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Today’s Sound: Rainha Má e Bruxa Malévola por Arthur Mendes Rocha

Hoje falaremos de duas das vilãs máximas dos desenhos animados, duas personagens ardilosas, maquiavélicas, mas cheias de charme, sedução e muito estilo: Rainha Má de Branca de Neve e Malévola de A Bela Adormecida.


Nos anos 30, mais precisamente em 1937, a Disney lançou o seu primeiro longa de animação “Branca de Neve e os Sete Anões”, o filme era todo feito nas técnicas antigas de animação, com ilustrações feitas quadro a quadro, de uma beleza abusrda se comparamos com o CGI de hoje em dia. O filme chegou a recebeu um Oscar especial por seu feito.

A personagem que mais chamava a atenção era uma Rainha que era linda, mas que morria de ciúmes de sua enteada, Branca de Neve. Além de maltratá-la, a Rainha tinha um espelho mágico no qual se olhava todo dia e perguntava quem era a mais bonita. Até o dia em que o espelho lhe fala que a mais bonita era Branca de Neve e não ela.

A Rainha ou Evil Queen manda matar Branca de Neve, depois se transforma através de feitiçaria em uma bruxa, velha e feia que vai levar a maçã envenenada que Branca vai morder.

A Rainha é impecável no se visual: com seu lindo manto preto e púrpura com a gola levantada, batom bem vermelho, pele bem branca, chique e muito má. Ela vive em um belo castelo e possui um pequeno esconderijo onde bola suas feitiçarias.

Seu nome original é Rainha Grimhilde e foi criada pelos Irmãos Grimm, na versão americana era dublada por Lucille La Verne e na versão brasileira por Lourdes Mayer e Estelita Bell.

A personagem é tão conhecida que virou atração nos parques da Disney e está mais pop do que nunca.

Recentemente Olivia Wilde (atriz de “House” e ‘Tron Legacy”) encarnou ela em um anúncio da Disney:

E no ano que vem estréiam dois filmes em que ela é a protagonista: ‘Snow White & the Huntsman” com Charlize Theron como a Rainha:

E também um outro filme, ainda sem título, com Julia Roberts no papel da Rainha Má e sob a direção de Tarsem Singh (de “A Cela” e “Os Imortais”), que promete um incrível visual com figurinos de Eiko Ishioka (de ‘Drácula’ de Coppola):

A outra vilã é a incrível Malévola, a bruxa má e diabólica do desenho animado “A Bela Adormecida”, de 1959, o primeiro desenho a utilizar todos os recursos do wide-screen, a tela mais fina e larga e filmado em 70mm.

A história trata de uma maldição jogada pela bruxa Malévola à filha do rei, que ao completar 16 anos, espetaria o dedo em uma roca e cai em um sono eterno. O único jeito de quebrar o feitiço é através de um beijo apaixonado do príncipe Felipe. Mas para isso, ele tem que enfrentar o terrível dragão no qual Malévola se transforma.

O conto de fadas no qual o desenho é baseado foi criado por Charles Perrault e no filme Malévola é dublada por Eleanor Audley (na versão americana) e Heloísa Helena (na versão nacional).

Malévola tem um ótimo senso fashion: mantô preto justo e longo, acessório de cabeça que lembra chifres, unhas e batom vermelhos e impecáveis, maquiagem de olho com sobra roxa e pele meio esverdeada (afinal ela é uma bruxa).

Malévola tem como companheiro inseparável um corvo e ogros como cúmplices de suas maldades, é poderosa, sempre cercada de nuvens e tempestades, e ai de quem ouse enfrentá-la, vale a pena ver as cenas deletadas dela no desenho da Disney:

Boatos em sites e jornais americanos relatam que Angelina Jolie poderá fazer o papel de Malévola (ou Maleficent em inglês) em uma versão para o cinema sob a direção de Tim Burton, mas ainda não foi confirmada esta informação.


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Today’s Sound: Catwoman por Arthur Mendes Rocha

Ela é das vilãs mais sedutoras que já surgiu: linda, sexy, manipuladora, ela consegue tudo o que quer com seu charme felino, ela é a Catwoman, a Mulher-gato, a nossa vilã de hoje.

A catwoman surgiu nos gibis de Batman, como sua inimiga, foi uma personagem criada por Bill Finger e Bob Kane em 1940 para dar uma apimentada na vida sexual do herói e angariar mais leitoras femininas.

Reza a lenda que a personagem foi baseada na prima de Kane, Ruth Steel, bem como nas atrizes Jean Harlow e Heddy Lamar, duas deusas do glamour hollywoodiano nos anos 30-40.

Seu alter ego chama-se Selina Kyle, também conhecida como The Cat, é uma vilã que comete alguns furtos e tem uma relação de amor e ódio com o Batman, mas não faz atrocidades como os demais vilões.

Nas várias versões dos gibis, ela já perdeu a memória, já foi aeromoça, sofreu abusos de um ex-marido, tentou roubar as jóias que pertenciam a ela se escondendo e que esta experiência a inspirou em vestir-se de gato e entrar escondida nos lugares.


Nos anos 60, com o seriado de TV, a Mulher-gato vira o símbolo da femme fatale, da mulher glamurosa, que alimenta uma paixão recolhida por Batman e é capaz de tudo para capturar o herói.

O papel era vivido pela Catwoman definitiva: a atriz Julie Newmar, que participou de 12 episódios da série e ajudou na criação do visual que a consagraria: o catsuit preto justo de lurex, corrente e cinto dourado, máscara e orelhas de gato.

Quando Newmar recebeu o convite para viver a Catwoman no seriado, ela nunca havia ouvido falar da personagem, foi o seu irmão (que estava com ela naquele momento) que a convenceu de aceitar o papel afirmando que Batman era o seriado que todos seus amigos assistiam.

Newmar como a Catwoman conseguiu a glória e a admiração de toda uma legião de fãs que muitas vezes torcia para que ela se desse bem e não fosse castigada no final. Cada aparição dela tinha ao fundo uma música sexy, onde ela sempre tenta seduzir o herói.

O seriado foi um sucesso absurdo nos anos 60, era divertido, camp, exagerado, mas a linguagem era bem pop. Lembro de um episódio em especial onde Batman está completamente gamado por ela e no final, durante uma perseguição, ela se joga de uma escada, foi tão triste e romântico ao mesmo tempo.







Outra atriz que também arrasou como mulher-gato nesta época foi Eartha Kitt, ela substituiu Newmar nos dois últimos dois episódios, sendo que Eartha foi a primeira catwoman negra e também cantava; sua voz, a entonação davam a impressão que ela iria miar a qualquer momento:











No primeiro longa-metragem baseado na série, a catwoman foi vivida pela atriz Lee Meriwether, já que Julie Newmar havia assumido outros compromissos.






No final dos anos 80, Frank Miller dá outra cara à mulher-gato: ela era uma prostituta que era explorada por seu cafetão e ao testemunhar seus crimes, resolve aprender defesa pessoal com um mestre de artes marciais.










No filme “Batman returns” de Tim Burton, a Catwoman renasceu com força total nos anos 90 e foi vivida por Michelle Pfeiffer, que se saiu muito bem no papel de Selina e com seu visual de roupa preta de PVC, costurada como retalhos, o visual ficou bem bacana.

A catwoman nunca escondeu sua paixão por Batman, nas várias encarnações da personagem, seja nos inúmeros gibis, desenhos para a TV, games, ela é alguém atormentada por um passado negro, mas ela não chega a querer matar o herói e sim atormentá-lo com seus jogos de poder e sedução.


Em 2004, houve uma tentativa de um filme especial dela, com Halle Berry no papel principal, mas o filme foi um verdadeiro desastre, e Berry não segurou o papel de Catwoman, além do roteiro e direção serem péssimos.

A personagem volta com toda sua glória no ano que vem no esperadíssimo “The Dark Knight Rises”, o terceiro e último filme da trilogia de Christopher Nolan e será vivida pela atriz Anne Hathaway, que pelas fotos divulgadas, promete ser uma Catwoman surpreendente.

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Today’s Sound: “TOUCH OF EVIL” – HOMENAGEM AOS VILÕES DO CINEMA por Arthur Mendes Rocha

A revista de domingo do New York Times publicou em sua última edição um tributo aos vilões do cinema com pequenos filmes onde cada ator/atriz homenageia algum vilão famoso.

Os filmes são bem curtos e em um total de 13, destacando os atores e atrizes que mais se destacaram em 2011 com performances inesquecíveis, veja os filminhos completos abaixo:

http://www.nytimes.com/interactive/2011/12/06/magazine/13villains.html

Os vilões sempre são a alma de muitos filmes, séries ou novelas e às vezes até acabamos torcendo por eles, quando os mocinho(a)s ficam previsíveis e tediosos.

Assim temos Brad Pitt como o Madman, uma mistura de “Eraserhead” de David Lynch, com Peter Lorre (o M do filme de Fritz Lang) e uma dose de Kramer (do Seinfeld, que na verdade não era um vilão) e que inclusive foi a capa da revista. Brad teve duas ótimas atuações no ano: em “A árvore da vida” e no inédito “Moneyball”.

Mia Wasikowska (a Alice de Tim Burton) estrelou dois ótimos filmes no ano “Jane Eyre” e “Restless” (de Gus Van Sant) e no vídeo ela é a “Home Wrecker”(destruidora de lares), em um look loira hitchcokiana anos 50, com machado na mão e quebrando espelhos.

Mia Wasikowska


Rooney Mara, que vem aí como a “Girl with the dragon tatoo” (baseado no bestseller “O homem que odiava as mulheres”) faz às vezes de Alex, o antiherói de “Laranja Mecânica”, com figurino branco, suspensórios e cílios postiços em um dos olhos.

Rooney Mara



Como não podia deixar de ser, Gary Oldman faz um dos papéis mais assustadores (afinal ela já foi o Drácula no filme de Coppola) como o “Menacing Dummy”, que são aqueles bonecos de ventríloquo que sempre parecem prontos a nos atacar.

Gary Oldman


Kirsten Dunst teve um dos melhores papéis femininos do ano como a protagonista de “Melancolia”de Lars Von Trier e no vídeo ela faz a “Siren”, uma daquelas femme fatales de filme noir:

Kirsten Dunst

George Clooney está quase irreconhecível como ‘The Tyrant”, um capitão de navio ao estilo do Capitão Bligh, famoso pelo filme “O grande motim”.


George Clooney


Glenn Close, que deve concorrer ao Oscar com sua performance em “Albert Nobbs”, homenageia as vamps do cinema, especialmente Theda Bara, que ela considera a primeira gótica e uma mistura de perigo e maldade.

Glenn Close

Um dos filminhos mais legais é o de Viola Davis (que vem aí no hit “The Help”) homenageando a enfermeira Ratched ( de ‘O Estranho no Ninho”) e com muitas joaninhas como coadjuvantes.

Viola Davis

Uma estrela que aconteceu mesmo este ano foi Jessica Chastain, que até então era uma desconhecida antes de estrelar este ano em “A árvore da vida”, “The Help” e “Take Shelter”. Linda, ruiva e ótima atriz, ela faz a “Fire Starter” (incendiária):

Jessica Chastain


Outro ator que teve este como um de seus melhores anos foi Ryan Gosling, destacando-se nos filmes “The Drive”, “Crazy Stupid Love” e “Ides of March”. No filminho ele é o “Homem Invisível”, que já protagonizou filmes e até um seriado de TV.

Ryan Gosling

Também presentes na homenagem estão Michael Shannon (de “Boardwalk Empire” e “Take Shelter”) como o Tycoon (vilão de “Wall Street”), Jean Dujardin (que vem aí em “The Artist”) como um lutador de boxe e Adepero Oduye (destaque no filme “Pariah”) como Bonnie de “Bonnie & Clyde”.

Os vídeos foram dirigidos por Alex Prager, que fez um ótimo trabalho misturando referências noir, suspense, terror, com doses de surrealismo.

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