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Tiki – Japa Girl



























































                
       
















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Posts Tagged ‘Tiki’

Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Verdadeiro símbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam até um “leigo” em botânica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho único de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico círculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.

 


Após ter estudado artes plásticas na École de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu ofício.

 

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!



 










Sem dúvida, desenvolveu uma paixão particular sobre o Mediterrâneo saindo fora das apresentações clássicas, encorajado pelo rápido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


 

 

 

De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Erudito, amante da estética dos Souks (feiras livres típicas), o pintor viajante, se sentiu atraído pelas tribos Berber e pela autenticidade das regiões do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e dá início ao que seria o grande feito de sua vida, um exótico jardim botânico que além de levar o sobrenome de sua família, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, são as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da Ásia, do leste da África, das Ilhas Canárias, da região da Mesopotânia e até da Califórnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

 

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, dá um contraste único a  impressão de quietude e contemplação.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)

 


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento único para misturar cores, foi o responsável pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur Jacques Majorelle.

Modéstia a parte, eu também tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: “O Bleu Majorelle é a cor do pescoço do pavão!”

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre  a fundação dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 espécies de pássaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela região no Norte da África.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.









Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisagístico sofreu grandes deteriorações , até que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé descubriram  esse oásis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes últimos proprietários do Jardim Majorelle e sobre a criação da fundação e museu, não percam!



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TODAY’S SOUND: MOVIMENTO TIKI E MÚSICA EXÓTICA POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Tiki é um movimento estético e cultural norte-americano que reverencia os elementos vindos da Polinésia, utilizando-os em restaurantes, bares, cocktails, decoração e a música que acompanha isto chama-se Exotica.

Tiki na verdade é um deus da Polinésia, representado em esculturas de pedra e madeira, como na foto abaixo:
Tudo começou em 1934 quando abre nos EUA (mais precisamente em Hollywood) o restaurante Don, the Beachcomber, que utiliza a temática polinésia na decoração do ambiente como tochas, toalhas de mesas e flores coloridas, móveis de palha; tudo isto acompanhado de deliciosos cocktails a base de rum e frutas (que originaram o Mai-tai). Outro elemento importante desta cultura são as tiki-mugs (canecas), onde os drinks são servidos.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, muitos soldados americanos tiveram contato com a cultura das ilhas do Pacífico Sul, logo estes trouxeram esta idéia de ilhas exóticas, coqueiros, praias exuberantes e toda sua sensualidade, para a cultura norte-americana.
O Tiki começa a aparecer com força total também devido ao crescimento da classe média, que acaba viajando ao Havaí (que recentemente havia tornado-se o mais novo Estado americano em 1959) e fica influenciada por este estilo de vida tropical, com luais a beira mar, dançarinas de hula-hula, drinks exóticos e quer trazer um pouco desta experiência para os seus lares.
Novos bares e restaurantes tikis são abertos nos EUA, o movimento vai assumindo ares kitsch tem seu ápice no final dos anos 50 e início dos 60. A série de TV “Gilligan’s Island” (exibida entre 1964-67) também era uma boa referência, pois incorporava elementos do tiki em seus cenários, já que a ação transcorria-se em uma ilha.
Na música, o Tiki foi incorporado ao jazz e misturado com ritmos da Polinésia, asiáticos e latinos, além de ritmos afro-cubanos, trilhas de filmes hollywoodianos e muito instrumental formando um gênero conhecido como Exotica, sempre com forte influência tropical. Dentre os artistas que mais se destacaram como propagadores destes ritmos estão Les Baxter, Arthur Lyman e Martin Denny, que falaremos aqui no site durante esta semana.
Na metade dos anos 90, o movimento Tiki teve um forte revival, livros (como Book of Tiki da Taschen) e compilações em CDs (como Mondo Exotica) foram lançados tornando o movimento tiki algo novamente cool.
Recentemente foi lançado o documentário “Tikimentary”, dirigido por Duda Leite e que conta um pouco da história do tiki e seus atuais seguidores. O movimento tiki continua bem vivo em lugares como Fort Lauderdale, na Flórida (Hukilau), San Diego (Tiki Oasis), Lake George, NY (Ohana Luau at the Lake) onde ocorre anualmente encontro de “tikéfilos” que se reúnem para ouvir música exótica e tomar drinks tiki.
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Império Tropical

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Palácio de palha

Pequena praia

De pedras perdidas

Palmeiras de puras plumas

Pássaros piam partituras

Poucos panos provocantes

Personificam pele de pantera

Palco paradisíaco

Pulseira de pérolas perfeitas

Peixes peregrinam

Paixões prometem

Perfumes de plantas

Permitem purificação

Peço paz e proteção

Num país de política podre

Propósitos parasitas

Promessas impossíveis

No Império tropical

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