Orquídea Catleya escândalo #9, abrindo pela primeira vez na Cerejeira. Bom dia! #orquídea #catleya #orchidsDiana Vreeland's portrait by Cecil Beaton.
"You gotta have style. It helps you get down the stairs. It helps you get up in the morning. It's a way of life...I'm not talking about lots of clothes."
Hoje no www.japagirl.com.br/blog/dj-setsAnna Pavlova and her pet swan Jack, 1905Mini-orquídeas abrindo em homenagem a Minha Avó.Minha Tucki era amiga da gatinha Pantufa e adorava quando ela vinha visitar.Cherry blossoms blessings! Boa segunda, boa semana!Hoje faz uma semana que a minha princesa Tucki se foi e só agora consigo falar sobre a minha perda. A perda da minha Filha, da cachorra perfeita, a perda de um pedaço do meu coração, da minha companheira, da minha amiga sempre tão carinhosa. Obrigada Tutu, por ter sido parte da minha vida nesses anos. Vc está fazendo muita falta, pro Papai, pra Mamãe e pro Tigre, que está doente sem vc e nem sabe mais quem ele é, sem a sua presença. Descanse em paz, minha filha, meu amorzinho.Orquídeas Cymbidium abrindo! #orchids #cymbidiumIcy mermaids talkingLição de caligrafia #50
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TODAY’S SOUND: TALK TALK‏ ‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Talk Talk tem um lugar especial na música pop, é um grupo que não se vendeu para a indústria fonográfica, que lançou trabalhos instigantes, diferentes do simples conceito de vender discos, sempre preocupados com um som mais refinado, maduro, profundo, tanto que influenciaram muitas bandas surgidas após eles e consolidaram a definição de “post-rock” nas bandas surgidas a partir dos aos 90.

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A peça chave do Talk Talk é Mark Hollis, o vocalista e letrista da banda, que desistiu dos estudos de psicologia para se dedicar à música. E assim fomos presenteados com uma voz única, um timbre difícil de descrever, mas que é muito especial.

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O primeiro grupo que ele formou foi o The Reaction, uma banda punk que procurava uma chance.

O irmão de Mark, Ed Hollis, era DJ e produtor de bandas e o incentivou a gravar uma demo para a Island Records.

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Esta demo continha uma canção chamada ‘Talk Talk”, incluída na coletânea de bandas punks, The Streets (lançada pel selo Beggars Banquet):

No fim, The Reaction acabou lançando apenas um single, “I can’t resist’, em 1978, e logo se dissolveu.

Neste meio tempo, Ed apresenta Mark para aqueles que formariam com ele o Talk Talk: Paul Webb (baixista), Lee Harris (baterista) e Simon Brenner (tecladista).

Assim, em 1981, eles formam o Talk Talk e depois de alguns demos, assinam com a EMI.

No começo de sua trajetória, o Talk Talk era considerado um grupo nos padrões do Duran Duran, com fortes influências new romantic , synthpop e new wave, tendo inclusive aberto shows para o Duran no final de 1981, além de adotarem o mesmo produtor, Colin Thurston, e o mesmo selo, EMI.

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O primeiro single deles foi lançado em 1982, ‘Mirror Man’, mas não teve destaque nas paradas.

Já o segundo single, era uma regravação de uma música do Reaction, ‘Talk, Talk”, que alcançou o 52º lugar e o single seguinte foi bem em execução, “Today”, aqui numa rara apresentação na TV inglesa em 1982:

Logo em seguida é lançado o primeiro álbum da banda, “The Party’s over’, tendo alcançado apenas o 21º lugar na parada de sucessos.

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Em 1983, Brenner sai da banda e o Talk Talk passa a ser um trio. Um detalhe interessante é que o quarto membro do Talk Talk acabou sendo o produtor do segundo álbum, Tim Friese-Greene, que ajudava nos teclados e também na composição das letras, mas nunca saiu em fotos ou participou de shows com o grupo.

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Neste período, a banda abriu alguns shows para Elvis Costello nos EUA, o que os surpreendeu, pois estavam acostumados a tocar para públicos bem menores na Inglaterra.

Mas o sucesso mesmo só veio em 1984, com o lançamento do álbum “It’s my life’, cujo single “Such a shame” e “Dum Dum Girl” alcançam sucesso em alguns países da Europa e na Nova Zelândia, mas continuavam sendo ignorados em sua terra natal, a Inglaterra.

O som do Talk Talk não pode ser considerado fácil, é um som altamente elaborado, suas músicas não são dançantes, suas letras são densas, sua música tem elementos de jazz, ambient e música clássica.

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Neste segundo trabalho, fica mais evidente um amadurecimento deles em relação ao primeiro disco, principalmente pelo trabalho de Friese-Green, que imprimiu texturas mais ricas no som deles.

O próximo single, intitulado It’s my life”, talvez até hoje seja a música mais conhecida deles, especialmente depois de regravada pelo No Doubt.

A capa do disco foi realizada por James Marsh, designer gráfico que desde então fez todo o material da banda, criando uma identidade que pode ser facilmente reconhecida, geralmente utilizando lindas ilustrações de animais, plantas e mais.

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O disco seguinte, The Colour of Spring, lançado em 1986, acaba se tornando seu maior êxito comercial na Inglaterra, atingindo finalmente o top 10, especialmente pelo single ‘Life’s what you make it” e levando a banda para o Top of the Pops:

O álbum acaba sendo um grande sucesso internacional, seguida de uma grande turnê mundial.

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O segundo single, ‘Living in another world”, também atinge o top 40 de países como Alemanha, Suíça, Holanda, entre outros. Aqui em um vídeo do show deles no Festival de Montreux em 1986:

“The Colour of Spring” era um disco diferente de tudo que a música pop da época oferecia, era bem mais soturno, introspectivo e seu som mais orgânico que os outros álbuns do Talk Talk.

Em 1987, o Talk Talk se tranca em uma igreja abandonada de Suffolk (Inglaterra), para iniciar os trabalhos de seu próximo disco, “Spirit of Eden”.

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Este disco é considerado a obra-prima deles, um disco a frente de seu tempo, com uma riqueza de ambientações, músicas longas, letras magníficas e um disco fundamental para o post-rock.

Eles tiveram muitos problemas com a gravadora para conceber este álbum, já que a EMI os estava pressionando para lançarem um novo single e Mark se recusava a entregar qualquer material antes de terminar todo o disco.

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Além disso, ele afirmou que era impossível realizar uma turnê do disco, devido às elaboradas instrumentalizações e improvisações, este não comportava shows, deixando os executivos da gravadora de cabelo em pé.

Já tendo estourado orçamento e o tempo em estúdio, finalmente o disco é lançado em 1988, sendo elogiado pela crítica, porém sem um grande hit para puxar as vendas.

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O único single lançado do álbum foi ‘I Believe in you”, mesmo assim contra a vontade de Mark,  que o fez apenas por pressão da gravadora e ficou insatisfeito com o vídeo da canção:

A banda tentava se liberar do contrato com a EMI, o que finalmente aconteceu, mesmo com a tentativa da gravadora em processar a banda por realizar um trabalho não-comercial (Spirit of Eden), o que acabou não dando em nada.

Agora a EMI procurou lucrar o máximo possível com o catálogo do Talk Talk e lançou a coletânea ‘Natural History” em 1990, que atingiu o primeiro lugar em vendagens na Inglaterra e vendeu mais  de um milhão de cópias mundo a fora.

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Agora o Talk Talk pertencia ao cast da Polydor, mas a banda se resumia quase que somente a Mark e Friese-Green, já que Webb já havia abandonado o grupo e restava apenas Harris e músicos convidados.

Mesmo assim, eles lançam o experimental ‘Laughing Stock”, em 1991, continuando na mesma linha de Spirit of Eden, e que atingiu o 26º lugar na parada inglesa.

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Porém, depois deste disco, a banda se desmembra de vez, com Mark se dedicando á seus filhos pequenos e só vindo a lançar um disco-solo em 1998, para depois sumir novamente.

A última música que rolou dele foi um instrumental usado para o seriado “Boss”, no qual ele utilizou a AB Section 1, abrindo e fechando um dos episódios, isto em 2012.

Webb e Harris acabam formando a banda O.rang e  Friese-Green forma o Heligoland.

Em 2002, Webb, sob o pseudônimo de Rustin Man, lança um álbum com Beth Gibbons, a vocalista do Portishead, show este que veio ao Brasil no Tim Festival.

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O Talk Talk teve um álbum tributo e um livro, ambos lançados em 2012, intitulado “Spirit of Talk Talk”.

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Até hoje a banda é reverenciada e é influência assumida para grupos como Radiohead, Sigur Rós,  Portishead, Catherine Wheel, Slowdive, DJ Shadow, Weezer, Death Cab for Cutie, além de muitas outras que admiram a sua sonoridade e seu espírito criativo e inovador.

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TODAY’S SOUND: LEE SCRATCH PERRY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Lee “Scratch” Perry é nada menos que uma lenda do reggae e do dub e acaba de completar 78 anos, com seu talento dedicado à produção, mixagem e composição de várias e importantes músicas do gênero.

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Rainford Hugh Perry nasceu na Jamaica, em 1936, o apelido Lee lhe foi dado pela mãe e o Scratch pela sua habilidade nas mixagens, tendo também o apelido de The Upsetter.

Lee, na verdade, é mais famoso por suas produções, já que tudo o que a música jamaicana criou a partir da década de 60 passou pelas mãos dele (como vimos com Bob Marley, Peter tosh, entre outros).

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Suas experimentações inovadoras e audaciosas ajudaram a sedimentar o dub e o reggae de maneira fundamental na história da música pop.

Sua carreira musical iniciou ao trabalhar com Prince Buster (nos primórdios do ska) e vendendo discos para Clement “Coxsone” Dodd, vindo mais tarde a trabalhar no icônico Studio One, pertencente a Coxsone.

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Ao brigar com Coxsone, ele vai trabalhar com Joe Gibbs na Wirl Records, lançando vários artistas novos até abrir a sua própria gravadora, a Upsetter records, em 1968.

O primeiro lançamento de sua gravadora é histórico, já que “People funny boy” é o primeiro disco que mostrava a linha de baixo um pouco mais lenta que o ska, lançando as raízes do reggae:

Durante os anos  70, Perry lançou várias faixas instrumentais sob os mais diferentes pseudônimos, tais como Jah Lion, Pipecock Jakson, Super Ape, The Upsetter e Scratch.

Entre elas estava “The return of Django’, assinada por sua banda, The Upsetters; esta faixa foi influenciada pelos spaghetti-westerns (que Perry adorava) e cultuada pelos skinheads ingleses:

Para entender sua importância para a música eletrônica, o dub, ou seja, o reggae remixado de forma mais instrumental, no qual se tira o vocal, dando destaque para baixo e bateria bem pronunciados, foi fundamental para a base de muitas faixas, incluindo várias de rap.

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Hoje quando se fala de dub, os apreciadores já entendem como um estilo com vida própria.

Perry teve seu primeiro contato com o dub ao escutar King Tubby e suas experimentações, abriu os ouvidos e resolveu ele mesmo experimentar em seu novo estúdio, Black Ark.

Abaixo cenas dele gravando com os Upsetters no estúdio:

Sua colaboração mais famosa com King Tubby foi ‘Blackboard Jungle dub”:

Foi no Black Ark que ele produziu ótimas músicas para Bob Marley e the Wailers, mas com os quais ele queimou o filme a vender faixas, sem a autorização deles, para a Trojan Records.

Em 1976, ele lança o lendário álbum ‘Super Ape”, com muito dub, sopros e vocais dos mais variados, como em ‘Dread Lion’:

Mesmo depois de se desentender com os Wailers, Perry acabou produzindo faixas para oThe Clash, que já haviam regravado uma produção dele: ‘Police & thieves”.

O jeito loução de Perry teve alguns momentos complicados, já que ele abusou das drogas e acabou botando fogo no seu próprio estúdio numa viagem de ácido.

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O figurino de Perry mostra bem a sua personalidade, ousando na mistura cores inusitadas, usando boinas cheia de bottons, casacões estampados ou militares, correntes douradas, anéis enormes, até pintando barba e cabelo de vermelho, criando todo um estilo único como vemos nestes comerciais que ele fez para a cerveja Guiness:

Mas mesmo com todas estas viagens de Perry, ele continuou a produzir, lançar discos, fazer turnês, tendo tocado aqui no Abril Pro Rock em 2007 e também no Tim Festiva,l e no ano passado no Festival de Coachella.

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Em toda sua carreira, Perry já lançou mais de 30 discos, como o álbum de 2004, “Panic in Babylon’, cuja faixa título podemos ouvir abaixo:

Além disso, Perry gravou em várias companhias ilustres como Mad professor e mais recentemente com o The Orb, cujo vídeo de ‘Golden Clouds” está abaixo:

Ele continua na ativa e do alto dos seus 78 anos, parece não querer parar tão cedo e continua dando sua contribuição da melhor forma possível.

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TODAY’S SOUND: BOUNCING SOULS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falaremos de uma banda de punk e sua mistura com ska, fazendo delas uma das mais animadas: o Bouncing Souls.

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A banda começou em 1987, em New Jersey, formado pelos amigos (e colegas): Greg Attonito (vocais), Pete Steinkopf (guitarra), Bryan Kienlen (baixo) e Shai Khichi (bateria).

O nome foi originado do slogan da propaganda das botas Dr. Martens (as mais usadas pelos punks) que fala das ‘bouncing soles’ (algo como solas robustas, quicantes).

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Entre seus  primeiros EPs estão “Ugly Bill” (1991), ‘The Green Ball Crew” , do qual interpretam “Kicked” em um show de 1993:

Com esta formação, eles fundaram  a gravadora Chunksaah Records em 1993, por onde lançaram seu primeiro LP: ‘The Good, the bad & the argyle”.

Um dos destaques era “Candy” (cover de “I want candy” do Strangelove e também gravado pelo Bow Wow Wow):

Em 1995, eles assinam com a gravadora BYO Records, que relança seu primeiro disco além de lançar o seu segundo trabalho: “Maniacal Laughter’, com ritmo mais rápido e letras mais alegres como “Argyle”:

Sua popularidade também foi aumentando e começaram a abrir shows para nomes como NOFX, The Mighty Might Bosstones, entre outros.

Mas foi com seu terceiro álbum, intitulado “Bouncing Souls”, agora pelo selo Epitaph, que a banda cmeçou a chamar ainda mais a atenção com hits como “Cracked”:

Seu próximo trabalho é ‘Hopless Romantic”, até que Khichi abandona a banda em 2000, sendo substituído por Michael McDermott.

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Durante os primeiros anos da nova década, os Bouncing Souls lançam mais discos de estúdio, como o elogiado ‘Anchors Aweigh’ (de 2003), além de álbuns ao vivo.

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Em 2006, em comemoração ao lançamento do disco “The Gold Record”, eles sobem ao palco do Knitting Factory, de NY, fazendo seis shows com lotação esgotada.

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O Bouncing Souls, apesar de não serem um grande sucesso comercial,é uma banda respeitada na cena punk americana, seus shows são bastante apreciados e eles sempre foram fiéis às suas raízes.

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Depois de apresentações na Warped Tour, em 2009 eles lançam vários singles no formato físico e digital em comemoração aos seus vinte anos de carreira intitulados “20th anniversary series’.

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Seu último trabalho lançado foi no final de 2012, o álbum “Comet”, bem recebido pelos fãs e pela crítica.

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