Hoje o nosso foco será sobre rock industrial e o Skinny Puppy.
Como antes falamos de um sub-gênero do industrial, que é o EBM, o rock industrial própriamente dito também é bastante pesado, com forte influência do eletrônico e do pós-punk, é experimental, utilizando sintetizadores, guitarras distorcidas e várias fontes de instrumentos não-musicais como ruídos de metais, plásticos, sucatas e mais.
As temáticas são as mais variadas possíveis, mas com uma preferência por assuntos da contra-cultura, sejam cultos, seitas, com uma forte crítica à sociedade moderna e como a tecnologia vem transformando-a.
Um dos grupos de destaque do electro-industrial e que iremos abordar é o Skinny Puppy.
O Skinny Puppy surgiu no Canadá em 1983, formado por cEvin Key (ou Kevin Crompton, que era da banda synth-pop Images in Vogue) e Nivrek Ogre, os únicos dois membros constantes da banda.
Seu primeiro EP foi ‘Remission”, de 1984, lançado pela gravadora Netwerk, com a qual lançaram seus principais trabalhos. Entre os destaques estava “Smothered hope”:
Seus trabalhos seguintes incluem ‘Bites” (1985), com a música “Assimilate”, além dos álbuns “Mind” (1986), ‘Cleanse, fold & manipulate” (1987):
De seu álbum ‘VIVISectVI” a música “Who’s laughing now” faz bastante sucesso, chegando a ser utilizada no filme “Bad Influence”:
Um de seus álbuns mais importantes, “Rabies” (1989), teve a participação de Al Jougersen do Ministry como em “Hexonexxon”:
Logo eles se destacaram com os fãs por misturarem de noise, electro, new wave e rock, além de samples inusitados.
Em suas turnês, abusavam das performances viscerais, que abordavam desde terror até guerra química, recheada de pesados comentários políticos.
Em 1993 eles deixam a gravadora Netwerk e se mudam para Malibu, enfrentando problemas com drogas e momentos de tensão entre seus membros, com o afastamento de Ogre e a overdose fatal de Dwayne Goettel (que havia entrado na banda em 1986).
Em 1996, eles finalmente conseguem lançar “The Process” pela nova gravadora a American Recordings, álbum conceitual e baseado num culto que prega a união do bem e do mal.
Apesar de seguirem caminhos separados, Key e Ogre voltam a se reunir em 2000 para uma apresentação especial no Doomsday Festival, na Alemanha, onde interpretaram “Choke”
Colocando suas diferenças à parte, eles voltaram a fazer uma turnê americana e a gravar os discos ‘The greater wrong of the right” (2004) e “Mythmaker” (2007).
Ainda hoje, continuam a fazer shows e mostrar toda a potência do rock industrial em suas apresentações.







































