Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!

                
       





















bloglovin



CURRENT MOON

Posts Tagged ‘tim burton’

TODAY’S SOUND: ALIEN SEX FIEND POR ARTHUR MENDES ROCHA

Alien Sex Fiend é a banda formada por Nick Fiend nos vocais e Ms. Fiend na bateria eletrônica e sintetizadores, com mais de 30 anos de estrada, eles inovaram a cena gótica-dark-industrial-eletrônica, fazendo um som que ninguém fazia na época.

alien---foto-1


alien---foto-2

O Alien Sex Fiend formou-se em 1982, no Norte de Londres, baseado nas experimentações sonoras da dupla e ousando nos vocais maníacos de Nick Wade (que passou a assinar como Nick Fiend), nos sintetizadores e baterias eletrônicas de Christine (a futura Ms. Fiend) e mexendo com a cena musical em clubs como o icônico Batcave (do qual já falamos aqui).

alien---nick-e-christine

O single de estreia foi ‘Ignore the machine’, lançado em 1983, já com influências de filmes de terror e potente batidas eletrônicas, sob a produção de Youth (do Killing Joke):

O álbum ‘Who’s been sleeping on my brain” foi lançado logo em seguida, com os demais integrantes da banda, o guitarrista Yaxi Highrizer e o baterista Johnny ‘Ha Ha’ Freshwater.

alien---foto-3

Foi um ótimo debut para uma banda que chamava ainda mais atenção com os visuais psicóticos de Nick, sempre bem maquiado, com a cara pintada de branco, olheiras pretas, e variando seus looks, podendo ter a cara coberta de sangue, com cartolas, dentes de vampiros, além de modelos cavernosos, diretamente saídos de um pesadelo.

ALIEN---NICK-3


alien---nick

Em 1984, eles conseguem emplacar alguns hits na parada independente como “R.I.P.’;

 

E no mesmo ano lançam o álbum “Acid Bath”, considerado um de seus melhores trabalhos a começar pela icônica capa (que ficou ainda mais famosa depois que Tim Burton vestiu um dos personagens de “Mars Attacks” com ela)

alien_sex_fiend___acid_bath

Dois dos singles que o álbum originou foi ‘E.S.T.(Trip to the moon)” e “Dead & Burried”:

Com este álbum, o ASF ficou muito famoso especialmente no Japão, tendo lançado no ano seguinte o álbum ao vivo, “Liquid Head in Tokio”.

alien---liquid-head

Imagine um som que envolva psicodelia, filmes B, distorções, vocais fantasmagóricos, além do uso de muitos samples e loops, tudo isso é o som que o Alien Sex Fiend faz e que possui muitas classificações, entre elas death metal, techno-goth, industrial e mais.

alien---nick-2

Em 1985, eles lançam seu terceiro álbum de estúdio, ‘Maximum Security’, desta vez sem o baterista Johnny, que separou-se da banda.

Alien+Sex+Fiend+-+Maximum+Security+-+Autographed+-+LP+RECORD-368398

Entre os destaques do álbum estava ‘I’m doing time in a maximum security twilight home”, mostrando a banda ainda mais experimental e utilizando ainda mais efeitos sonoros:

1986 marca o ano que o ASF abre a turnê ‘Nightmare Returns’ de Alice Cooper e lançam ‘It-the álbum” que incluía “Smells like…”:

A capa foi criada pelo próprio Nick, que desde então, também passou a se dedicar à criação artística, pintando, fazendo colagens, experimentando diferentes cores e texturas, chegando a exibir seus trabalhos em várias galerias.

alien---it

As apresentações ao vivo do ASF são insanas, com uma espécie de cabaré liderado pelo mestre de cerimônias Nick, com bonecos e cenários mirabolantes, conquistando fãs que iam de Iggy Pop a David Bowie.

alien---terror

No ano seguinte, eles gravam seu último disco enquanto trio, “Here Cum Germs”, pois Highrizer deixa a banda.

alien-sex-fiend_foto-4

Agora como uma dupla, o Fiend continua lançando vários discos, seja em estúdio ou ao vivo.

alien---foto-5

No programa Beavis & Butthead, um dos vídeos favoritos da dupla era “Now I’m feeling zombfied”, que eles mantinham em alta rotação:

Com a chegada da década de 90, o ASF se rende aos novos tempos, lançando CD-Rom da trilha sonora do game “Inferno – the Odyssey continues”.

alien---foto-6

Além de produzirem o fanzine ‘Fiendzine” ou “Alien World News” que hoje em dia viraram ítem de colecionador.

alien---discography

Com o final da década de 90 se aproximando, o ASF, com a adição de um novo guitarrista, Rat Fink Jr., eles ficam cada vez mais influenciados pela eletrônica e pelo trance, lançando “Nocturnal Emissions” em 1997.

Este é o primeiro lançamento de seu selo próprio, o 13th Moon.

alien---foto-7

Os anos 00 mostram a banda continuando suas experimentações sonoras, ainda mais instigantes e explorando novos territórios, mostrando que a banda continua na ativa.

alien---foto-8

Seu último lançamento foi ‘Death Trip’, lançado em 2010 e eles ainda prometem um disco de remixes que possivelmente se chamará “Death Trip 2”.

alien---death-trip

No ano passado, eles fizeram um super show na Castle Party, na Polônia, que levou os seus fiéis admiradores a verem que o Alien Sex Fiend continua com toda a energia que os tornaram ícones do rock alternativo.

   Comentário RSS   
 

TODAY’S SOUND: PLAN 9 FROM OUTER SPACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Aproveitando que hoje é Halloween, falaremos de um clássico do cinema trash que entrou para a história do cinema como o “pior filme de todos os tempos”: “Plan 9 from Outer Space”.

Ed Wood dirigiu este híbrido de ficção-científica e terror, estrelando Bela Lugosi, Vampira (Maila Nurmi) e Tor Johnson, entre outros e o filme foi rodado em poucas semanas e com um orçamento bem reduzido (como todo o trash que se preza).

plan-9---elenco

Só com a direção e este elenco, o filme já mereceria seu lugar na história de Hollywood, já que Wood conseguiu “inserir” a participação de Lugosi através de cenas filmadas antes da morte do mesmo.

bela-lugosi

Claro que isto visava aproveitar a figura de Lugosi como chamariz de bilheteria, ainda mais com ele fazendo alusões ao seu icônico personagem Drácula.

ed-e-bela-2

Na verdade, a idéia inicial de Wood era fazer o filme “Tomb of the vampire” (ou “The Ghoul goes west”), por isto as cenas de Lugosi acabaram ficando “perdidas’ no filme.

plan-9---foto-1

A participação de Lugosi acabou sendo uma espécie de homenagem de Wood à figura de Lugosi, um ator eternamente associado ao mito que criou nos filmes da Universal e que enfrentava problemas com seu vício em morfina.

ed-and-bella

Os dois conviveram muito nos três últimos anos de vida do ator (ele faleceu em 1956) e isto foi tema do filme “Ed Wood” de Tim Burton, estrelado por Johnny Depp (como Wood) e Martin Balsam, que arrebatou o Oscar de melhor ator coadjuvante, vivendo Lugosi.

ed-wood-film

Após a morte de Lugosi, Wood aprontou o roteiro de “Grave robbers from outer space”, em 1956, lançando-o no ano seguinte, mas o distribuidor só o lançou ao grande público em 1959 e com o título de “Plan 9 from Outer Space”. A troca do título foi imposto pela Igreja Batista, que era um dos financiadores do filme.

plan-9---foto-3

plan-9---foto-2

Outro detalhe foi que Wood acabou substituindo Lugosi (que já havia falecido) pelo seu quiropata, Tom Mason (em participação não creditada) que, em muitas das cenas, usa a capa tapando o seu rosto para que o público não perceba que não se trata mais de Lugosi.

plan-9---bela-2

Ed Wood também era uma figura peculiar do cinema, conseguia realizar seus projetos, acreditava em suas ideias com fervor, além de dirigir, produzir e escrever suas produções; ele também gostava de andar travestido (ou usando seu pulôver de fedora como na foto abaixo) e fez outro clássico trash “Glen or Glenda”.

ed-wood

A estória fala de extraterrestres que pretendem impedir os humanos de construir uma arma que destruiria o universo e por isso lançam o ‘Plan 9” para ressuscitar os mortos e impedir estes acontecimentos, instaurando um caos generalizado e dominando a terra.

plan-9---poster-3

plan-9---poster-2

plan-9---poster-1

Wood já enfocava os zombies, muito antes destes virarem figurinhas fáceis em filmes e séries de TV.

plan-9---zombies

Revendo o filme hoje, ele não deixa de ser divertido, ousado para a época, mas ao mesmo tempo, cheio de erros de continuidade e edição.

plan-9---foto-4

Para se ter uma idéia, eis algumas “falhas” do filme: as cenas filmadas em estúdio diferem muito das rodadas em locações e deveriam fazer parte da mesma cena; em uma das cenas, é possível ver a sombra de um microfone, coisa que não era perceptível quando o filme foi lançado no cinema; alguns diálogos não fazem o menor sentido, como o texto inicial onde o narrador fala de fatos que irão acontecer no futuro, mas que na verdade já aconteceram no passado; as lápides do cemitério foram feitas de borracha e podemos perceber que estas se mexem.

plan-9---foto-5

A produção era bem simples, os efeitos mal feitos, como os discos voadores que tremem ao voar, os cenários pobres que são preenchidos com cortinas e muita fumaça.

Abaixo um vídeo com algumas destas falhas:

Mas todas estas falhas acabam contribuindo para o charme e a aura cult que o filme foi adquirindo com o passar dos anos.

Outros criticados foram Vampira e Tor Johnson, pelos seus desempenhos fracos, especialmente Tor que mantém a mesma expressão no filme inteiro. Mas afinal, eles eram amigos de Wood e suas participações são fundamentais para o filme.

plan-9---vampira-e-tor

 Vampira, persona criada pela atriz Maila Nurmi, foi a primeira host de programas de horror transmitidos pela TV.

plan-9---vampira1

Maila começou a chamar atenção ao estrelar uma peça na Broadway intitulada “Spook Scandals”, um show apresentado à meia noite onde ela já ensaiava seus passos como musa do terror.

plan-9---vampira-2


vampira-3

Sobrevivendo como pin up durante os anos 50, ela fez uma aparição vestida de Morticia Adams e foi convidada por um produtor de TV para apresentar o programa The Vampira Show, que durou de 1954 a 1955, criando assim a personagem Vampira.

vampira-4

 Mas foi com “Plan 9” que Vampira tornou-se uma referência pop, ao sair de uma floresta com as mãos para a frente. Abaixo algumas cenas dela no filme:

 No filme “Ed Wood”, ela foi vivida por Lisa Marie, a então mulher de Tim Burton. Maila veio a falecer em 2008, aos 85 anos de idade.

ed-wood-e-gang

Independente de todas as críticas, “Plan 9 from Outer Space” é considerado a obra-prima de Ed Wood, um filme que ele fez de tudo para que se tornasse realidade e que  mais diverte que assusta; graças às suas reprises na TV americana ou em sessões da meia noite transformou-se numa referência fundamental para o cinema trash e de baixo orçamento, conquistando as mais diferentes gerações.

plan-9---foto-6

   Comentário RSS   
 

TODAY’S SOUND: RAY HARRYHAUSEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana, apesar de pouco divulgado, o cinema perdeu um de seus grandes mestres; ele não era diretor, nem ator, mas seu papel é de fundamental importância no cinema moderno, seu nome, Ray Harryhausen.

Ray-Harryhausen.foto-1

Ray era o mago dos efeitos especiais, o mestre da animação com bonecos, mais conhecida como stop-motion.

Sem ele, não existiria Spielberg, George Lucas, Peter Jackson, James Cameron, Guilhermo Del Toro e muitos dos cineastas que nos fazem sonhar e penetrar em mundos tão fantásticos e cheios de imaginação. Todos eles falam sobre o mestre no documentário de 2011 ‘Ray Harryhausen, Special Effects Titan.

ray-harryhausen-doc

Vi uma exposição em Londres, em 1990, que apresentava várias das pequenas maquetes e das criaturas incríveis criadas por Harryhausen e elas nunca mais saíram da minha mente.

Eu havia conhecido Harryhausen, vendo muitos dos seus filmes nas sessões da Tarde nos anos 70 e 80, em filmes como “Jasão e os Argonautas”, “A Viagem de Simbad”, entre outros.

Abaixo ele conversa sobre as criaturas que criou para “Fúria de Titãs”, a versão original:

Todos eles haviam me impressionado especialmente por seus efeitos especiais, algo novo para a época, já que não havia efeitos computadorizados e tudo era feito da maneira antiga, filmando cada bonequinho cena a cena, movimento a movimento, quadro a quadro.

Um trabalho desta perfeição era complicado na época e Harryhausen se sobressaia com seu olhar, suas criaturas tinham uma personalidade própria.

Ray-Harryhausen-foto-2

Harryhausen iniciou sua carreira fazendo pequenos filmes sobre famosas fábulas como “Chapéuzinho Vermelho”, “João e Maria”, “Rapunzel”, “O rei de Midas”, entre outras.

Nesta época, ele ainda não havia feito o que o tornaria famoso, que são os monstros ou criaturas de filmes de fantasia como o ciclope de Sinbad:

Harryhausen decidiu-se pela profissão ao assistir á primeira versão de “King Kong”, cujos efeitos realizados por Willis O’brien o impressionaram bastante.

Ele se oferece para trabalhar com O’brien que o inclui para fazer as animações do filme “Mighty Joe Young”, filme este que deu o Oscar a O’brien de melhores efeitos especiais em 1947.

Seu grande desejo era fazer filmes de ficção científica e isso aconteceu com “The beast of 20.000 Fathoms”, baseado numa estória escrita por seu grande amigo Ray Bradbury, lançado com grande sucesso de bilheteria em 1953.

ray_harryhausen_beast-of-20

Harryhausen foi um dos grandes inovadores da animação na época, seus filmes tinham um toque realista, já que ele conseguia misturar com perfeição os modelos de stop-motion com as ações reais, filmadas com atores de verdade.

ray-harryhausen-foto-3

Seu papel era quase como o do diretor do filme, pois tudo ele participava: roteiro, direção de arte, storyboard, design de produção.

Com o produtor Charles H. Schneer, ele fez os filmes “It came from beneath the sea” (1955), “Earth Vs. Flying Saucers” (1956), todos grandes sucessos de público.

Esta cena acima foi recriada por Tim Burton no filme ‘Mars Attack’ e o cineasta declarou que é uma homenagem ao gênio de Harryhausen.

Quando filmou em cores pela primeira vez, com “The 7th Voyage of Sinbad” , em 1958, Schneer cunhou o termo “Dynamation” ou “Dynarama”, que se tornaria sua marca registrada.

ray-harryhasen---foto-7

A cena mais impressionante feita por Harryhausen foi a luta dos sete esqueletos em “Jasão e os Argonautas” (1963), cena que mostramos abaixo e que marcou a história do cinema para sempre:

Esta cena jamais foi igualada, mesmo com os efeitos modernos de hoje em dia, e consumiu quatro meses para ser realizada.

ray-harryhausen---foto-5-ja

Outra cena de Jasão nos mostra a estátua do deus Talos criando vida:

Ao entregar um Oscar especial para Harryhausen, Tom Hanks declarou que muitas pessoas consideram Cidadão Kane e Casablanca como os melhores filmes já produzidos, mas ele considerava Jasão.

ray-harryhausen-foto-6

Em meados dos anos 60, Harryhausen foi contratado pela Hammer e trabalhou em dois filmes com animais pré-históricos: “One million years B.C.” (famoso pela presença de Raquel Welch vestindo um biquíni de pele de animal) e ‘Valley of the Gwangi” (1969).

Nos anos 70, ele faz mais dois filmes de Sinbad: “The Golden Voyage of Sinbad” (1973) e “Sinbad and the eye of the tiger” (1977). Abaixo a famosa dança da deusa Kali (na verdade Siva) no primeiro filme:

Nos anos 80, ele realiza sua última contribuição nos efeitos especiais para o cinema com ‘Clash of the Titans”(Fúria de Titãs), lançado em 1981, com grande elenco que incluía Laurence Olivier e Maggie Smith, entre outros. O filme teve uma refilmagem recentemente, mas os efeitos do primeiro filme, apesar da tecnologia ainda escassa, dá de dez na nova versão.

Em 2010, o BAFTA (o Oscar Inglês) fez uma homenagem a Harryhausen dando-lhe um prêmio especial por ocasião do seu 90º aniversário.

ray-harryhausen-foto-4

No seu obituário, George Lucas declarou: “Sem Harryhausen, provavelmente nem haveria existido “Star Wars”.
Terry Gilian disse que enquanto os novos técnicos em efeitos especiais fazem tudo digitalmente, Harryhausen faziam tudo com suas digitais.

ray-harryhausen---foto-8

Isto só vem nos mostrar que, em se tratando de efeitos especiais, monstros e criaturas incríveis, ninguém bate o mestre Harryhausen.

   Comentário RSS