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TODAY’S SOUND: PUNK DE VOLTA À MÍDIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Depois de falarmos dos filmes punks, das bandas, de sua influência na cultura moderna, o punk volta à mídia com força total: primeiro com a exposição “PUNK: Chaos to Couture” no MET em NY e com o filme “CBGB”.

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O punk e toda sua estética “suja” invadirá o templo da elegância: o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, que todo ano realiza uma grande exposição de moda sob a curadoria de Andrew Bolton.
Bolton diz que pensou na exposição não como uma linha de tempo linear do movimento e sim uma visão específica e conceitual do punk.

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Este ano, o evento de abertura, o famoso baile de gala da exposição, se realizará na segunda, dia 06 de maio, tendo como membro honorária a cantora Beyoncé, além dos co-membros que são: a atriz Rooney Mara (do filme “The girl with the dragon tatoo”), além da editora da Vogue americana, Anna Wintour, e também do estilista da Givenchy, Ricardo Tisci, e da socialite Lauren Santo Domingo (uma das proprietárias da Modus Operandi, uma das empresas que patrocinam o evento).

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A exposição vai mostrar a influência do movimento punk na moda, seja como inspiração para estilistas criarem seus modelos bem como tudo começou na Inglaterra dos anos 70, com a consultoria criativa do fotógrafo Nick Knight (famoso por capas de The Face, I-D, além de editoriais de moda, capas de discos e do site showstudio.com).

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Estarão presentes as roupas mais marcantes do punk, como a camiseta “Anarchy in U.K.” usada pelos Sex Pistols, tendo ao fundo vídeos e músicas ilustrando o período.

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Serão mais de 100 criações divididas em módulos como:
CBGB – O famoso clube de NY que lançou artistas como Richard Hell (foto abaixo) , Patti Smith, Blondie, Ramones, entre outros, incluindo a recriação de um banheiro do clube (cuja foto da cenografia pode ser vista abaixo)

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Uma galeria inspirada por Malcom Mclaren e Vivienne Westwood e sua famosa loja “Seditionaires” (que depois se tornaria a ‘Sex”) na King’s Road em Londres, responsável por lançar a moda punk para ser consumida pela juventude da época.

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The clothes for heroes – com roupas de designers que levaram a moda punk além do gueto, influenciada por Jordan, personagem do documentário sobre fetiche ‘Dressing for Pleasure” (filme que os punks ingleses cultuavam). A sala será decorada com sacos de lixo, cassetes, cabeças de bonecas e até seringas.

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DIY Hardware – tendo Sid Vicious como ícone e o uso de alfinetes, giletes, rebites, correntes, zíperes na estética punk

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DIY Bricolage – o uso de materiais recicláveis e de consumo de massa pelos punks como fazia a transexual Jayne County (das bandas Backstreet Boys e Wayne County and the Electric Chairs), na foto abaixo com David Johansen (do New York Dolls)

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DIY Grafitti and Agitprop – a provocação punk através de grafites, revistas, fanzines, além de textos de bandas como o The Clash
– DIY Destroy – tendo como figura central Johnny Rotten e seu estilo “rasgado’ influenciando o desconstrutivismo na moda de estilistas como os belgas.

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Entre as roupas presentes na exposição estão o famoso vestido de Versace com os alfinetes dourados (usado por Elizabeth Hurley na foto abaixo), o tailleur Chanel “rasgado” criado por Lagerfeld, além de criações de Galliano, Mcqueen, Hussein Chalayan, Dior, Balenciaga, Prada, Stephen Sprouse, Martin Margiela, Yohji Yamamoto, Commes des Garçons, Viktor & Rolf, Dolce & Gabbana, Katherine Hammet e muitas outras.

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A exposição deverá ser um sucesso, apesar de opiniões contrárias como Legs McNeill, autor da bíblia punk “Please kill me” (Mate-me por favor), que acha que estes estilistas não tem nada a ver com o punk e que é uma fantasia masturbatória de Anna Wintour para se apossar de algo que não lhe pertence.

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A exposição estará aberta ao público a partir do dia 09 de maio, mas no dia 06, a entrada das celebridades no baile pode ser visto em streaming diretamente do tapete vermelho neste link: Punk Chaos To Couture.

Já o filme do CBGB, contando um pouco da história do lendário clube, deverá estrear este ano e será centrado na figura de Hilly Kristal, o empresário e dono do local, interpretado pelo ótimo ator inglês Alan Rickman.

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O filme é baseado na biografia da filha de Kristal, Lisa, que será vivida pela atriz Ashley Greene (da trilogia “Crepúsculo”).

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No elenco também estão Marlin Ackerman como Debbie Harry, Johnny Galecki (do seriado ‘The Big Band Theory”) como Terry Ork, Rupert Grint (dos filmes de Harry Porter) como Cheetah Crome, o guitarrista da banda Dead Boys (na foto abaixo), Taylor Hawkins (da banda Foo Fighters) como Iggy Pop, entre outros.

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A direção é de Randall Miller, diretor ainda sem grande expressão e que dirigiu “Bottle Shock” (O Julgamento de paris), além de episódios de seriados como “Northern Exposure”.

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Resta saber se o filme vai conseguir passar um pouco da energia que rolava no clube, bem como das incríveis performances que teve o lugar como palco principal dos primórdios do punk.

Para maiores informações, vale a pena visitar a página no facebook: CBGB The Movie Page

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TODAY’S SOUND: CLOCKWORK ORANGE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um clássico do cinema, um filme que continua moderno, polêmico, atual e pode ser considerado um dos primeiros filmes punk: estamos falando de “Clockwork Orange” (Laranja Mecânica) de Kubrick.

“Clockwork Orange” foi dirigido em 1971 por Stanley Kubrick, o brilhante cineasta inglês que acabara de vir do sucesso de “2001, uma odisséia no espaço”.

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Ele se baseou no livro de Anthony Burgess, que utilizava uma linguagem específica (uma mistura de russo com idish chamada ‘nadsat”) para a turma de Alex, o personagem principal e adepto da ultra-violência, vivendo em um futuro próximo na Inglaterra.

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No papel principal, Kubrick escolheu Malcom McDowell, o qual ele vira atuando “If” de Lindsay Anderson.
Kubrick declarou que se McDowell não pudesse fazer o filme, ele teria desistido, pois ele era a única escolha para o papel de Alex.

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 Realmente o filme gira todo em torno de McDowell, ele esta presente em todas as cenas, ele é o sociopata Alex e acabamos simpatizando com o personagem, apesar de sua maldade.

Em entrevistas sobre o filme, Spielberg afirma que ele pode ser considerado o primeiro filme punk rock e Mary Harron (a diretora de “American Psycho”) diz que ele foi uma influência fundamental para o movimento punk.

Vendo o filme, podemos compreender bem isto: Alex narra  o filme e é líder de uma gangue, eles saem em grupo, são jovens, se metem em brigas, não respeitam ninguém e se vestem diferente de todos.

Logo que ele surge em cena, com aquele olho com um cílio postiço e aquela roupa branca, é uma imagem icônica.

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Seus subordinados são chamados de “droogs” e se encontram no Korova Milk bar, um bar com decoração futurista e onde bebem leite (que saem dos seios de uma manequim) e bolam seus planos.

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Eles saem pela noite em busca de aventuras, mas sempre em atos ultra violentos, já nas primeiras cenas eles dão uma surra em um mendigo, enfrentam uma gangue rival, roubam um carro, assaltam uma loja, entre outras ações.

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Logo em seguida, decidem ir para o interior e parar em uma casa, mentindo que tinham sofrido um acidente.

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A casa pertencia a um escritor e sua esposa e estes são humilhados, sofrem todo tipo de violência e a gangue estupra a mulher ao som de ‘Singin’ in the rain”,que Alex canta enquanto realiza estes atos.

A escolha de ‘Singin’ in the rain” (famosa na voz de Gene Kelly) foi escolha do próprio McDowell, que ao ser questionado por Kubrick se sabia dançar, atacou com esta canção e o diretor adorou, coprando os direitos de uitlizá-la no filme.

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Alex vive com os pais, é tratado como uma criança, possui uma cobra de estimação e já teve passagem pela polícia, mas nada grave comparado com suas ações diárias. Ele também é viciado em Beethoven (ou Ludwig Van, a como ele se refere) e sua grande paixão é a nona sinfonia, que ouvimos ao longo do filme.

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Outra cena bacana é a que ele vai a uma loja de discos para comprar mais discos de Beethoven e lá seduz duas adolescentes, as quais ele leva para sua casa e transa de todas as maneiras possíveis, tudo com a câmera em FF (fast forward).

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Quando sua gangue resolve se revoltar contra ele e questionar sua liderança, ele os pune severamente, dando-lhes uma surra. Esta cena é como se fosse coreografada, em câmera lenta e influenciou cineastas como Tarantino.

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Mas a gangue ainda aprontaria um novo roubo, desta vez entrando na casa da cat lady, uma mulher rica e cercada de gatos, a qual eles tentam assaltar. Alex vê uma estátua em forma de pênis e utiliza esta para provocar a mulher e acaba matando-a.

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Seus companheiros lhe dão uma garrafada, fogem e ele é capturado pela polícia (a qual a cat lady havia chamado antes).

Aí o filme dá uma reviravolta: Alex é preso e na prisão aprende a se comportar melhor e a fazer as vontades do padre que o faz ler a bíblia em voz alta, além de sofrer ameaças de seus companheiros de cela.

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Quando Alex ouve falar do método Ludovique, uma espécie de ‘cura” para pessoas violentas, ele resolve se oferecer ao ministro do interior, que estava visitando a penitenciária. Este enxerga em Alex o exemplo perfeito para provar a eficácia do método.

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Um novo capítulo se inicia com Alex saindo do presídio e indo para a clínica onde será tratado. São estas as cenas impressionantes com Alex amarrado e com os olhos abertos com clipes (para que ele não tentasse fechar os olhos) e tendo que ver as cenas mais violentas e degradantes possíveis.

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Ao fazer esta cena, McDowell machucou sua córnea de verdade e ficou temporariamente cego, mas finalmente, com a ajuda de médicos, ele conseguiu filmar.

Ele pira quando mostram cenas dos atos nazistas ao som da 9ª sinfonia, a sua favorita e a qual agora ele passa mal ao escutá-la, tendo sensações horríveis, além de vômitos e mal estar.

Ele finalmente é considerado ‘curado’ e sai da clínica de volta ao lar, mas quando lá chega existe um novo inquilino em sua casa e seus pais o tratam com indiferença.

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Assim, neste novo capítulo, ele vai encontrando as pessoas que havia prejudicado no passado: membros de sua gangue haviam virado policiais, o escritor que ele havia entrado na casa, o mendigo, enfim todos querem se vingar dos atos horríveis que Alex havia lhes causado.

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Quando o filme foi lançado na Inglaterra, já começou a gerar polêmica: vários atos de violência começaram a ocorrer na época e que jogavam a culpa na influência que o filme causara.

Além disso, o diretor e sua família receberam ameaças e sendo assim, Kubrick tirou o filme de cartaz e o filme foi banido da Inglaterra durante 27 anos. O filme só foi liberado lá pós a morte de Kubrick em 1999.

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O filme passou normalmente em países como os EUA (onde foi um grande sucesso), mas em países como o Brasil, também esteve proibido durante os anos da ditadura.

Quando o filme foi liberado aqui, no início dos anos 80, pós-ditadura, ele foi exibido com bolas pretas tapando a genitália dos atores, a bola ficava dançando na tela, era muito ridículo.

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Além disso, Burgess não perdoara Kubrick de ter omitido o último capítulo da edição original do livro, já que o roteiro de Kubrick era baseado na edição americana, que cortara o último capítulo.

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Neste último capítulo, havia a redenção de Alex, que se arrependera de seus atos e com a qual Kubrick não concordava.

Burgess havia escrito o livro após sua mulher ter sido violentada e ele utiliza isto no livro e o título se refere às respostas condicionadas do protagonista a sentimentos de maldade que o impede de ter um comportamento normal e livre.

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Kubrick quis fazer uma crítica aos regimes totalitários que utilizam métodos psicológicos para transformarem seus cidadãos em robôs.

Vale também ressaltar o brilhante trabalho do figurino criado por Milena Canonero (a premiada figurinista de “Barry Lyndon”, também de Kubrick, ‘Carruagens de Fogo’, ‘Fome de Viver”e mais recentemente ‘Maria Antonieta” de Sofia Coppola).

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A direção de arte também é incrível, com seu décor futurista e as bem escolhidas locações de uma Londres de uma época incerta.

A trilha sonora também é fantástica, sendo que na verdade existem duas trilhas: a criada por Walter Carlos (que depois se transformaria em Wendy Carlos) com sintetizadores e a que utiliza músicas clássicas de Beethoven, Purcell, Rossini e Elgar.

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Sua influência na cultura pop é fundamental, seja na moda ou na música, influenciando desde Bowie, Ramones, Rancid, Slipknot, além é claro dos Adicts, que se vestem como a gangue do filme.

Na edição comemorativa dos 40 anos do filme, foi lançado um dvd com extras de dois documentários imperdíveis para compreender ainda mais toda a mitologia do filme. Abaixo um depoimento de McDowell sobre o filme:

Recentemente, houve no LACMA (o Museu de arte moderna de Los Angeles) uma exposição sobre Kubrick, onde estavam expostos figurinos e objetos de cena do filme, conforme fotos abaixo. Atentem para o detalhe das abotoaduras de Alex:

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Mesmo que a violência de “Clockwork Orange” não seja mais tão chocante como há quarenta anos, o filme é uma obra-prima, um dos melhores filmes da década de 70, um marco do cinema moderno, um filme revolucionário e que a cada revisão parece crescer ainda mais.

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TODAY’S SOUND: SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Suburbia” foi um dos primeiros filmes genuinamente punk, mostrando a realidade de um grupo de jovens vivendo nos subúrbios de Los Angeles na década de 80.

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O filme é de 1984, dirigido por Penelope Spheeris e é considerado um dos melhores retratos da juventude desiludida e sem esperanças.

A estória gira em torno de um grupo de jovens que se denominam the T.R. (The Rejected – os Rejeitados) e todos vivem em harmonia numa casa abandonada em um subúrbio de L.A.

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Eles são:
-Evan Johnson (Bill Coyne): adolescente que sai de casa por não suportar a mãe alcoólatra

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-Jack Didley (Chris Pedersen): líder do grupo e abandona o lar quando a mãe se casa novamente com um policial negro
-Sheila (Jeniffer Clay): jovem de classe média alta  que sai de casa, pois o pai a molestava
-Joe Schmo (Wade Walston): sai de casa quando descobre que o pai é homossexual
-Razzle (Flea): só consegue se relacionar com seu rato de estimação

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-Skinner (Timothy O’brien): skinhead, violento, está sempre se envolvendo em brigas

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Eles vão a um clube onde se apresentam bandas punks, roubam em supermercados, invadem shoppings, se envolvem em brigas, mas não causam o mal, eles estão apenas se divertindo.

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O filme mostra apresentações ao vivo de algumas bandas punk como TSOL, que interpreta “Wash Away”:

E também The Vandals interpretando “The Legendo of Pat Brown”:

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O irmão de Evan, Ethan (Andrew Pece), é resgatado pelo irmão quando este vê no noticiário que sua mãe havia se acidentado e ele acaba fazendo parte do grupo dos punks, adotando um visual moicano.

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Porém, em sua comunidade, existe um grupo chamado “Citizens against crime” (cidadãos contra o crime) que se reúne e coloca toda a culpa dos acontecimentos ruins neste grupo de punks.

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Neste grupo, há duas figuras detestáveis, Jim Tripplett (Lee Frederick) e Bob Skokes (Jeff Prettyman), cuja diversão é atirarem nos cães de rua que circulam nos arredores dos punks e que os detestam.

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Outro acontecimento contra os T.R. é quando numa briga com Skinner, dois jovens resolvem se vingar atacando o segurança do clube e jogando a culpa no grupo punk. 

“Suburbia” foi um filme bem influente na cena punk americana, já que a diretora Penelope Spheeris já havia dirigido o documentário “The decline of the western civilization’ (sobre o qual já falei aqui) sobre a cena hardcore americana.

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Spheeris escreveu o roteiro e dirigiu seu primeiro filme de ficção com “Suburbia”, procurando falar da juventude punk que já havia retratado em seu documentário, mas desta vez com uma estória e com diálogos.

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O filme foi produzido graças a Roger Corman, o famoso produtor de filmes B que lançou a carreira de cineastas como Scorcese e Coppola, entre outros. 

‘Suburbia” acabou servindo também de inspiração para a música do mesmo nome dos Pet Shop Boys.

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Apesar de ser uma produção modesta, feita com um elenco de desconhecidos e atores não profissionais, na maioria punks de verdade, o filme foi bem recebido pela crítica da época.

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No elenco, destaque para Flea, baixista da banda Red Hot Chilli Peppers e, mais tarde, também ator de filmes como ‘My Own Private Idaho” de Gus Van Sant. 

Além dele, o outro nome conhecido é Wade Walston, o baixista do grupo U.S. Bombs e que participa de uma das melhores cenas do filme: a em que os punks enfrentam a família de Sheila na igreja:

“Suburbia” é um filme autêntico e uma ótima visão da cena punk americana do início dos anos 80.

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