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Vivienne Westwood – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: EXPO “PUNK – 1976-78″ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Este ano, o movimento punk completa quarenta anos, e a British Library (Biblioteca Britânica) acaba de abrir uma exposição intitulada “Punk-1976-78”, com a exibição de várias memorabilias, sendo muitas delas inéditas, mostrando o impacto que o punk teve sobre a cultura, sociedade, música, moda e muito mais.

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Na foto à esq., entrada da exposição; na dir. foto da loja Sex em King’s Road

Como já foi divulgado, Joe Corré (filho de Malcom McLaren e Vivienne Westwood) pretende queimar toda a coleção punk que ele herdou, já que ele considera um absurdo o movimento virar mainstream, a ponto da Rainha dar a sua benção para as comemorações do punk este ano na Inglaterra.

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Contra ou a favor, Londres está se movimentando para realizar várias homenagens ao quarentão movimento punk e esta exposição da Biblioteca Britânica dá início a estas comemorações culturais.

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Detalhe da exposição

Assim, a Biblioteca vasculhou todo seu arquivo, incluindo fanzines, flyers, fotos, roupas, discos e muito material inédito para compor esta exposição, que parece ser extremamente bem curada.

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Além disso, a curadoria vai disponibilizar arquivos raros da Liverpool John Moores University, incluindo ítens como posters e roupas raras de “England’s Dreaming”: The Jon Savage Archives” ( Jon Savage é um dos maiores pesquisadores do punk, já tendo trabalhado em vários fanzines e revistas como Melody Maker e The Face, além de ter escrito “England’s Dreaming”, livro sobre a história do punk), “The Situationist International: John McReady Archives” (organização por trás do movimento francês de maio de 1968), “The Pete Fulwell Archive” (Fulwell foi um dos donos do Eric’s Club, famoso club de Liverpool onde várias bandas punks se apresentaram, e da pequena gravadora Inevitable) e “Adventures in Wonderland:The Falcon Stuart and X-Ray Spex Archive” (Stuart foi produtor de bandas como X-Ray Spex, Adam & the Ants, além de fotógrafo e cineasta).

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Entre os artefatos a serem exibidos estão:

- fanzines raros, de 1977, como ‘Sniffin’ Glue” (o primeiro fanzine punk) e “Anarchy in the U.K.” ( a primeira e única cópia do fanzine oficial dos Sex Pistols);

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- uma cópia rara do single “God Save the Queen”, nunca antes lançado, já que seria lançado pela gravadora A&M, que dispensou os Sex Pistols em uma semana;

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- posters, tickets e flyers do Roxy Club, em Convent Garden, Londres e do Eric’s Club, de Liverpool;

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Flyer do Roxy

- roupas originais da loja Sex, pertencente a Malcom McLaren e Vivienne Westwood, como estas t-shirts da foto abaixo:

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- a cópia pessoal de John Peel do single “Teenage Kicks”, do Undertones (que o cultuado programador Peel considerava uma de suas músicas favoritas do período);

- cenas do ainda inédito documentário “She Punks: Women in Punk”, sobre as mulheres que tocavam instrumentos em bandas punks, dirigido por Gina Birch (do grupo The Raincoats);

O grupo punk feminino "The Raincoats"

O grupo punk feminino “The Raincoats”

- uma parede recheada de capas de compactos de sete polegadas (7 inches), muitos deles inéditos e nunca lançados, já que eram produzidos pelas próprias bandas e não tiveram distribuição comercial.

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A expo pretende mostrar mais o começo do punk, como este movimento musical se transformou num marco da vida dos jovens da época, como a sociedade via os punks, incluindo vídeos e áudios que cobrem bem o período, como o vídeo abaixo com a apresentação completa do Sex Pistols no careta programa “Today with Bill Grundy” (a primeira aparição deles na TV inglesa com amigos que incluía uma Siouxsie Sioux descolorida):

Além disso, a expo preparou vários eventos incríveis, com conversas e debates de figuras essenciais para o punk, tais como:

- “An evening with John Lydon” – um encontro com Lydon, o líder do Sex Pistols e do PIL, que garante que esta será sua única aparição do ano, para falar sobre punk e responder perguntas da plateia;

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- “Me, Punk and the World” – conversa com Bernard Rhodes, figura lendária do punk, ele foi estilista a loja Sex, além de ter sido o manager do The Clash, The Specials, Dexy’s Midnight Runners e ter descoberto Lyndon e ter lhe arranjado a audição para ele participar dos Pistols;

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- “Buzzcocks in their own words” – debate com os membros originais do Buzzcocks, uma das bandas punks mais influentes, como Steve Diggle e Pete Shelley, além do empresário do grupo, Richard Boon;

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- “Stories from She Punks” – estórias interessantes sobre mulheres que participaram de bandas punks, como Tessa Pollitt (da primeira banda punk feminina, The Slits), mais Gina Birch (falando de seu doc), Helen Reddington (do The Chefs) e Jane Woodgate (do The Mo-Dettes”)

- ‘Punk Reggae Party: The Story of Rock against Racism” – painel que fala sobre racismo e a importância do reggae no punk ( falando da influência de Don Letts, já que ele apresentou o dub reggae para os punks através de suas discotecagens tanto no Acme como no Roxy).

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Bem, a exposição é imperdível para quem estiver ou for para Londres nesta época, já que ela fica em cartaz até 02 de outubro e o melhor de tudo: a entrada é gratuita!

 

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TODAY’S SOUND: BOY GEORGE’s 1970s: SAVE ME FROM SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, falaremos de documentários e filmes cujo tema principal é a música, sejam biografias de artistas, documentários sobre bandas, suas influências e mais.

Iniciamos hoje pelo recente documentário apresentado pela BBC 2 inglesa sobre Boy George e suas influências nos anos 70, intitulado ‘Boy George’s 1970s: Save me from Suburbia”.

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O doc é simplesmente uma delícia de ver, com Boy George nos conduzindo pela Londres que ele viveu em sua adolescência, desde sua vida nos subúrbios até começar a se antenar para o que estava acontecendo na metrópole na década de 70.

Ele começa se rasgando de elogios para David Bowie, o artista da época que mais o influenciou, pelo qual ele queria largar tudo e segui-lo onde quer que fosse.

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Boy George nos mostra discos de Bowie que escutava na sua vitrola, o apartamento onde morou, as influências das músicas que o irmão mais velho escutava.

Outra coisa legal é que sua mãe participa do doc e ela nos fala como era ele adolescente, quando estava descobrindo sua sexualidade e Bowie era influência no seu jeito de agir e se vestir; não era mais um crime gostar de outros meninos, sua opção sexual era sua, uma escolha na qual ninguém deveria se intrometer.

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Ele cita a icônica apresentação de Bowie no Top of the Pops interpretando “Starman”, em 1972, um marco em George e seus amigos, bem como toda uma geração de artistas ingleses.

Bem como a vez que foi até o bairro onde Bowie morava com Angie e a casa que pertencera ao casal.

Além disso, Londres vivia uma época de caos econômico, com muito desemprego e atitudes racistas, repressoras e homofóbicas.

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Era o momento certo para que o movimento punk nascesse e trouxesse uma atitude diferente para os jovens, de questionamento, de crítica a esta sociedade hipócrita.

Boy George era um destes jovens, ele começa a frequentar a noite, ele nos relata que um de seus amigos que abriram as portas desta modernidade para ele foi Philip Sallon, que aparece no documentário e nos fala dos primeiros lugares que ele levou o jovem George O’Dowd (nome real de Boy) como o Mud Club,  Bangs, Louise’s, Bromley Contigent e outros clubs e noites da época.

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O jovem Boy George ao lado de Philip Sallon.

Mas o que mais chamava a atenção de Boy George era a maneira como Sallon se vestia, sempre com modelitos arrasadores (Sallon trabalhou no departamento de figurinos da Royal Opera House, bem como na BBC) e sem medo de enfrentar a sociedade com sua moda extravagante e cheia de personalidade.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Sallon trabalhou como host no Mud Club, além de realizar bailes que ficaram na história da Heaven, os chamados ‘Heaven Ball”. Era figura badalada e conhecia todo o underground londrino; para ter uma ideia,  Malcom McLaren pedia sua opinião inúmeras vezes se por exemplo ele gostava do garoto Johnny Rotten como vocalista do Sex Pistols.

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Sallon foi das grandes influências de Boy George, especialmente no quesito de assumir a postura gay e usar a moda a seu favor; ele não tinha medo de ousar, de abusar da extravagância, mas sempre com originalidade, ele estava sempre na vanguarda e o que vestia acabava se tornando moda algum tempo depois.

George nos fala de quando ouviu pela primeira vez a canção ‘Walk on the wild side” e todas as implicações que a letra fazia às pessoas da noite, aos travestis (nas figuras das Warhol superstars Holly Woodlawn e Candy Darling), a ruptura que Reed propunha, um hino de aceitação a um lado mais rebelde de ser.

Outro momento legal do doc é quando ele nos leva na loja Sex de Vivienne Westwood e Malcom McLaren, ou na verdade, o que se transformou o local onde a loja era localizada na King’s Road e todas as lembranças de como ele desejava se vestir com as roupas de lá (mas não podia pagar).

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

E falando em MacLaren, ele relembra quando foi convidado pelo empresário a participar do grupo Bow Wow Wow e quando ele cantou junto com a banda sem nunca ter pisado num palco antes. Anos depois, ele chegaria ao segundo lugar da parada britânica com ‘Do you really want to hurt me”(chocando a todos com seu visual andrógino):

Boy George vai passeando por lugares que foram marcantes em sua vida, como o famoso Blitz, o club onde o host era Steve Strange e que se tornou o lugar mais disputado da noite londrina no final dos anos 70.

George fala de como a cena New Romantic foi virando mais e mais importante em sua vida, quando esta suplantou o punk para ele; pois quando o punk ficou mais mainstream, os new romantics foram além na produção e ainda mais ultrajante visualmente.

Strange e George competiam por quem atraía mais atenção, já que George ainda era um jovem ingênuo e Strange já era bem mais descolado e conhecido, mas as coisas mudaram bem quando George virou uma sensação mundial.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Um que também aparece no doc é Rusty Egan, que era o DJ do Blitz e nos conta que tocava Bowie, Reed, Velvet Underground, Roxy Music, Kraftwerk e como todos ficavam enlouquecidos na pista.

Inclusive, ele nos guia por onde costumava ser o Blitz, mostrando espaços que ficaram na história da noite londrina.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Outra participação é a de Martin Degville (o vocalista do Sigue Sigue Sputnik), amigo de Boy George de longa data, os dois inclusive moraram juntos e eles nos contam como foram estes momentos: a preparação deles para sair, a escolha do figurino, o som que escutavam como o reggae (que foi grande influência no Culture Club) e outras músicas da época.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Além de dividirem o mesmo teto, eles também trabalhavam juntos já que George vendia as roupas de Degville nas feiras locais.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

Degville e Boy George inclusive participaram do programa “Something Else’, cujo trecho é mostrado no doc e foi a primeira entrevista de George para a TV britânica, onde ele enfrenta alguns punks que também participavam, isto em 1979, como podemos ver abaixo:

Outras aparições no doc são de Princess Julia, a influente DJ e figura da noite e moda londrina, além de Andy Polaris (do grupo Animal Nightlife), entre outros.

Mas um dos momentos ápices é quando ele encontra seu antigo amigo, Marilyn, que bombou nos anos 80 como cantor, mas mais como uma figura que causava furor por seu visual andrógino e toda montação. Na verdade, Marilyn ficou mais famoso pelos looks que por sua vocação artística, já que nunca atingiu a fama de pop star de Boy George.

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Boy George (de gueixa) com Marilyn na porta do squat que dividiram no final dos anos 70.

É interessante vermos os dois conversando e trocando ideias de como era viver naquela época, eles nos mostram o squat (apartamento abandonado que era invadido) que dividiram e que hoje já é um prédio completamente diferente.

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Os dois já foram grudados, já brigaram, viraram inimigos, mas hoje voltaram a ser amigos, afinal eles tem uma história de vida juntos e ambos viveram os altos e baixos da fama. Abaixo os dois numa recente entrevista no programa Breakfast da BBC em função do lançamento do single de Marilyn, produzido por George:

George e Marilyn já questionavam a questão da gênero nos anos 70, muito ates deste assunto entrar em voga, como hoje em dia; eles já se vestiam de mulher, já discutiam os limites do masculino e feminino naquela época, foram perseguidos e não entendidos em função de suas escolhas.

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Marilyn (à esq.) com Boy George em foto recente.

Vale a pena conferir o doc, uma pena que ele estava disponível no youtube (foi lá que o assisti), mas agora a BBC retirou-o do ar, mas existe o torrent para ser baixado.

Como o próprio Boy George define: ‘Eu penso nos anos 70 como esta gloriosa década onde eu descobri quem eu era e descobri todas estas coisas incríveis – punk rock, electro, música, moda, tudo isso. E claro que havia o lado negro dos anos 70, o lixo, as greves, a pobreza e eu fui perseguido e confrontado pelo meu jeito de vestir. Mas eu era um adolescente, não tinha saco de ficar me lamentando; eu só estava vivendo um momento incrível com meus amigos’.

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TODAY’S SOUND: ADAM & THE ANTS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje a banda de destaque é Adam & the Ants, que iniciaram sua carreira como grupo de punk rock e depois enredaram para o lado glam, guitar rock, new wave e new romantic, até chegar num pop mais acessível.

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Seu visual com roupas de piratas, casaco militar, calças de couro com franjas ou metalizadas, botas de cano alto, extremamente maquiado, uma faixa branca desenhada perto dos olhos (ou dois riscos vermelhos), camisas bufantes e cheio de acessórios como anéis e brincos, os tornou um forte símbolo da música pop nos anos 80, quando todos desejavam copiar seu look e serem como eles.

NPG x125374; Adam and the Ants (Merrick (Chris Hughes); Terry Lee Miall; Adam Ant; Gary Tibbs; Marco Pirroni) by Allan Ballard

Adam Ant era o nome fantasia de Stuart Leslie Goddard, o então baixista da banda Bazooka Joe, que tocava em alguns pequenos pubs londrinos.

Até que em 1975, eles são convidados a abrirem o primeiro show dos Sex Pistols, na Saint Martins (a famosa escola de artes e design inglesa).

Inspirado pelos Pistols, , Adam resolve formar sua própria banda e se une ao guitarrista Lester Square, ao baixista Andy Warren e ao baterista Paul Flanagan. Suas apresentações começam a chamar atenção, principalmente pelo caráter mais teatral, utilizando elementos S&M (sado masoquista).

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Neste período, a banda não possuía um line-up constante, já que Square sai do grupo para terminar seus estudos, com Mark Ryan substituindo-o no primeiro show oficial deles, no ICA de Londres, em 1977.

Flanagan é substituído por Dave Barbarossa, com quem grava os primeiros demos, e participa da banda de Adam no filme ‘Jubilee”, de Derek Jarman (onde Adam faz o personagem Kid).

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Adam vai fazendo amizades e contatos na cena punk londrina, como a icônica Jordan, que trabalhava na loja Sex de Vivienne Westwood e Malcom McLaren.

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Inclusive, Jordan chegou a empresariar a banda por um curto período, além de fazer os vocais da música “Lou”:

Duas faixas de Adam acabam participando da trilha de “Jubilee”: “Deutscher Girls’ e “Plastic Surgery”. Abaixo esta última incluindo cenas do filme:

Porém, Adam ainda não possuía um atrativo mais comercial e a imprensa britânica não simpatizava com ele, mas mesmo assim ele possuía um grupo de seguidores – os chamados Antpeople – mas isto não bastava para que conquistassem contrato com uma gravadora.

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Isto só vem a acontecer em 1978, quando assinam com a Decca, e gravam vários demos, entre eles o single ‘Young Parisians”:

A música não faz sucesso e além deles sofrerem de mais mudanças de seus integrantes, eles são dispensados da gravadora e se unem ao selo independente Do It Records, com quem gravam o novo single “Zerox”:

Nesta nova fase, podemos notar o som mais acessível da banda, e assim eles lançam o LP ‘Dirk wears with socks”, com influências mais pós-punk, com riffs nervosos de guitarras misturados com um pouco de glam, funk e soul:

Porém, nada de sucesso comercial; o que leva Adam a pedir a ajuda de Malcom McLaren, para fazer com que a banda estourasse comercialmente e o contrata como o novo manager da banda.

McLaren convence-os a se vestirem no estilo pirata e fazerem um som mais pop, mas acaba por sugerir que o restante da banda (com exceção de Adam) se juntasse ao seu novo projeto, o Bow Wow Wow.

adam and the ants Ant Music ad 1980 top of the pops smash hits poster

Ao menos, McLaren introduziu Adam e os membros da banda para diversos ritmos de várias partes do mundo, entre elas a batida dos tambores da tribo de Burundi, que acaba por se tornar uma de suas marcas registradas.

E quanto ao look, Adam vai mais além das sugestões de McLaren e ainda inclui influências apache, cowboy e dandys para chegar ao visual certo para conquistar as plateias.

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Adam não deixa se abater e continua seu rumo ao sucesso, com nova formação dos Ants desta vez com Marco Pirroni (guitarra), Kevin Mooney (baixista) e Terry Lee Mial e Merrick (ou Chris Hughes), ambos na bateria.

Pirroni , ex-membro de Siouxsie & The Banshees, se mostra uma ótima parceria com Adam, pois acaba por escrever várias canções com ele.

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Ainda sem gravadora, eles mostram as novas músicas na turnê ‘Ants Invasion” e lançam o single “Cartrouble”, que acaba indo para o primeiro lugar na parada independente:

Ao final da turnê, eles assinam com a CBS e gravam ‘Kings of the Wild Frontier”, lançado em 1980, com excelente aceitação de público e crítica e chegando ao primeiro lugar da parada.

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O álbum acaba gerando três singles de sucesso:

‘Dog Eat Dog” (que chegou ao quarto lugar)

“Ant Music” (segundo lugar na parada inglesa)

‘Kings of the wild frontier”

Vale ainda citar a música “Ant Invasion”, aqui numa apresentação no programa Old Grey Whistle Test:

Com o repentino sucesso, suas gravadoras antigas relançam seus trabalhos anteriores que acabam bem posicionados nas paradas de sucessos inglesas.

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Seu novo trabalho é lançado em 1981, o single “Stand and Deliver”, que se mostra um estrondoso sucesso, com um vídeo super produzido:

O single é incluído no novo disco, ‘Prince Charming”, com temáticas ligadas a diferentes momentos históricos, como mostra o single que dá nome ao disco:

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O terceiro single do disco, “Ant Rap”, atinge o terceiro lugar no início de 1982, com o respectivo vídeo que os transportam para os tempos das Cruzadas:

Seus vídeos os ligavam diretamente ao movimento New Romantic, com sua produção rebuscada e figurinos exuberantes, porém Adam não gostava de ser associado ao movimento.

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Para a surpresa de todos, ainda em 1982, o grupo anuncia o seu final, alegando insatisfação generalizada entre os integrantes.

Adam se lança em carreira solo, ainda contando com Pirroni como co-autor das letras, e lança o single “Goody two shoes”, que alcança o topo da parada. Notem no vídeo abaixo como o seu visual está bem mais clean, quase sem maquiagem e com roupas mais discretas:

O single foi incluído no seu primeiro disco solo, “Friend or Foe”, lançado no final de 1982.

No ano seguinte, ele ainda lançaria ‘Strip’ e em 1985, “Vive Le rock’, produzido por Tony Visconti (produtor de David Bowie), porém nenhum deles atinge o sucesso esperado e nem chegam perto da repercussão dos álbuns do Adam & the Ants.

Com a chegada dos anos 90, Adam opta por se dedicar a sua carreira como ator, mas ainda lança em 1990, o álbum ‘Manners and Physique” com a colaboração de André Cymone (ex-membro da banda de Prince).

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Ele só volta a gravar em 1995, com o disco “Wonderful”, cuja faixa-título fez um pequeno sucesso na época:

Nos anos seguintes, Adam continua fazendo algumas composições com Pirroni, lançadas na trilha de seu filme “Drop Dead Rock”.

No início dos anos 00, Adam Ant se envolveu em diversas confusões (incluindo prisão), causadas pela sua bipolaridade, algo que sua família já sabia, e que necessitava de tratamento.

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Adam seguiu as ordens médicas, se manteve afastado e lançou sua autobiografia, ‘Stand & Deliver”, em 2006.

A partir de 2010, Ant vai voltando ao poucos para os palcos, até sair em turnê novamente.

Em 2013, ele lança novo álbum e este ano ele sairá em turnê, a partir de maio, interpretando na íntegra o seu álbum de maior prestígio, “Kings of the wild frontier”, com várias datas e locais no Reino Unido.

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Adam & the Ants é provável que não volte a se reunir, ainda mais na sua formação original, mas sua influência ainda é sentida em várias bandas, como Nine Inch Nails, Elastica e Suede, e eles serão para sempre um ícone pop!

 

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