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Scott Walker – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: JACQUES BREL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Encerrando nossos posts sobre chanson française, hoje falo sobre Jacques Brel, que na verdade era belga, mas fez sua carreira na França, onde se destacou na música e no cinema.

Jacques Brel On Stage At "La Tete De L'Art", Avenue De L'Opera In Paris, France -

Brel foi dos cantores que optou por temas que fugissem um pouco do gênero romântico, assim suas canções possuem letras mais darks e adultas, temáticas mórbidas, mais ao estilo de um Dylan, Leonard Cohen ou um Woody Guthrie.

Ele cantava as prostitutas, os marinheiros, os desajustados sociais; ele era como um rapper que declama seus versos com toda a emoção possível. Atacando a burguesia e a igreja, ele expressava suas angústias através da música.

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Brel nasceu na Bélgica, em 1929, e desde cedo foi demonstrando amor pelas artes, especialmente pela música, começando a tocar guitarra aos quinze anos.

Inclusive, no final dos anos 40, ele participava do coral jovem da igreja de seu bairro, além de compor suas próprias canções.

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Em 1953, a gravadora Phillips lança seu primeiro single, “La Foire”:

O lançamento lhe proporciona alguns shows modestos até que decide por se mudar para Paris.

É na capital parisiense que Brel realmente terá o reconhecimento que merece, fazendo sua estreia nos palcos do Olympia em 1954 e logo em seguida, realizando concertos pela França.

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Seu álbum de estreia, “Jacques Brel et sés chansons”, é lançado e entre os destaques estava “Sur la place”, acompanhado da orquestra de François Rauber, que será um de seus habituais colaboradores:

Porém, a venda do álbum é inexpressiva; mesmo assim, ele é notado por Juliette Gréco, que grava a música “Le diable”, de sua autoria.

 Até que, em 1956, ele lança um EP com a canção, “Quand on n’a pás que l’amour”, que se torna o seu primeiro hit, chegando ao 3º lugar na parada francesa:

Até o final da década, ele lança mais três álbuns, além de excursionar por diversos países com shows.

Aos poucos, ele ia conquistando os países de língua inglesa, tendo seu primeiro álbum editado nos EUA, que consistia numa compilação dos discos que gravou pela Phillips e fazendo seu primeiro show em 1963 no solo americano, no Carnegie Hall, em NY.

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No mesmo ano, ele lança mais um ótimo disco, “Jacques Brel accompagne par François Rauber et son orchestra”, onde se destaca a música “Les Toros”, onde comparava a morte dos touros com soldados na guerra.

Os artistas americanos começavam a prestar mais atenção em suas brilhantes composições, entre eles o poeta McKuen, que faz as versões de Brel para o inglês.

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No próximo disco, “Brel 6”, mais uma dramática música falando de um soldado: “Le suivant.

Em 1966, McKuen faz a versão para o inglês de uma das composições de Brel, “Ne me quitte pas”, que se transforma em “If you go away” na voz de Damita Jo e que se torna um estouro nos EUA.

Agora sim, o nome de Brel era quente em terras americanas e artistas como Sinatra, Tom Jones, Neil Diamond, Judy Colins, Joan Baez, entre outros, queriam gravar suas canções.

Cansado e esgotado, Brel decide se despedir dos palcos com um último show no Olympia, em 1966, mas como seus discos estavam fazendo sucesso na América, ele tinha ainda uma agenda cheia a cumprir antes de se afastar do stage.

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Em 1967, ele resolve atacar no cinema, estrelando o primeiro de uma série de dez filmes, onde ele aparece como ator e tem suas músicas na trilha sonora.

Inclusive, ele também dirigiu um filme, “Franz”, de 1973, no qual atua ao lado de outra diva da música, Barbara.

Ainda em 1968, ele estreia no teatro, com a adaptação de “L’homme de la Manche”, num papel que lhe cabe perfeitamente, o do sonhador e idealista Don Quixote. A peça se torna um sucesso com mais de 150 apresentações.

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No mesmo ano, em NY, um musical com suas canções, “Jacques Brel is alive and well and living in Paris”, se torna um grande sucesso na Broadway e coloca seu nome em voga novamente.

Mais artistas como Scott Walker e David Bowie, entre outros, decidem gravar suas composições com letras em inglês. Walker grava “Jackie’, a versão de “Jacky’, de Brel (incluída num episódio de “Absolute Fabulous”):

 

Depois dos anos dedicados ao cinema, Brel decide comprar um veleiro para viajar pelo mundo.

Ele volta assim que descobre que estava com câncer no pulmão, mas consegue se operar a tempo.

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Assim que se recupera, ele volta a viajar de veleiro e se apaixona pelas Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, onde decide viver.

Ele volta à França para gravar o seu último álbum, “Brel”, lançado após um hiato de dez anos sem gravar e que acaba vendendo mais de um milhão de cópias.

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Em 1978, sua saúde volta a se deteriorar e ele volta à Paris, onde vem a falecer de embolia pulmonar, tendo apenas 49 anos de idade.

 

Brel se tornou uma referência na música mundial, suas letras filosóficas (fortemente influenciadas pelo Existencialismo), de um lirismo impressionante, atraíram os mais diferentes intérpretes, de Dusty Springfield a Cindy Lauper, de Brenda Lee a Marc Almond; não teve quem não se rendeu ao seu talento.

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Em 2013, o próprio Almond narrou o documentário da BBC, “Behind the Brel”, um tributo à genialidade de Jacques Brel.

 

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TODAY’S SOUND: NICK CAVE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nick Cave é um dos músicos mais multimídia em atividade hoje em dia; além de cantor, ele também compõe, escreve romances, redige roteiros, atua, além de tocar instrumentos como o piano.

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Nick é australiano de nascença, cantando em corais da igreja, até perder seu pai aos 19 anos.

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Ele estudou pintura antes de se dedicar à música, participando da banda “The Boys next door”, formada com seus amigos Mick Harvey e Phil Calvert (que mais tarde formariam com ele o Birthday Party). Abaixo o cover que eles fizeram para “These boots are made for walking” (de Nancy Sinatra) em 1978:

Ele até chegou a morar no Brasil em uma determinada época, lembro de encontrá-lo em São Paulo em algumas ocasiões.

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A música de Nick Cave é cheia de referências literárias, é um misto de rock pós punk, blues, gospel, envoltas num clima dark com influências que vão de Scott Walker a Leonard Cohen, dos quais é fã confesso.

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O primeiro grupo musical que participou foi o Birthday Party, banda formada no início dos anos 80 e que terminou em 1983, influenciada pelo movimento punk.

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Eles chegaram a ter uma fama cult com músicas como “She’s hit”, gravada numa apresentação no famoso club Hacienda:

E também o vídeo para “Nick, the Stripper”, do álbum “Prayers on fire” de 1981:

Logo após, ele formou o Nick Cave & the Bad Seeds, composto por seu amigo Mick Harvey, além de Barry Adamson (do Magazine) e Blixa Bargeld (do Einsterzunde Neubaten).

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O primeiro álbum com os Bad Seeds foi “From her to eternity”, lançado em 1984, e super bem recebido por público e crítica. Um dos destaques do álbum é o cover de Elvis Presley, “In the ghetto’:

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Em seguida, eles lançam um álbum só de covers, “Kicking against the pricks”, no qual a canção ‘The Singer” solidifica sua posição como cantor, ficando em primeiro lugar na parada independente inglesa:

O próximo álbum é “Your funeral…my Trial” puxado pela canção título, na qual, além de cantar, Nick também toca o órgão Hammond:

Depois deste álbum Nick faz uma pausa de dois anos, no qual se dedica a outros projetos além da música, como sua participação com duas músicas na trilha do filme “Wings of Desire” (Asas do Desejo) de Win Wenders, além de uma cena dele com os Bad Seeds.

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Neste período, a carreira de Nick vem enfrentando problemas devido à dependência em heroína, hábito adquirido na década de 70, mas no final da década de 80 ele consegue deixar a droga e sua carreira volta a engrenar.

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Ele lança dois livros, além de atuar no filme “Ghosts…of the Civil dead”, para o qual também compõe uma música, além de lançar o álbum “Good Son” em 1990, somente de baladas e mais relax que os trabalhos anteriores. Um dos destaques deste álbum é “The Weeping Song”, dueto dele com Bargeld:

Seu próximo trabalho é um de seus melhores trabalhos, o álbum “The Boatman’s call”, lançado em 1997, um trabalho franco, direto, com influências jazzísticas, introspectivo, como mostra a canção que abre o disco, a linda “Into my arms”:

Durante os anos 90, ele participa do Lolapalooza, grava mais discos, entre eles ‘Murder Ballads”, seu álbum de maior sucesso comercial e que contém um dueto com Kylie Minogue, “Where the wild roses grown”:

No início da década de 00, ele volta a gravar com os Bad Seeds no álbum “No more shall we part”, quase todo instrumental.

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Ele grava mais discos, antes de formar um novo projeto, Grinderman, com alguns de seus colegas do Bad Seeds como Warren Ellis, Martyn Cassey e Jim Sclavunos.

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Com Ellis, ele vai compor várias trilhas de filmes como “The assassination of Jesse James”, “The Proposition” e “Lawless”, estes dois últimos também roteirizados por ele e elogiados pela crítica.

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Ainda com Ellis, ele continua fazendo pequenos shows pelo mundo a fora e também musicaram peças de teatro da Vesturport Theatre Company como “Woyzeck”, “The Metamorphosis” e “Faust”.

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Em 2011, Nick declarou em um show, o final da banda Bad Seeds, mas isto acabou não se confirmando, já que no início deste ano ele lançou “Push the sky away”, 15º álbum da banda e que ganhou uma linda edição limitada (foto abaixo), com livretos, making of do álbum, vinis e mais.

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Um dos vídeos do álbum é “Jubilee Street”:

Em sua vida afetiva, depois de muitos casos amorosos, Nick casou com a linda modelo Susie Bick (uma das modelos inglesas mais conhecidas da década de 90), teve filhos e ainda escreveu mais um ótimo livro chamado “The death of Bunny Munro”, já lançado no Brasil.

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Atualmente Nick e sua banda estão em excursão pelo mundo divulgando o último trabalho e não dão sinais de parar tão cedo.

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TODAY’S SOUND: SCOTT WALKER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana voltamos para a música, falando de alguns artistas que mesmo não sendo um estouro comercial, são famosos por sua música mais introspectiva e de qualidade inegável.

Hoje começaremos falando de um artista que estourou nos anos 60 e que se reinventou nos anos 00; ele é Scott Walker

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Scott nunca havia pensado em ser um cantor, apesar de gostar de música e performance, ele começou como um ator mirim no programa de Eddie Fisher (ex-marido de Debbie Reynolds e Elizabeth Taylor) nos anos 50.

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Não demorou muito para que ele fosse comercializado como um ídolo jovem, assinando como Scott Engel:

Ele acabou mudando seu estilo quando se interessou por jazz, pela geração beat, pelo cinema europeu e aprendendo a tocar baixo. Depois de participar de alguns grupos, ele se uniu a John Maus e ambos trocaram sua identidade passando a assinar como John Walker e Scott Walker, ficando conhecido como The Walker Brothers, em 1964.

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Inclusive Scott não era para ser o vocal principal da banda, isto acabou acontecendo por acaso.
The Walker Brothers lançaram várias músicas, mas nos EUA eles nunca chegaram a estourar, seu sucesso aconteceu mais na Inglaterra, onde chegaram ao primeiro lugar das paradas com músicas como “Make it easy on yourself” (de Burt Bacharach):

e “The Sun ain’t gonna shine anymore”

Seu sucesso na Inglaterra foi tanto que uma época eles tinham mais fãs que os Beatles.
Porém, em 1967, depois de diferenças artísticas entre Scott e John e uma queda nas vendas, eles resolvem se separar.

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Scott então lança três álbuns solos seguidos: “Scott”, “Scott 2” e “Scott 3”, mesmo assim Scott estava cada vez mais recluso e optando por uma linha mais dark em seus trabalhos. Ele até chegou a passar um tempo em um monastério onde estudou canto gregoriano e música clássica.

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Uma amiga sua que trabalhava na Playboy, o apresentou ao trabalho de Jacques Brel, o artista belga de canções mais lentas e profundas, da qual ele regravou “Mathilde”

E também “Jackie” (que mais tarde virou tema da irmã de Patsy em ‘Absolute Fabulous”):

Sua fama era tanta, que em 1969 ele chegou a ter um programa próprio na BBC chamado “Scott” onde cantava de tudo e havia uma tentativa em transformá-lo num cantor pop tradicional; imagens destes programas são raríssimas hoje em dia.

Em 1970, ele cantou o tema do filme “Sunflower” (Girassóis da Rússia), música esta que interpreta em um programa de TV abaixo:

Porém não era isso que Scott queria para sua carreira e lança o álbum “Scott 4”, apenas com composições próprias e assinando como Noel Scott Engel, o que contribuiu para o fracasso comercial do álbum.

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Neste período, Scott entrega-se ao alcoolismo e lança álbuns apenas por razões contratuais, uma fase considerada ‘negra” em sua carreira.

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Em 1975, The Walker Brothers se reúnem novamente e gravam três álbuns juntos, porém nenhum deles atinge uma boa vendagem, apesar de serem bem recebidos pela crítica.

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Depois de 1978, Scott entra em um novo período de obscuridade, sumindo da vida pública por algum tempo.

Nos anos 80, ele ressurge graças à um novo disco ‘Climate of hunter”, mas logo desaparece novamente e sua música começa a gerar novo interesse nas novas gerações com o lançamento de seus álbuns em CD e também por coletâneas reunindo seus sucessos do passado.

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Em 1995, ele lança um novo disco intitulado ‘Tilt”, onde experimenta composições próprias com influências de rock industrial e música clássica, acompanhado de orquestra e dos mais diferentes tipos de som.

Em 1998, ele faz a trilha do filme ‘Pola X”, dirigido por Léos Carax (diretor do recente “Holy Motors”).

Em 2006, depois de onze anos sem gravar, ele finalmente lança um disco pela gravadora inglesa 4AD intitulado “The Drift”, um trabalho bem diferente dos outros, com influências de música de vanguarda e Stockhausen e cuja música título podemos conferir abaixo:

No mesmo ano, é lançado o documentário “Scott Walker: 30 century man” produzido por David Bowie e incluindo depoimento de vários artistas influenciados por ele como Radiohead, Brian Eno, Jarvis Cocker, Sting, entre outros. Abaixo o trailer do filme:

Depois de tantos anos de obscuridade, Scott voltou com tudo: já se apresentou em 2008 com Drifting and Tilting: The Songs of Scott Walker  no Barbican em Londres, participou da música ‘Big Sleep” com o Bat for Lashes e no ano passado lançou um novo álbum de inéditas intitulado “Bish Bosh”.

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