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Today’s Sound: Skinny Puppy por Arthur Mendes Rocha

Hoje o nosso foco será sobre rock industrial e o Skinny Puppy.

Como antes falamos de um sub-gênero do industrial, que é o EBM, o rock industrial própriamente dito também é bastante pesado, com forte influência do eletrônico e do pós-punk, é experimental, utilizando sintetizadores, guitarras distorcidas e várias fontes de instrumentos não-musicais como ruídos de metais, plásticos, sucatas e mais.


As temáticas são as mais variadas possíveis, mas com uma preferência por assuntos da contra-cultura, sejam cultos, seitas, com uma forte crítica à sociedade moderna e como a tecnologia vem transformando-a.


Um dos grupos de destaque do electro-industrial e que iremos abordar é o Skinny Puppy.

O Skinny Puppy surgiu no Canadá em 1983, formado por cEvin Key (ou Kevin Crompton, que era da banda synth-pop Images in Vogue)  e Nivrek Ogre, os únicos dois membros constantes da banda.



Seu primeiro EP foi ‘Remission”, de 1984, lançado pela gravadora Netwerk, com a qual lançaram seus principais trabalhos. Entre os destaques estava “Smothered hope”:

Seus trabalhos seguintes incluem ‘Bites” (1985), com a música “Assimilate”, além dos álbuns “Mind” (1986), ‘Cleanse, fold & manipulate” (1987):

De seu álbum ‘VIVISectVI” a música “Who’s laughing now” faz bastante sucesso, chegando a ser utilizada no filme “Bad Influence”:

Um de seus álbuns mais importantes, “Rabies” (1989), teve a participação de Al Jougersen do Ministry como em “Hexonexxon”:

Logo eles se destacaram com os fãs por misturarem de noise, electro, new wave e rock, além de samples inusitados.

Em suas turnês, abusavam das performances viscerais, que abordavam desde terror até guerra química, recheada de pesados comentários políticos.

Em 1993 eles deixam a gravadora Netwerk e se mudam para Malibu, enfrentando problemas com drogas e momentos de tensão entre seus membros, com o afastamento de Ogre e a overdose fatal de Dwayne Goettel (que havia entrado na banda em 1986).


Em 1996, eles finalmente conseguem lançar “The Process” pela nova gravadora a American Recordings, álbum conceitual e baseado num culto que prega a união do bem e do mal.

Apesar de seguirem caminhos separados, Key e Ogre voltam a se reunir em 2000 para uma apresentação especial no Doomsday Festival, na Alemanha, onde interpretaram “Choke”

Colocando suas diferenças à parte, eles voltaram a fazer uma turnê americana e a gravar os discos ‘The greater wrong of the right” (2004) e “Mythmaker” (2007).

Ainda hoje, continuam a fazer shows e mostrar toda a potência do rock industrial em suas apresentações.

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Today’s Sound: Stevie Wonder por Arthur Mendes Rocha

Stevie Wonder não deixou que sua cegueira atrapalhasse sua brilhante carreira musical, nos emocionando com sua música que tem acima de tudo muito soul.

Stevie nasceu de parto prematuro e isto foi uma das principais causas de sua cegueira.

Desde cedo, ele demonstrou interesse na música, cantando em corais de igrejas e aprendendo a tocar instrumentos como piano, gaita, bateria e baixo.


Ele foi apresentado ao presidente da Motown, Berry Gordy, como Little Stevie Wonder, já que tinha apenas 11 anos de idade e Gordy logo se impressionou com o talento do menino.

Ele assina com a Motown e grava dois discos de pequeno sucesso.

Mas foi aos 13 anos, ao lançar o single “Fingertips  (Part 2)” que ele estoura nas paradas de sucesso, bem como com “Uptight (Everything’s alright”):

Nos anos seguintes, já assinando somente como Stevie Wonder, ele compõe sucessos para outros artistas da Motown, além de lançar canções como “For Once in my life”

No início dos anos 70, ao renovar o contrato com a Motown, Stevie consegue o sonho de todo artista: o controle artístico sobre seu trabalho e os direitos sob todas as canções, além de royalties mais altos.

Ele vivia seu ápice criativo, lançando discos que se tornariam ícones como “Talking Book” que originou o hit “Superstition”, música que fez o crossover com as rádios de rock, que passaram a tocar suas músicas. No vídeo abaixo ele interpreta a canção no programa Soul Train:

Os hits vão chegando com tudo como “My cherie amour”, ‘You are the sunshine of my life”, “Signed, sealed, delivered (I’m yours)” (na versão abaixo ele canta com Beyoncé):

Sua canções ficam mais politizadas, como mostrava seu álbum “Innervisions”, um de seus melhores trabalhos, no qual se destacava “Living for the city”, lhe dando três Grammys incluindo álbum do ano:

Para coroar este momento incrível de sua carreira, Stevie lança mais um grande álbum “Songs in the key of life”, álbum que já foi direto para o primeiro lugar e que continha os hits “I wish”, “Sir Duke”, ‘As” e “Isn’t she lovely”, entre outros.

Nos anos 80, Stevie vive um dos seus melhores momentos comerciais, já que colhe os louros dos álbuns que lançou, participando de shows beneficentes, ações de caridade, colaborações com artistas de sucessos e aumento nas vendas de seus discos.

Ele lança novos trabalhos como “Happy Birthday”, “Master Blaster (Jammin’)”, “Do I do”, “That girl”, “Ribbon in the Sky”, “Ebony and Ivory” (no vídeo abaixo com Paul McCartney na Casa Branca em 2010):

Em 1983, ele faz a trilha de “A dama de vermelho” que origina o hit que lhe renderia o Oscar de melhor canção: “I Just called to say I love you”.

Nos anos 90, ele lança bem menos coisas, mas um de seus bons trabalhos foi a trilha do filme “Jungle fever” de Spike Lee.


Nos anos 2000, Stevie continua fazendo shows e turnês mundo a fora, tendo se apresentado no ano passado no Rock in Rio para um público de mais de onze mil pessoas, que cantaram junto com ele em alguns momentos como quando ele homenageou a música brasileira (que tanto adora) interpretando “Garota de Ipanema” e “Você abusou”:

Stevie é influência para muitos músicos, desde o pop, passando pelo rap, rock, R&B, jazz, música eletrônica e muitos outros.

Ele detém o recorde de artista masculino que mais venceu Grammys, tendo conquistado 25 Grammys no total em sua carreira.

Stevie está aí há mais de quatro décadas, sempre na ativa, é um artista completo, cantando, tocando e compondo divinamente, dono de um ritmo e uma musicalidade jamais igualada. Ele é um retrato vivo do que a música negra é capaz, seja no soul, R&B, funk, disco ou hip-hop.

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