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Tina Chow – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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Posts Tagged ‘Tina Chow’

TODAY’S SOUND: TINA CHOW POR ARTHUR MENDES ROCHA

Tina Chow foi uma trend-setter, uma mulher que tudo que usava virava moda, tinha a admiração por onde circulava, seja Londres-Paris-NY-Los Angeles-Tóquio; com seu tipo oriental, cabelos curtíssimos, pele alva, além de desenhar joias que viraram objetos de desejo.

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Tina nasceu em Ohio, seu nome verdadeiro era Bettina Lutz, seu pai era americano e a mãe japonesa, daí a mistura de raças que ajudou, e muito, no seu tipo físico único.

Seus pais tinham uma loja especializada em bambus, chamada Bamboo Store e esta paixão por estes materiais influenciarão nos designs de Tina anos depois.

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Quando seus pais mudam para o Japão, ela começa a frequentar a Universidade de Sofia, junto com sua irmã Adele Lutz (que viria se tornar a esposa de David Byrne) e lá as duas são descobertas por um agente de modelos e logo, ela faz campanhas para a Shiseido.

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Em 1970, ela é descoberta por Antonio Lopez (olha ele aí novamente), que se impressiona com seu visual e vira uma de suas musas, fotografando-a constantemente.

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No início dos 70, ela conhece Michael Chow, o poderoso dono dos restaurantes Mr. Chow e casa-se com ele em 1972, mudando-se para NY.

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Seu estilo especial de se vestir, misturando peças masculinas e femininas, peças caras com mais baratas, seu tipo andrógino, os cabelos curtíssimos, tudo isto contribui para Tina virar uma sensação no mundo fashion, fotografando com Helmut Newton, Cecil Beaton, Arthur Elgort, entre outros.

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Não demorou muito para ela chamar a atenção de Andy Warhol, que a pintou, além de modelar para Karl Lagerfeld, Yves Saint Laurent, Manolo Blahnik (que inclusive é padrinho de sua filha), Armani, Miyake, entre outros.

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Lagerfeld a cita como a criadora do ‘Minimal Chic”, pelo seu estilo simples e elegante ao mesmo tempo, ela era fervorosa admiradora de moda, colecionando modelos vintage de Balenciaga, Poiret, Chanel e Fortuny Haute Couture (peças essas que fora leiloadas pela Christie’s, após sua morte).

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Tina começa a servir de hostess para os restaurantes do marido, circulando entre NY, Londres, Paris, Tóquio, Los Angeles, e atraindo celebridades, o mundo das artes plásticas, tudo convergia em torno da magnética figura de Tina.

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Além disso, o casal chama a atenção pelo estilo de suas residências, com coleções de móveis e objetos art deco e um bom gosto que atrai revistas de moda e decoração que procuram registrar tudo em seus exemplares.

Seu casamento lhe dá dois filhos: China, hoje atriz, e Maxmillian.

No início dos anos 80, Tina começa a se dedicar ao design de jóias, atividade que desempenha muito bem, realizando uma bela pesquisa de materiais tais como cristais, cujo aprendizado no manuseio destas, ela havia aprendido no Japão.

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As coleções de joias de Tina são vendidas na Bergdorf Goodman, além de fazerem parte do desfile de uma das coleções da Calvin Klein.

Porém o casamento de Tina não vai bem e em 1987, eles se separam, tendo brigas no momento de dividirem os bens.

Nos anos 80, o estilo de Tina é cada vez mais celebrado, sejam em revistas como Vogue, que a considera um dos símbolos da década, bem como a Vanity Fair, que a denomina uma das mais bem-vestidas do mundo.

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Tina era amiga de Warhol, Bianca Jagger, Basquiat, Keith Harring, de todas as celebridades da época, tinha livre entrada nos mais diferentes meios sociais.

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Após a separação, ela se envolve rapidamente com o ator Richard Gere, que lhe apresentou aos ensinamentos do Dalai Lama e resolve optar por uma vida mais simples, se mudando para a Califórnia.

No final da década de 80, Tina começa a demonstrar sinais de fraqueza e se torna público que ela era HIV positiva.

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Ela, que já havia perdido vários amigos com a doença, se torna um dos símbolos do combate a Aids, fazendo doações e contribuindo de todas as maneiras possíveis.

Além de um ícone de elegância e estilo, Tina era uma talentosa designer, suas jóias e acessórios eram um sucesso, misturando estilos do Oriente com elementos pop; ela também havia começado a desenhar móveis e a esculpir, pena que a doença não deixou que ela produzisse mais.

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Tina veio a falecer em 1992, aos 41 anos, de complicações causadas pela Aids; o mundo perdia mais uma figura especial para esta doença fatal.

Mas, mesmo após sua morte, homenagens continuaram a serem feitas, ela foi a capa da revista New York, que publicou sua foto com a legenda: “Lost Angel”.

tina capa new york

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TODAY’S SOUND: AREA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Acaba de ser lançado nos EUA um curioso livro que nos mostra mais detalhes do que foi um dos grandes clubs nova-iorquinos da década de 80: o Area.

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O livro foi lançado agora em novembro e mostra várias fotos do club Area, um dos spots mais frequentados pelos artistas, celebridades e clubbers da época, que se acabavam em suas pistas e aprontavam de tudo nos seus vários ambientes.

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O nome do livro é “AREA – 1983-1987”, referindo-se ao período de duração do club, que existiu por apenas quatro (intensos) anos no número 157 da Hudson Street.

O club pertencia a quatro sócios, sendo que o mais conhecido e badalado era Eric Goode, que ajudou a escrever o livro junto com sua irmã, Jennifer, contribuindo com seu arquivo pessoal de fotos, muitas delas nunca antes publicadas.

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Goode era o legítimo bon vivant, bem relacionado, ele era amigo de várias celebridades (olha ele na foto abaixo com Madonna, que era vizinha do club na época) e hoje é dono do Bowery Hotel e Bar, do Maritime Hotel e do Waverly Inn, ou seja, mal ele não ficou, mesmo com o declínio do Area.

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O Area era o lugar para ver e ser visto na Manhattan de 1983 em diante, suas festas eram históricas, ele costumava decorar o club com diferentes temas e esta decoração trocava de seis em seis semanas.

Foi o club que pegou em cheio com a cena artsy dos anos 80, suas festas eram antológicas e mesmo nesta atmosfera meio decadente, valia tudo e a diversão era ilimitada.

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Seus convites inusitados eram disputados a tapa pelos artistas e também por atores, atrizes, escritores, diretores, humoristas, músicos e toda a cena artística dos anos 80. Entre eles o primeiro convite, que era uma pílula que deveria ser aberta na água.

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Basicamente, o livro é composto de inúmeras fotos, distribuídas em 368 páginas, com todo tipo de gente, de produção, de modelos inesperados, todos querendo aparecer mais que o outro.

A ação no Area não se resumia apenas ao dancefloor, pois o club era enorme (com mais de 33 mil metros quadrados) era o lugar perfeito para fazer todo tipo de loucuras e estas festas temáticas eram o auge na época.

Há muito pouca coisa em imagens internas do club, mas encontrei este vídeo, onde podemos ver um aquário enorme com peixes (diz que havia um com tubarões também), cenas da pista, do telão, dos sofás etc.

Claro que havia a concorrência de lugares como o Danceteria, o Mudd Club, o Paradise Garage, mas as celebridades, órfãs do Studio 54, optaram mesmo foi pelo Area, onde podíamos encontrar Grace Jones (e seu então namorado Dolph Lundgren), Matt Dillon, Francis Ford Coppola, Sandra Bernhard,  The Ramones, Cher, Sting, Keith Richards (e sua mulher, a top Patti Hansen), Bianca Jagger (que não poderia deixar de faltar), Calvin Klein, Michael Musto (o colunista do Village Voice), Diane Brill, Grace Coddington, Tina Chow, Steven Meisel, Anna Sui, Marc Jacobs (super garoto), John Waters , nosso conterrâneo Patrício Bisso, e até mesmo Fellini, entre muitos outros.

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O rei dos grafites, Keith Harring, era figurinha fácil nas baladas do Area, como vemos nas fotos abaixo com ele grafitando as paredes da pista (na festa Pyramid Wall) e até pintando o corpo de um dos frequentadores:

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O bafo era tal que Andy Warhol, em pessoa, chegou a fazer parte de uma vitrine viva, ao lado de sua escultura invisível, gerando o ciúme de Steve Rubbel, o ex-proprietário do Studio 54.

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Ele também contribuiu muito com a noite Art, fazendo camisetas e tirando fotos como esta com  Jean Paul Gaultier:

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Outros artistas, na época ainda não tão badalados, eram frequentadores assíduos do Area, tais como:  Francesco Clemente, Chuck Close, Julian Schnabel, Barbra Kruger, Sol LeWitt, Jenny Holzer, Kenny Scharf e muito mais.

Na cabine do DJ, acontecia um rodízio de DJs que podia incluir Basquiat, discotecando cool jazz, be-bop, Duke Ellington; não havia este culto ao DJ, se a música era boa não importava quem estava atrás dos decks.

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Mas o club arrasava mesmo eram nas festas temáticas com nomes como Confinamento, Suburbia, Ficção Científica, Acid Flash, Jardins, História Natural, entre outras; muitas destas ideias saíam da cabeça do diretor de arte Mark Garbarino.

Teve até uma ambientação em homenagem à capa de ‘Country Life’ do Roxy Music e também com postos de gasolina, sorveterias, motel, laboratório com robôs e mais:

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Na festa  American Highway, toda a ambientação era de uma típica auto-estrada americana:

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As vitrines dentro do Area eram tão disputadas que até se criou uma noite chamada Prize Fight, com um prêmio de 15 mil dólares para o melhor display.

Personagens como Bernard Zette se montavam com modelos diferentes a cada noite, podendo aparecer da sereia-travesti, Jim Jones, Jesus Cristo, Brooke Shields e até Anne Frank.

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Uma das coisas mais lembradas foi a festa Gnarly, com pistas de skate, corredores drag e nadadores nus que transitavam pela pista.

É claro que o banheiro era uma atração á parte, onde rolava muito sexo e drogas e onde eram vendidos desde camisinhas, sanduíches de galinha e até (pasmem) jaquetas Comme des Garçons.

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O club tinha até piscina, que serviu de cenário para uma festa onde ela virou uma sopa de letrinhas com garçom dentro e tudo.

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Outro detalhe bacana é que para entrar no Area, não bastava o glamour, o que mais contava era a criatividade, a preferência era sempre dos artistas, famosos ou não. Na foto abaixo podemos até avistar John Kennedy esperando para entrar, como um mero mortal.

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Para completar esta comemoração aos 30 anos do club, a galeria nova-iorquina Hole está fazendo uma exposição em homenagem ao Area, com recriações de ambientes e fotos penduradas para o público poder admirar.

Desde pessoas vestidas de lagarta até ursos de pelúcia gigantes, tudo podia acontecer nas instalações do Area; era só ultrapassar a cortina de veludo vermelho e entrar num mundo inacreditável e que até hoje é lembrado como um dos highlights da noite nova-iorquina dos anos 80.

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