidium #1 (Chuva de Ouro). Primeira floração na árvore!Always the best @hrchcvtch ❤️ #spfw #alexandreherchcovitchOncinha foi beber água! Bom dia! #GatinhaPantufaOrquídea Catleya #4 Most beautiful pink! Bom dia, bom fds! #nofilter #orchids #catleya

                
       



















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Today’s Sound: Antony Hegarty por Arthur Mendes Rocha

Antony & The Johnsons é a banda liderada por Antony Hegarty e seus vocais agudos, melódicos, de uma beleza estranha, quase como um lamento, tornando-os uma das bandas mais interessantes da cena atual.

Antony nasceu na Inglaterra, mas foi criado na Califórnia e mais tarde mudou-se para NY, onde suas ambições artísticas e sexualidade seriam melhores compreendidas.

Ele sempre teve uma sexualidade ambígua, já que se apaixonara desde cedo pela imagem de Boy George no auge de sua fase andrógina no Culture Club.

Antony começou a despontar com os Blacklips, uma banda de cabaret que se apresentava em lugares pequenos e na qual ele vestia-se num misto de Isabella Rosselini em “Blue Velvet” e a imagem da capa do single “Torch” do Soft Cell, como vemos abaixo:

Logo em seguida, ele forma o Antony and The Johnsons, banda que começa a ser notada por um pequeno selo, Durtro, que lança seu primeiro álbum em 1998 intitulado apenas ‘Antony and the Johnsons”.

O single do álbum era “Cripple and the Starfish”:

O álbum passou meio despercebido, sendo relançado quando a banda começou a fazer sucesso.

Em 2001, eles lançam um EP, ‘I Fell in Love with a Dead Boy”, que continha uma versão de “Mysteries of Love” de Angelo Badalamenti e David Lynch (e que fazia parte da trilha de “Twin Peaks”):

Este EP foi apresentado à Lou Reed, que caiu de amores pelos vocais de Antony e o convidou a participar de seus discos ‘The Raven” e ‘Animal Serenade”, além de excursionar com ele em 2003. Abaixo eles cantam juntos no programa de Jools Holand:

Depois de lançarem mais alguns EPs, a banda lança em 2005 seu segundo álbum “I am a Bird Now”, disco este responsável pelo seu estouro mundial e pela conquista do prêmio Mercury, prestigiado prêmio inglês para artistas iniciantes. A capa era uma foto da drag Candy Darling, estrela da Factory e dos filmes de Andy Warhol, em sua cama.

Um dos destaques do álbum era “Hope There’s Someone”:

O álbum teve participação dos ídolos de adolescência de Antony como Lou Reed e Boy George (com o qual canta abaixo ‘You are my Sister”), além de Devandra Banhart e Rufus Wainwright.

Neste meio tempo, ele ainda apareceu no filme de Steve Buscemi ,“Animal Factory”, como um presidiário andrógino e também cantando no começo do filme franco/belga “Lado Selvagem”:

Nos anos seguintes, Antony excursionou pelo mundo com shows , além de participar do disco “Volta” de Bjork e do documentário “I’m your Man’ sobre Leonard Cohen.

Além disso, ele participou do documentário de Charles Atlas, “Turning”, no qual treze mulheres dão depoimento durante um concerto de Antony and the Johnsons. O filme foi muito bem recebido pela crítica especializada.

Em 2008, ele participa como vocalista convidado no hit das pistas “Blind’, do grupo Hercules & The love affair”. Abaixo ele interpretando a música (com o Hercules) no festival Meltdown neste ano:

Em 2009, eles lançam seu novo trabalho, “The Crying Light”, atingindo o primeiro lugar de discos independentes europeus e falando sobre natureza, morte, futuro, paisagens e amor. Um dos singles de destaque era “Epilepsy is Dancing”:

Numa das apresentações deste novo álbum, Antony fez um concerto com a Manchester Camerata no Manchester Opera House, transformando o hall do teatro em uma caverna de cristais com a concepção artística de Chris Levine.

Esta apresentação aconteceu também em salas de concertos em Roma, Paris, Lyon e até no Festival de Jazz de Montreux, sendo que seu figurino era assinado por Ricardo Tisci, estilista da Givenchy.

Uma das características da personalidade de Antony é seu engajamento em causas ecológicas e a defesa de que o mundo não deve ser governado apenas pelos homens e sim pelas mulheres, já que a humanidade até agora só fez foi prejudicar o planeta.

Além disso ele também culpa as religiões patriarcais pelo colapso da relação de sustentabilidade entre a humanidade e a terra.

Portanto, suas letras vêm carregadas destes sentimentos de mudança, além de poesia e influências líricas.

Em 2010, ele lança mais um EP, desta vez com covers de Dylan, ‘Pressing On”, e Lennon, “Imagine”.

Também em 2010, ele lança o álbum “Swanlights”, acompanhado do lançamento do livro do mesmo nome mostrando os dotes artísticos de Antony, com desenhos, pinturas, colagens e fotografias.

Um dos destaques do novo disco era “Thank you for your Love”:

Em janeiro deste ano, Antony e o MOMA (Museum of Modern Art) se uniram para uma performance esgotada de “Swanlights” no Radio City Music Hall de NY.

Em julho ele faz a curadoria do festival Meltdown, com performances e apresentações de artistas como Elizabeth Fraser (Cocteau Twins), Diamanda Galás, Laurie Anderson, entre outros.

Em Agosto de 2012, ele lança o álbum ao vivo “Cut the World”, uma espécie de retrospectiva sinfônica do grupo acompanhado pela Danish National Chamber Orchestra.

A faixa ‘Cut the World’ foi escrita especialmente para a produção de Bob Wilson, “The Life and Death of Marina Abramovic” e o vídeo  tem a participação da própria Abramovic, além do ator americano Willem Dafoe e da atriz alemã Carice Van Houten, como vemos abaixo:

Abaixo uma foto dele e o elenco desta produção cumprimentando a Rainha Beatrix:

Antony com seu visual privilegiando o preto, geralmente com seus cabelos compridos e bem escuros é uma persona única na música da atualidade e cada trabalho seu é sempre revigorante e surpreendente.


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Today’s Sound: Rules of the Game por Arthur Mendes Rocha

“The rules of the game” (‘La Règle du Jeu” em francês e “A Regra do Jogo” em português) é a obra-prima de Jean Renoir e considerado por todos os críticos como um dos filmes mais importantes da história do cinema.

O filme fala da alta burguesia francesa antes da segunda guerra mundial, tendo sua ação quase toda centrada numa luxuosa casa de campo, “La Coliniere”, em Sologne.

A produção é de 1969 e foi adaptada de uma popular comédia de erros do século XIX, ‘Les Caprices de Marianne” de Alfred de Musset.

Renoir enfrentou muitos problemas na época de lançamento do filme, já que o filme foge um pouco de seu estilo naturalista, bem como faz uma crítica à classe dominante, retratando-a como cheia de caprichos e não medindo as conseqüências de seus atos.

Mas na verdade, “A Regra do Jogo” é um exercício estilístico do cinema, ele brinca com a classe alta e seus subordinados, misturando-os e fazendo-os interagir, coisa que vemos com naturalidade hoje nas novelas.

Na época, o filme causou muitas controvérsias, mas com o passar do tempo, foi ganhando respeito de vários cineastas tais como Bertrand Tavernier, Paul Schrader, Win Wenders, entre outros.

O filme também teve algumas inovações estéticas como movimentos de câmera (lembrem-se que ainda não existia a steady cam) e uso de deep focus (dando igual importância ao que se passa na frente bem como ao que se passa ao fundo na mesma cena) e tudo isto pode ter confundido o público da época, que não estava preparado.

Olhando hoje, vemos que o filme é bem audacioso, já que o tema central é a infidelidade de um casal, envolvendo seus amantes, novos pretendentes, seus empregados e todos os dramas que acontecem a partir daí.

A estória gira em torno do casal Christine (Nora Gregor) e Robert de La Cheyniest (Marcel Dalio), sendo que ela é apaixonada pelo aviador André Jurieux (Roland Toutain).

Robert sabe da relação de Christine e André no passado, bem como a fiel criada de Christine, Lisette (Paulette Dubost), que é casada com o zelador da casa de campo dos Cheyniest, Schumacher (Gaston Modot) e também outro amigo do casal, Octave (papel interpretado pelo próprio Renoir).

Robert também tem uma amante, Genevieve (Mila Parély) e a convida par passar o fim de semana no campo, junto com vários convidados do casal, onde se realizará um baile de máscaras.

Renoir mistura vários plots, já que todos convergem para a casa de campo, onde acontecerão várias traições, trocas de identidade e que acabará em um assassinato.

O diretor, que vinha dos sucessos de “A Grande Ilusão” e “A Besta Humana”, ficou bem abalado com a primeira recepção do filme em Paris, onde foi considerado imoral e foi banido das telas francesas.

Uma das exigências dos produtores fora de que o filme fosse encurtado, sendo que Renoir diminui de 94 minutos para 81, diminuindo a importância de seu personagem, Octave, já que este na versão original também se envolve com Christine.

Durante um dos ataques dos aliados, o filme teve parte de seus negativos destruídos, mas em 1959, este foi reeditado para 106 minutos, mediante um cuidadoso trabalho de recuperação, versão esta supervisionada pelo próprio Renoir.

Esta versão foi apresentada em Veneza com sala lotada e o público aplaudiu, o que o próprio diretor declarou que foi uma espécie de vingança pela má recepção do filme na estréia em 1939.

Renoir declarou que procurou imprimir um estilo mais clássico e mais poético ao filme, reescrevendo-o várias vezes e interagindo com seus atores, improvisando, mudando várias vezes o roteiro original.

Na trilha sonora, Renoir utilizou músicas clássicas como Lizst e “The Marriage of Figaro” de Mozary, entre outras.

É difícil determinar um tema apenas no filme, ele passeia por vários gêneros ao mesmo tempo, lidando com todos os tipos de emoções, e o jeito de Renoir encarar a sexualidade na época é genial.

O filme tem várias cenas inesquecíveis tais como: o baile de máscaras, a caçada, o brinquedo musical e principalmente a da dança macabra; como vemos algumas abaixo:

Adorei a crítica do historiador Robin Wood que declara que o momento final mostra a armadilha que Christine cai, a sua volta ao château é como uma prisioneira, não de seu marido, e sim das “regras do jogo”.

Em ‘Gosford Park”, Robert Altman presta uma homenagem direta ao filme, mostrando o confronto da classe alta com seus empregados e tendo ao fundo um assassinato.

Na recente enquete da revista “Sight & Sound”, o filme ficou no quarto lugar dos 100 melhores filmes de todos os tempos, atrás de “Vertigo”, “Cidadão Kane” e “Tokyo Story”.

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Today’s Sound: Jules et Jim por Arthur Mendes Rocha

Um dos filmes chaves da Nouvelle Vague, sob a direção de François Truffaut, “Jules et Jim” fala de um triângulo amoroso e causou sensação quando lançado em 1962.

“Jules et  Jim” é baseado no livro de Henri-Pierre Roché, uma semi-autobiografia sobre seu relacionamento com o escritor Franz Hessel e sua esposa Helen Grund.

O livro caiu nas mãos de Truffaut quando este vasculhava um sebo e foi amor à primeira vista: ele acabou ficando amigo de Roché e este lhe deu autorização de transformar seu livro em um filme.

O filme foi todo rodado em preto e branco e contêm muitos dos elementos da Nouvelle Vague: imagens de noticiários, fotografias, imagens congeladas (freeze frame) para dar a impressão de fotografia estática, uso de panning shot (movimento de câmera como se fosse uma pessoa balançando a cabeça ao dizer “não”, com a câmera de movimentado de um lado para o outro), wipe (truque de edição que vai fechando o quadro até aparecer uma nova imagem), travelling, planos longos complementados por uma narração em off.

No elenco, a presença eletrizante de Jeanne Moreau, a grande atriz francesa que vinha dos sucessos de “Ascensor para o Escadafalso”, “Os Amantes” (ambos de Louis Malle) e “A Noite” de Antonioni, no papel de Catherine, a mulher de personalidade forte e disputada pelos amigos Jules e Jim.

No papel de Jules está Oskar Werner, ator que despontou com este filme e depois fez “A Nau dos Insensatos” e “Fahrenheit 451” (também de Truffaut), entre outros.

Como Jim, temos o ator Henri Serre, que não estourou, mas chegou a fazer filmes para Louis Malle e Costa-Gavras.

Seria muito simples dizer que o filme gira em torno deste triângulo amoroso, mas o filme é muito mais denso que isso, trata das relações humanas, incluindo amizade, amor, afeto; é um dos filmes mais belos e sensíveis de todos os tempos.

O filme começa antes da primeira grande guerra, quando Jules (Werner), um tímido escritor austríaco,conhece o francês Jim (Serre), que é mais extrovertido, e acabam virando bons amigos e companheiros na vida bôemia.

Durante a guerra, eles acabam lutando em lados opostos, sempre com medo de ferirem um ao outro.

Com o final da guerra, eles acabam conhecendo Catherine (Moreau), uma mulher charmosa, especial, com espírito livre e ambos ficam atraídos por ela.

Catherine acaba se casando com Jules e tendo uma filha com ele, indo morar num chalé na floresta negra. Mesmo assim, continua tendo casos extraconjugais, para o desespero dele.

Lá eles são visitados por Jim, que acaba percebendo que o casamento não vai bem e acaba se envolvendo também com Catherine.

Os três convivem muito bem durante este período, no que parece ser um perfeito casamento a três.

Só que Catherine não consegue engravidar de Jim e isto gera um desconforto entre eles e Jim acaba voltando para Paris.

Várias trocas de cartas, encontros e desencontros, momentos cômicos e de farsa ainda vão permear suas vidas até o trágico desfecho.

“Jules et Jim” teve uma bela trilha sonora composta por Georges Delerue, famoso compositor de inúmeros scores como “Hirsohima, mon amour”, “O Conformista”, “Platoon”, entre outros. Foi considerada a décima melhor trilha de todos os tempos pela revista Time.

Truffaut vinha de dois filmes, “Os Incompreendidos” e “Atire no pianista”, mas com “Jules et Jim” ele fala mais direto com os jovens, até pelo tema abordado.

Truffaut & Jeanne


O Diretor Truffaut e a atriz Jeanne Moreau

Uma das canções que marcaram o filme foi “Le tourbillon de La vie”, composta por Serge Rezvani (que a acompanha no violão) e interpretada por Jeanne Moreau,como podemos ver abaixo:

Moreau encarna uma personagem que é a cara da Nouvelle Vague: charmosa, sexy e ao mês-mo tempo inteligente, com idéias libertárias; suas cenas viraram ícones, bem como seu jeito de vestir, como na icônica cena em que se veste de homem, com boina, cigarrilha e um bigode falso e aposta uma corrida com os dois:

Ou em outra cena famosa em que, vestida elegantemente ao estilo das mulheres do início do século, ela se atira no rio em protesto á uma discussão dos dois sobre a fidelidade da mulher:

Jules et Jim não é um filme romântico no sentido tradicional, ele fala de amor, de sexo, fala das dificuldades e das complicações das relações amorosas; o filme continua atual em sua aborda-gem franca e sincera do amor sem clichês.

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