Depois do post de ontem , nada melhor que falar dos amigos do MC5 que eram da mesma região que eles (Detroit) e eram conhecidos como The Stooges.
Deste grupo, o líder era um tal de James Newell (que depois trocaria seu nome para Iggy Pop), um cara muito especial, diferente de tudo que rolava no mundo musical da época. Iggy odiava o sonho americano, ele fazia altas performances no palco, parecia ter espasmos, dançava e requebrava quase nu, passando óleo, manteiga de amendoim no corpo, era tudo muito sensual e ultrajante para a época. Iggy era considerado mais perigoso que Jim Morrison (o qual ele viu num show e isto mudou bastante suas apresentações), pegava pessoas na platéia, mas ele nao se achava bonito como Morrison e por isso teria que chamar a atenção de outra maneira: chocando as pessoas.
Os Stooges aproveitavam versos do blues e mandavam ver nas metáforas, nas letras brutas, psicóticas, com muitas guitarras enlouquecidas, improvisadas, em músicas com títulos estranhos para a época como “I wanna be your dog”.
Os Stooges (que eram primeiramente chamados de The Psychedelic Stooges) eram considerados os “baby brothers” do MC5 e a gravadora Elektra assinou com eles na mesma época, em 1968. Recentemente o jornal inglês The Guardian, considerou este um dos grandes momentos da história da música indie (http://www.guardian.co.uk/music/2011/jun/14/stooges-signed-elektra)
Mas foi indo para N.Y. e tendo a admiração das bandas locais como os Ramones que a banda realmente começou a vender um pouco mais de discos. Seu primeiro disco, The Stooges (com produção de John Cale, do Velvet), é de 1969, seguidos por Fun House (considerado pela revista inglesa Q o álbum mais barulhento de todos os tempos) até serem dispensados pelo selo em 1971 por problemas com drogas e desinteresse do público com a banda. Aí que entra David Bowie para salvá-los e produz seu novo álbum, o clássico “Raw Power” (desta vez com a gravadora Columbia), em 1973.
O álbum reunia de maneira brilhante garage rock psicodélico, proto-metal, free jazz e avant-garde performance, quebrando muito mais barreiras que os grupos de rock antecessores (era o álbum favorito de Kurt Cobain).Este álbum teve no ano passado uma luxuosa reedição com um cd extra com faixas ao vivo e sobras de estúdio.























