Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
Punk Rock – Japa Girl



























































                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

Posts Tagged ‘Punk Rock’

TODAY’S SOUND: LEE SCRATCH PERRY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Lee “Scratch” Perry é nada menos que uma lenda do reggae e do dub e acaba de completar 78 anos, com seu talento dedicado à produção, mixagem e composição de várias e importantes músicas do gênero.

lee-perry-1

Rainford Hugh Perry nasceu na Jamaica, em 1936, o apelido Lee lhe foi dado pela mãe e o Scratch pela sua habilidade nas mixagens, tendo também o apelido de The Upsetter.

Lee, na verdade, é mais famoso por suas produções, já que tudo o que a música jamaicana criou a partir da década de 60 passou pelas mãos dele (como vimos com Bob Marley, Peter tosh, entre outros).

lee-perry-2

Suas experimentações inovadoras e audaciosas ajudaram a sedimentar o dub e o reggae de maneira fundamental na história da música pop.

Sua carreira musical iniciou ao trabalhar com Prince Buster (nos primórdios do ska) e vendendo discos para Clement “Coxsone” Dodd, vindo mais tarde a trabalhar no icônico Studio One, pertencente a Coxsone.

lee-scratch-perry-3

Ao brigar com Coxsone, ele vai trabalhar com Joe Gibbs na Wirl Records, lançando vários artistas novos até abrir a sua própria gravadora, a Upsetter records, em 1968.

O primeiro lançamento de sua gravadora é histórico, já que “People funny boy” é o primeiro disco que mostrava a linha de baixo um pouco mais lenta que o ska, lançando as raízes do reggae:

Durante os anos  70, Perry lançou várias faixas instrumentais sob os mais diferentes pseudônimos, tais como Jah Lion, Pipecock Jakson, Super Ape, The Upsetter e Scratch.

Entre elas estava “The return of Django’, assinada por sua banda, The Upsetters; esta faixa foi influenciada pelos spaghetti-westerns (que Perry adorava) e cultuada pelos skinheads ingleses:

Para entender sua importância para a música eletrônica, o dub, ou seja, o reggae remixado de forma mais instrumental, no qual se tira o vocal, dando destaque para baixo e bateria bem pronunciados, foi fundamental para a base de muitas faixas, incluindo várias de rap.

lee-perry-4

Hoje quando se fala de dub, os apreciadores já entendem como um estilo com vida própria.

Perry teve seu primeiro contato com o dub ao escutar King Tubby e suas experimentações, abriu os ouvidos e resolveu ele mesmo experimentar em seu novo estúdio, Black Ark.

Abaixo cenas dele gravando com os Upsetters no estúdio:

Sua colaboração mais famosa com King Tubby foi ‘Blackboard Jungle dub”:

Foi no Black Ark que ele produziu ótimas músicas para Bob Marley e the Wailers, mas com os quais ele queimou o filme a vender faixas, sem a autorização deles, para a Trojan Records.

Em 1976, ele lança o lendário álbum ‘Super Ape”, com muito dub, sopros e vocais dos mais variados, como em ‘Dread Lion’:

Mesmo depois de se desentender com os Wailers, Perry acabou produzindo faixas para oThe Clash, que já haviam regravado uma produção dele: ‘Police & thieves”.

O jeito loução de Perry teve alguns momentos complicados, já que ele abusou das drogas e acabou botando fogo no seu próprio estúdio numa viagem de ácido.

lee-perry-4a

O figurino de Perry mostra bem a sua personalidade, ousando na mistura cores inusitadas, usando boinas cheia de bottons, casacões estampados ou militares, correntes douradas, anéis enormes, até pintando barba e cabelo de vermelho, criando todo um estilo único como vemos nestes comerciais que ele fez para a cerveja Guiness:

Mas mesmo com todas estas viagens de Perry, ele continuou a produzir, lançar discos, fazer turnês, tendo tocado aqui no Abril Pro Rock em 2007 e também no Tim Festiva,l e no ano passado no Festival de Coachella.

leeperry5

Em toda sua carreira, Perry já lançou mais de 30 discos, como o álbum de 2004, “Panic in Babylon’, cuja faixa título podemos ouvir abaixo:

Além disso, Perry gravou em várias companhias ilustres como Mad professor e mais recentemente com o The Orb, cujo vídeo de ‘Golden Clouds” está abaixo:

Ele continua na ativa e do alto dos seus 78 anos, parece não querer parar tão cedo e continua dando sua contribuição da melhor forma possível.

Lee-Perry-6

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: BOUNCING SOULS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falaremos de uma banda de punk e sua mistura com ska, fazendo delas uma das mais animadas: o Bouncing Souls.

bouncing_souls_logo

A banda começou em 1987, em New Jersey, formado pelos amigos (e colegas): Greg Attonito (vocais), Pete Steinkopf (guitarra), Bryan Kienlen (baixo) e Shai Khichi (bateria).

O nome foi originado do slogan da propaganda das botas Dr. Martens (as mais usadas pelos punks) que fala das ‘bouncing soles’ (algo como solas robustas, quicantes).

bouncing-souls-1a

Entre seus  primeiros EPs estão “Ugly Bill” (1991), ‘The Green Ball Crew” , do qual interpretam “Kicked” em um show de 1993:

Com esta formação, eles fundaram  a gravadora Chunksaah Records em 1993, por onde lançaram seu primeiro LP: ‘The Good, the bad & the argyle”.

Um dos destaques era “Candy” (cover de “I want candy” do Strangelove e também gravado pelo Bow Wow Wow):

Em 1995, eles assinam com a gravadora BYO Records, que relança seu primeiro disco além de lançar o seu segundo trabalho: “Maniacal Laughter’, com ritmo mais rápido e letras mais alegres como “Argyle”:

Sua popularidade também foi aumentando e começaram a abrir shows para nomes como NOFX, The Mighty Might Bosstones, entre outros.

Mas foi com seu terceiro álbum, intitulado “Bouncing Souls”, agora pelo selo Epitaph, que a banda cmeçou a chamar ainda mais a atenção com hits como “Cracked”:

Seu próximo trabalho é ‘Hopless Romantic”, até que Khichi abandona a banda em 2000, sendo substituído por Michael McDermott.

The+Bouncing+Souls1

Durante os primeiros anos da nova década, os Bouncing Souls lançam mais discos de estúdio, como o elogiado ‘Anchors Aweigh’ (de 2003), além de álbuns ao vivo.

bouncing-souls-2

Em 2006, em comemoração ao lançamento do disco “The Gold Record”, eles sobem ao palco do Knitting Factory, de NY, fazendo seis shows com lotação esgotada.

bouncing-souls---gold

O Bouncing Souls, apesar de não serem um grande sucesso comercial,é uma banda respeitada na cena punk americana, seus shows são bastante apreciados e eles sempre foram fiéis às suas raízes.

bouncing_souls_3

Depois de apresentações na Warped Tour, em 2009 eles lançam vários singles no formato físico e digital em comemoração aos seus vinte anos de carreira intitulados “20th anniversary series’.

bouncing-souls4

Seu último trabalho lançado foi no final de 2012, o álbum “Comet”, bem recebido pelos fãs e pela crítica.

bouncing-souls---comet

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: THE SPECIALS POR ARTHUR MENDES ROCHA

The Specials dominou as paradas inglesas em meados dos anos 80 quando seu mix de ska, 2 tone, rock steady e punk agradava em cheio uma juventude que lutava por igualdade social.

specials---foto-1

A banda surgiu em 1977, quando Jerry Dammers (compositor/tecladista) se juntou a Terry Hall (vocais), Lynvall Golding (guitarra/vocais), Neville Staple (vocais/percussão), Roddy Radiation (guitarra), Sir Horace Gentleman (baixo) e John Bradbury (bateria) e formou o Automatics,  o Conventry Automatics e depois o Special A.K.A.

specials---foto-2

Um de seus admiradores era o The Clash, que os convidou para abrirem os seus shows na turnê “On Parole”, tonando-os mais conhecidos para toda uma nova geração.

specials---com-clash

Desde o início, os Specials optaram por lançar seus trabalhos por seu selo próprio, o 2 Tone Records, que apresentava uma programação visual bem característica, com capas em P&B, quadriculadas, com letterings que podiam ser facilmente identificados.

specials_logo

Seu primeiro single, ‘Gangsters”, foi direto para o top 100 britânico em 1979:

Eles também apoiavam o Rock Against Racism, organização que lutava pela igualdade de direitos raciais, justamente algo com que banda sempre se preocupou, pois seus integrantes eram tanto brancos como negros.

specials---foto-3

Na verdade, eles fazem parte da segunda geração do ska, o ritmo jamaicano que fundia ritmos caribenhos com jazz e rhythm & blues, quando os jamaicanos importavam ritmos americanos e faziam as suas versões, sendo um percussor do reggae.

specials---foto-4

O jeito de vestir dos Specials chamava atenção com seus ternos ao estilo mod, chapéus de feltro, bonés de tweed, óculos escuros, camisas brancas e listradas misturadas a gravatas escuras, camisa polo Fred Perry, mocassins, sempre tendendo para o forte contraste de dois tons, como sua gravadora e o estilo musical.

specials---fashion

Os jovens ingleses copiavam seu estilo e dançavam à sua música contagiante como “Too much, too Young”, incluída no disco de estreia deles, “Specials”, produzido por ninguém menos que Elvis Costello e lançado em 1979.

O disco tinha a icônica capa abaixo, toda em P&B, com a banda olhando para o lado; agora sim a banda passa a se chamar apenas The Specials.

specials-foto-capa-specials

A canção causa polêmica, pois fala de gravidez na adolescência e aborto, deixando a BBC de cabelo em pé.

O álbum também incluía o mega hit da banda: “A Message to you, Rudy”, aqui numa apresentação no programa cult britânico Old Grey Whistle Test:

O disco teve excelente recepção de público e crítica e constitui um momento ápice do ska feito na Inglaterra, tanto que o site Pitchfork e a revista Rolling Stone consideram um dos grandes discos dos anos 70/80.

O segundo álbum, “More Specials”, não alcança o sucesso do primeiro, mas alcança o top 5 na Inglaterra com músicas como ‘Rat Race”:

O número um nos charts é atingido com o single “Ghost Town”, lançado em 1981:

‘Ghost Town’ é até hoje considerada uma das grandes músicas de protesto inglesas e foi bastante executada nas revoltas ocorridas em Londres em 2011.

Um dado interessante é que nos dois primeiros álbuns da banda, eles tiveram como backing vocals nomes como Chrissie Hynde (dos Pretenders) e Belinda Carlisle (das Go Go’s).

specials---foto-5

Porém, um baque acontece com a banda quando Staples, Golding e Hall saem para formar o Fun Boy Three.

Durante os anos seguintes, a banda teve diversas formações, mas nunca teve o mesmo line-up inicial.

Seu álbum seguinte, “In the Studio”, foi lançado em 1984 e não tem mais o mesmo sucesso dos anteriores, mas pode se destacar o single “(Free) Nelson Mandela”, homenagem ao líder africano, recentemente falecido.

A volta dos Specials só vem a acontecer mesmo em 1993, como banda de apoio do disco da lenda do ska, o jamaicano Desmond Dekker.

Em meados e final dos anos 90, eles voltam com dois discos, incluindo releituras e covers de clássicos do reggae e ska e também mais dois discos no início dos anos 00, mas todos eles não muito expressivos.

specials---foto-6

The Special só voltará mesmo em 2007 para apresentações no Festival de Glastonburry, onde se apresentam ao lado de Lily Allen e Damon Albarn (do Blur).

specials---foto-7

Porém Dammers não participa destas novas formações e acusa a banda de ter se apossado do nome Specials, contudo ele se apresenta em 2008 no concerto dos 90 anos de Nelson Mandella no Hyde Park, cantando ao lado de Amy Winehouse, que era grande admiradora da banda.

specials---foto-8

Da formação original permaneceram Golding, Panter, Hall, Radiation e Bradburry e eles continuam a fazer shows e acabaram de participar de uma turnê americana em 2013 com ingressos esgotados.

specials--hoje

The Specials é uma banda que entrou para a história da música inglesa, dominando o top 10 de 1979 a 1981 e mostrando que boa música e mensagens políticas poderiam tornar o pop ao mesmo tempo dançante e engajado.

   Comentário RSS Pinterest