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Today’s Sound: Dead of Night por Arthur Mendes Rocha

“Dead of night” é um filme de 1945 dirigido por três diretores, entre eles um brasileiro, composto de cinco episódios que lidam com o terror e o sobrenatural.

O filme foi dirigido por Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer, sendo uma produção do famoso estúdio inglês Ealing.

A idéia do filme é ser uma antologia de terror com estórias diferentes e, ao mesmo tempo, interligadas entre si.

Sua inovação foi ter sido produzido em uma época em que os estúdios britânicos não realizavam filmes de terror, sendo assim, acabou influenciando o trabalho de vários diretores que se dedicaram ao gênero nos anos seguintes.

O filme é centrado na figura de Walter Craig, um arquiteto que chega à uma casa de campo onde estão reunidas algumas pessoas que ele afirma já conhecer através de seus sonhos.

Estas pessoas contam algumas estórias sobrenaturais que viveram ou que alguém conhecido havia vivenciado, na maioria estórias de fantasmas.

As narrativas do que ocorre na casa do campo é dirigida por Dearden, é o que amarra as estórias. Ele também dirige o primeiro episódio, onde um piloto de automobilismo tem visões com um motorista de carro funerário e acaba tendo premonições de acidentes.

O episódio da festa de Natal é dirigido por nada mais nada menos que Alberto Cavalcanti, brasileiro que trilhou carreira internacional antes de retornar ao Brasil e ser um dos integrantes dos estúdios da Vera Cruz. Vergonhosamente ele entrou para a lista negra dos suspeitos de serem comunistas e mudou-se de volta para a Europa.

Seu episódio é um dos melhores, pois lida com uma festa de crianças e numa brincadeira de esconde-esconde, uma jovem tem contato com um fantasma de uma criança, antigo morador da mansão onde ocorre a festa.

O episódio do espelho mal-assombrado é realizado por Hamer e trata de um espelho que carrega uma maldição de um marido que matou sua esposa.

O episódio do golfe é dirigido por Crichton e é mais bem humorado, já que lida com a rivalidade de dois amigos no amor e no golfe até que um deles vira um fantasma e passa a perseguir o amigo.

O último episódio foi o que tornou o filme um clássico do terror e é o mais admirado: o do ventríloquo, dirigido também por Cavalcanti e com uma brilhante interpretação de Michael Redgrave, o pai de Vanessa e de Lynn.

A estória gira em torno da relação entre um ventríloquo (Redgrave) e seu boneco, entre a sanidade e a loucura. Ele é dominado pelo boneco (ou será coisa de sua cabeça) que o obriga a atos como matar.  O boneco é bastante assustador, lembra uma versão amenizada de Chucky ( de “O brinquedo assassino”), mas igualmente sinistro e diabólico.

“Dead of night” foi considerado o quinto filme mais assustador de todos os tempos por Martin Scorcese, que o tem na mais alta admiração. Segundo ele, o filme “gets under your skin” (penetra por baixo de sua pele).

O filme é uma ótima antologia de filmes de terror tipicamente ingleses;  seu clima vai num crescendo de loucura e terror, lida com elementos como fantasmas, premonições e crimes (sem derramar uma gota de sangue) e tem um final surpreendente.

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Today’s Sound: Freaks por Arthur Mendes Rocha

O post de hoje é sobre um dos meus filmes de terror favoritos, uma produção controversa e que foi banido em algumas cidades americanas, na Inglaterra e na Austrália: “Freaks”.

‘Freaks” é um filme preto e branco de 1931, dirigido por Tod Browning, famoso por ter dirigido a primeira versão de “Drácula” com Bela Lugosi e por suas colaborações com Lon Chaney (ator famoso por encarnar tipos inusitados).

Um dos grandes atrativos do filme é que o diretor optou por utilizar freaks de verdade, ou seja, aberrações verdadeiras que ele e sua equipe pesquisaram nos circos da época. Evitando o uso de artifícios como maguiagem, isto acabou sendo um golpe contra ele mesmo, já que o público da época não entendeu o que aquele bando de gente esquisita estava fazendo lá. Abaixo confiram algumas cenas do filme:

O diretor foi extremamente corajoso e abraçou a causa de levar ás telas a história curta, ‘Spurs”, com este elenco desconhecido e fora dos padrões e o estúdio era nada menos que a própria Metro Goldwyn Mayer.

A história gira em torno de um casamento arranjado pela sinistra Cleopatra, que na verdade é um ser humano normal e que resolve tornar-se a esposa de um anão (Hans), por interesse na fortuna dele. Só que seu plano é descoberto, ela é amante de Hercules, o homem forte e normal do circo, gerando a revolta dos freaks.

Outra grande sacada do filme é sua tentativa de humanizar os freaks, sendo que os humanos normais são do mal e os freaks são do bem.

O filme se passa todo nestes circos antigos de aberrações (nos EUA são conhecidos como carnival) daí temos a mulher barbada, as gêmeas que nasceram grudadas, o homem torso (sem braços e pernas), a mulher que é metade homem, além de vários anões dos mais diferentes tipos e figuras bem esquisitas com cabeças pequenas, deformidades, como o homem esqueleto (foto abaixo) e também a garota-passarinho (bird girl).


“Freaks’ teve uma recepção desastrosa nos chamados test-screenings (as projeções teste para ver a recepção da audiência). O público repudiou o filme e suas criaturas e a MGM exigiu cortes e uma diminuição da projeção, encurtando o filme de 90 minutos originais para 64 minutos.

Também exigiu que o filme tivesse um final feliz, cena esta que acabou sendo criada e que não estava no roteiro original, com o casal de anões principais se reconciliando (o que foi amenizado no filme, já que na vida real eles eram irmãos).

Além disso, na Inglaterra, o filme acabou sendo banido durante trinta anos, bem como na Austrália.

Um detalhe interessante é que a idéia original da MGM era colocar as atrizes Myrna Loy e Jean Harlow no elenco, mas a idéia foi abandonada.

Tod Browning acabou sofrendo uma espécie de maldição pelo filme, já que ficou sem trabalho por vários anos depois de tê-lo dirigido.

O filme acabou se tornando um cult com o passar dos anos, especialmente quando foi redescoberto no início dos anos 60 pelos adeptos da contracultura e virou programa obrigatório nas sessões da meia-noite em alguns cinemas americanos dos anos 70 e 80.

Hoje revendo o filme, ele continua a chocar, já que ele é completamente diferente de tudo que vimos, seus climas de sombras, a atmosfera do circo, os freaks todos se unindo contra quem queria prejudicá-los, é um belo tratado sobre a intolerância social.

Na cena do confronto final entre Cleopatra e Hans, a música tocada na flauta é o “Mournful Tune”, da ópera ‘Tristão e Isolda” de Richard Wagner.

Na versão original, que acredita-se perdida para sempre, os freaks castravam Hercules e o filme terminava com ele cantando em falsetto. Em relação à Cleopatra, ela fugia em uma tempestade e uma árvore a atingia cortando suas pernas e os freaks cobriam-na com a lama da chuva. Abaixo vemos alguns destes finais alternativos:



Eu consegui ver o filme apenas na década de 90, tendo que importar uma fita VHS para ter acesso ao filme, já que no Brasil não havia sido lançado nem em vídeo.

Nesta versão havia a cena em que Cleopatra é transformada numa mulher-pato, com deformações que tornam seus como pés como patas e torso com penas, ela acaba se tornando uma atração daquele circo de horrores.





Hoje em dia, o filme pode ser encontrado em locadoras nacionais, lançado pela distribuidora Magnus Opus.

Em Los Angeles, haverá uma sessão especial ainda este mês no Egyptian Theatre da American Cinemateque em homenagem as oitenta anos deste incompreendido filme, que estava há anos-luz na frente de seu tempo.

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TODAY’S SOUND: “MIDNIGHT COWBOY” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje a trilha comentada é a do filme dos anos 60, “Perdidos na Noite” (Midnight Cowboy)

‘Perdidos na Noite” é um dos grandes filmes americanos de 1969, dirigido por John Schlesinger e com uma temática forte para a época, pois conta a estória de um cowboy vindo do interior e que chega em NY e acaba se tornando um garoto de programa para conseguir sobreviver.


O filme é estrelado por Jon Voight (agora mais conhecido como o pai de Angelina Jolie) e Dustin Hoffman (como o impagável Rizzo) e arrebatou três Oscars incluindo o de melhor filme em 1970. Os dois foram indicados ao prêmio de melhor ator, mas perderam para John Wayne (por “Bravura Indômita”).


A trilha foi composta pelo grande John Barry, um dos melhores compositores de trilhas para o cinema e criador do famoso tema de James Bond, entre outros trabalhos incríveis. Barry faleceu em janeiro deste ano e este foi lembrado como um de seus trabalhos mais marcantes.


O tema principal do filme, “Everybody’s Talkin”, composta pelo cantor folk Fred Neil , foi reorquestrada e interpretada no filme pelo cantor Harry Nilsson. Quando lançada como single acompanhando a trilha, a música chegou ao sexto lugar no top 100 da Billboard e deu um Grammy a Nilsson. ‘Everybody’s talkin” tornou-se a marca registrada do filme, seja cantada ou instrumental, ela já está presente desde a abertura:

Outro fato curioso é que Bob Dylan havia composto uma música especialmente para o filme que veio a ser ‘Lay lady lay”, que acabou não ficando pronta a tempo de ser incluída na trilha.

John Barry utilizou temas pops da época, com artistas da gravadora United Artists (que lançou a trilha) como o já citado Nilsson, além do The Groop (presete com duas canções)e até mesmo a banda avant-garde nova-iorquina Elephant’s Memory, que interpreta a canção “Old man wilow”. A música serve de fundo para uma das melhores cenas do filme: a que os personagens principais entram de furões em uma festa psicodélica, bem ao estilo das festas da Factory de Andy Warhol:

A música que dá o titulo do filme é o tema “Midnight Cowboy”, onde Barry utiliza a gaita harmônica com a participação do belga Toots Thielemans (que não está creditado na versão do álbum). Esta faixa deu a Barry o Grammy de melhor tema instrumental

O britânico John Barry mostra na trilha a sensação de solidão e vazio de uma grande metrópole como NY. Ele trabalha bem os temas com vocais e harmonia, uma tendência que ficaria forte nas trilhas de filmes do final dos anos 60, usando mais os elementos da música pop ao invés de apenas orquestrações.

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