Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
Interessados é só entrar em contato!Orquídea Catleya #7. Descanse em paz minha afilhada Rott Lorena 💔Vixxxen!Orquídea Catleya #6 bombani seus 4 botões! #orquídea #catleya  Bom dia!Orquídea chocolate#1 Bom dia! Boa semana!The best #Tiramisú ever!Orquídea Catleya #5 e orquídea Oncidium #1 (Chuva de Ouro). Primeira floração na árvore!Always the best @hrchcvtch ❤️ #spfw #alexandreherchcovitchOncinha foi beber água! Bom dia! #GatinhaPantufaOrquídea Catleya #4 Most beautiful pink! Bom dia, bom fds! #nofilter #orchids #catleya

                
       



















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TODAY’S SOUND: X MAL DEUTSCHLAND‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA

O X Mal Deutschland foi uma banda que teve muito destaque nos anos 80, pois além de ser composta somente por mulheres e no início cantarem em alemão, eles conquistaram os góticos ingleses.

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A banda surgiu em Hamburgo, na Alemanha, em 1980 e tinha como líder, a vocalista Anja Huwe, com seus cabelos platinados e sua voz poderosa.

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Mesmo sem experiência musical, a presença de Anja é a força matriz do X Mal, comparada a Siouxsie e Blondie, ela é pura energia em suas apresentações.

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Enquanto a Inglaterra vivia o período pós punk e gótico, na Alemanha havia o ‘Die Geniale Dilletanten” ou o “Neue Deutsch Welle”, um movimento de contestação artística que pregava a quebra de regras e convenções musicais e do qual o X Mal participava.

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Completando o line up original da banda havia também: Manuela Rickers (guitarra), Fiona Sangster (teclados), Rita Simon (baixo) e Caro May (bateria) e seu primeiro single, ‘Schwarze Welt”, foi lançado em 1981 pelo pequeno selo alemão ZickZack.

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Depois de sua primeira apresentação, a banda deixa de ser só de mulheres com a substituição de Rita por Wolfgang Ellerbrock e lançam o single ‘Incubus Succubus”, um dos clássicos da banda:

O X Mal começou a chamar mesmo a atenção quando abriram um show na Inglaterra para o Cocteau Twins; foi aí que Ivo, o dono da gravadora 4AD, quis assinar com eles, impressionado com sua performance ao vivo.

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Aliás, Ivo declarou que na verdade o X Mal nunca conseguiu transportar para o estúdio o som de suas apresentações nos palcos.

Em 1983, elas lançam seu primeiro álbum pela 4AD, “Fetisch”, balanceando a neo-psicodelia com o som mais agressivo de seus EPs e no qual destacavam-se os single “Qual’ e “Orient’:

Agora o X Mal começava a se tornar uma banda conhecida, entrando para os charts ingleses independentes, ‘Fetisch” ficou no terceiro lugar na parada, mesmo cantando na sua língua nativa, o alemão.

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A banda sai em turnê, e também grava uma session com John Peel, o DJ da BBC que fora conquistado pelo som deles e que depois acabou virando um EP.

Nesta época, ocorre mais uma baixa no X Mal: Manuela deixa a banda e no seu lugar entra mais um homem, Peter Bellendir, sendo que esta última formação foi a que mais teve longa duração.

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Em 1984, a banda lança seu segundo álbum pela 4AD, “Tocsin”, um dos hits era “Augen-Blick”, aqui em um vídeo com uma entrevista da banda:

Outro destaque do álbum era “Mondlicht”:

O álbum faz uma mistura de vocais à la Siouxsie e texturas estilo Cocteau, atingindo o 84º lugar na parada independente e uma nova versão para seu antigo hit “Incubus Succubus” desta vez intitulado de “Incubus Succubus II”.

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Em 1985, o X Mal lança o EP “Sequenz” que é quase uma regravação da Peel Session.

Este acaba sendo seu último álbum pela 4AD, já que o próximo eles lançariam pelo seu próprio selo, XILE, distribuído pela Phonogram.

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Em 1986, eles abrem o show do The Stranglers em Wembley, Londres e Hugh Cornwell (vocalista do Stranglers) irá produzir seu próximo single.

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Em 1987, a banda lança o álbum “Viva”, considerado um de seus trabalhos mais refinados. A faixa que abre o álbum “Matador’, mostra um X Mal mais adulto, com um aproach mais pop, usando influências new wave e muitos sintetizadores:

‘Matador” tocou muito nas pistas nos anos 80, embalado por remixes.

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“Viva’ também mostrava uma opção da banda por letras cantadas em inglês, como mostra “Sickle Moon”:

Porém, depois do lançamento de ‘Viva”, o X Mal sofre uma debandada geral com mais três integrantes saindo da banda.

Anja e Wolfgang são os dois membros que permanecem e se juntam a novos integrantes para gravar o álbum derradeiro: ‘Devils”, lançado em 1989.

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O primeiro single era “Dreamhouse”, mostrando que a voz de Anja estava mais madura, atingindo notas mais altas, porém o som deles estava bem mais comercial:

Apesar disto, o álbum não é um sucesso, além das brigas entre Anja e Wolfgang serem mais constantes sobre os rumos que a banda deveria seguir.

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Em 1990, eles ainda fazem algumas aparições esporádicas, até terminarem de vez com o X Mal Deutschland.

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Hoje Anja dedica-se á pintura, onde transpõe para as telas um pouco de sua experiência musical, que pode ser conferido no seu site: anjahuwe.com.

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TODAY’S SOUND: ARRESTED DEVELOPMENT POR ARTHUR MENDES ROCHA

No final desta semana, no dia 26 de maio, uma das séries mais cultuadas da TV americana estará de volta, depois de um hiato de sete anos: ‘Arrested Development” voltará pelo Netflix.

O canal de streaming Netflix fez algo que todos os fãs esperavam há muito tempo e voltou a produzir esta sensacional série que era transmitida pela Fox e que deixou órfãos seus admiradores.

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A série estreou em 2003, pela Fox, criada por Mitchell Hurwitz, e teve a duração de três temporadas, conquistando neste meio tempo o Emmy e o Globo de Ouro de melhor comédia, motivo pela qual a Fox não a cancelou antes, apesar da baixa audiência.

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“Arrested Development” não é uma série como outra qualquer, era audaciosa, estava á frente de seu tempo, seus diálogos, os roteiros, a forma como nos é apresentada, difere de tudo o que já vimos em termos de comédia.

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Hoje em dia, com a rapidez de informações, a internet muito mais presente, agora sim é o momento ideal de compreendermos melhor todos os enredos pelos quais passam a família Bluth. Abaixo o trailer da nova temporada:

Eu comecei a ver a série há pouco tempo e me apaixonei imediatamente, além de muito engraçada, perspicaz, inteligente, cada episódio é sempre surpreendente.

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Uma de suas grandes influências é outra série cult americana do final dos anos 70 intitulada “Soap” e que também falava de famílias disfuncionais.

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A série gira em torno da família Bluth, com seus personagens pirados e super divertidos; eles eram ricos, mas perderam tudo e precisam se acostumar a esta nova vida. Mas, nenhum deles está preparado e somente Michael poderá salvá-los ou o “banana stand” (a banca de venda de bananas congeladas).

Os personagens são:

-Michael (Jason Bateman)- o único certinho da família, ele tenta de todas as maneiras fazer de tudo para que as coisas não desandem de vez, procurando manter a família unida e dentro da realidade (se é que isto é possível), gerenciando os negócios, mas geralmente é incompreendido.

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-George Sr (Jeffrey Tambor)- o pai manipulador e que é preso logo nos primeiros episódios (as cenas na prisão são hilárias) e faz de tudo para se livrar das acusações, inclusive tentando várias fugas; o mesmo ator faz o papel do irmão gêmeo Oscar, que tem cabelos compridos e é viciado em maconha

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-Jessica Walter (Lucille)- a matriarca que não desce do seu pedestal, ela quer permanecer em sua posição social, bebe demais, toma pílulas, sempre criticando os filhos, além de sempre estar aprontando alguma confusão que envolve gastos excessivos

-Gob (Will Arnett) – o filho mais velho, ele tenta provar sempre sua devoção ao pai, mas nunca dá certo em nenhum trabalho; sua ocupação é ser mágico, mas seus truques são um blefe total, está sempre competindo com Michael especialmente em relação ao carinho do pai

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-Buster (Tony Hale) – O filho mais problemático, super protegido pela mãe (até demais), meio abestalhado para se relacionar com outras mulheres, chega a ir para o exército, mas um acidente vai impedir sua carreira militar

-Lindsay (Portia de Rossi) – a única filha, irmã gêmea de Michael, casada com Tobias, com quem tem uma filha. Ela é mimada, materialista e sempre fazendo tudo errado, se jogando para o primeiro que aparece, já que o marido não transa com ela há um tempo

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-Tobias (David Cross) – marido de Lindsay e responsável por algumas das cenas mais engraçadas da série, ele é meio enrustido, metido a ator, ele vai parar até no Blue Man Group, além de sempre se envolver em trapalhadas

-George Michael (Michael Cera) – o filho de Michael que perdeu a mãe cedo e ficou muito ligado ao pai, que espera muito dele; trabalha no “banana stand” e vai se apaixonar pela prima

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-Maeby (Alia Shawcat) – filha de Lindsay e Tobias, sempre está contra os pais e tenta se rebelar contra eles chegando a trabalhar escondida como executiva de um estúdio de cinema

Estes personagens são o centro da série, que além deles teve a participação de vários atores conhecidos como Liza Minelli (que deve voltar na nova série na foto abaixo), Charlize Theron, Ben Stiller, Amy Pohler, Julia Louis-Dreyfuss, Henry Winkler, Scott Baio, Judy Greer, entre outros.

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“Arrested Development” inovou em várias maneiras: a série é narrada (por Ron Howard que também é um dos produtores), utiliza vários flashbacks, fotos, vídeos, enfim, as referências pops são abundantes e sempre há piadas recorrentes.

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São tantas as referências que nem todas são perceptíveis e muitas vezes uma segunda revisão se faz necessária para pescá-las.

E pensar que na época não havia twitter, GIFs, muito menos a possibilidade de assistir as reprises antes de serem lançados os DVDs.

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Não é a toa que a série virou um culto, culto este que é o responsável imediato pela volta da série depois de tanto tempo, seja através da ótima audiência das reprises do Netflix, pelos sites de fãs, pelos e-mails calorosos, os fã fizeram de tudo para trazer a série de volta e pelo visto conseguiram. Abaixo algumas das gags mais famosas:

Pelo Netflix, a série será exibida em quinze episódios de uma só vez, ou seja, o telespectador poderá assisti-la pelo chamado “binge-watch” (assistir todos os episódios seguidos, numa sentada).
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Os fãs estão em polvorosa, várias ações serão feitas para este lançamento, além de pôsteres espalhados pelas várias capitais e até um stand de bananas no Times Square com alguns dos atores.

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Nesta volta, alguns personagens secundários também devem retornar como Steve Holt, além da participação especial de comediantes que foram influenciados pela série como Kristen Wiig (que fará Lucille jovem), Seth Rogen (como George jovem), entre outros.

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A maioria dos atores despontou com esta série, fazendo vários papéis no cinema (principalmente Cera e Bateman) ou em outras séries e todos estão animadíssimos em voltar a seus personagens.

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Foi tão difícil conciliar os horários de todos que algumas das cenas tiveram que ser feitas com fundo verde para depois inserir o outro ator que contracenava nesta mesma cena, Horwitz teve que se virar para conseguir completar os novos episódios.

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Estes episódios da quarta temporada devem ser um pouco diferentes e girar em torno de cada um dos membros da família e começa exatamente onde a série terminou, há sete anos.

E como no final daquela temporada, Ron Howard anunciou a possibilidade de um filme, isto não está totalmente fora de questão, como podemos ver em entrevistas com o elenco na pré-estréia londrina da nova temporada:

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Today’s Sound: Stevie Wonder por Arthur Mendes Rocha

Stevie Wonder não deixou que sua cegueira atrapalhasse sua brilhante carreira musical, nos emocionando com sua música que tem acima de tudo muito soul.

Stevie nasceu de parto prematuro e isto foi uma das principais causas de sua cegueira.

Desde cedo, ele demonstrou interesse na música, cantando em corais de igrejas e aprendendo a tocar instrumentos como piano, gaita, bateria e baixo.


Ele foi apresentado ao presidente da Motown, Berry Gordy, como Little Stevie Wonder, já que tinha apenas 11 anos de idade e Gordy logo se impressionou com o talento do menino.

Ele assina com a Motown e grava dois discos de pequeno sucesso.

Mas foi aos 13 anos, ao lançar o single “Fingertips  (Part 2)” que ele estoura nas paradas de sucesso, bem como com “Uptight (Everything’s alright”):

Nos anos seguintes, já assinando somente como Stevie Wonder, ele compõe sucessos para outros artistas da Motown, além de lançar canções como “For Once in my life”

No início dos anos 70, ao renovar o contrato com a Motown, Stevie consegue o sonho de todo artista: o controle artístico sobre seu trabalho e os direitos sob todas as canções, além de royalties mais altos.

Ele vivia seu ápice criativo, lançando discos que se tornariam ícones como “Talking Book” que originou o hit “Superstition”, música que fez o crossover com as rádios de rock, que passaram a tocar suas músicas. No vídeo abaixo ele interpreta a canção no programa Soul Train:

Os hits vão chegando com tudo como “My cherie amour”, ‘You are the sunshine of my life”, “Signed, sealed, delivered (I’m yours)” (na versão abaixo ele canta com Beyoncé):

Sua canções ficam mais politizadas, como mostrava seu álbum “Innervisions”, um de seus melhores trabalhos, no qual se destacava “Living for the city”, lhe dando três Grammys incluindo álbum do ano:

Para coroar este momento incrível de sua carreira, Stevie lança mais um grande álbum “Songs in the key of life”, álbum que já foi direto para o primeiro lugar e que continha os hits “I wish”, “Sir Duke”, ‘As” e “Isn’t she lovely”, entre outros.

Nos anos 80, Stevie vive um dos seus melhores momentos comerciais, já que colhe os louros dos álbuns que lançou, participando de shows beneficentes, ações de caridade, colaborações com artistas de sucessos e aumento nas vendas de seus discos.

Ele lança novos trabalhos como “Happy Birthday”, “Master Blaster (Jammin’)”, “Do I do”, “That girl”, “Ribbon in the Sky”, “Ebony and Ivory” (no vídeo abaixo com Paul McCartney na Casa Branca em 2010):

Em 1983, ele faz a trilha de “A dama de vermelho” que origina o hit que lhe renderia o Oscar de melhor canção: “I Just called to say I love you”.

Nos anos 90, ele lança bem menos coisas, mas um de seus bons trabalhos foi a trilha do filme “Jungle fever” de Spike Lee.


Nos anos 2000, Stevie continua fazendo shows e turnês mundo a fora, tendo se apresentado no ano passado no Rock in Rio para um público de mais de onze mil pessoas, que cantaram junto com ele em alguns momentos como quando ele homenageou a música brasileira (que tanto adora) interpretando “Garota de Ipanema” e “Você abusou”:

Stevie é influência para muitos músicos, desde o pop, passando pelo rap, rock, R&B, jazz, música eletrônica e muitos outros.

Ele detém o recorde de artista masculino que mais venceu Grammys, tendo conquistado 25 Grammys no total em sua carreira.

Stevie está aí há mais de quatro décadas, sempre na ativa, é um artista completo, cantando, tocando e compondo divinamente, dono de um ritmo e uma musicalidade jamais igualada. Ele é um retrato vivo do que a música negra é capaz, seja no soul, R&B, funk, disco ou hip-hop.

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